Críticos acusam indústria farmacêutica ocidental por testes em países pobres

Acesse o link da Conexão Senado e baixe o áudio da reportagem da Rádio Alemã, em português:

http://www.senado.gov.br/noticias/Radio/programaConteudoPadrao.asp?COD_TIPO_PROGRAMA=1&COD_AUDIO=392964

 

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Mastectomia de Angelina Jolie alimenta negócio bilionário

 

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 (…) “De acordo com o site americano de saúde, Natural Health News, o anúncio de Angelina causou pânico nas mulheres, que acreditam que a mutilação é a única opção para elas.

Mas a companhia denuncia: por trás desse anúncio de Jolie pode estar um negócio bilionário, já que a empresa Myriad Genetics patentou os genes BRCA 1, e agora somente eles, no mundo todo, é que podem fornecer esse exame, que em alguns países, como no Brasil, pode chegar a custar R$ 7 mil. (…)

(…) desde que a atriz fez pública sua situação, aumentou consideravelmente o número de mulheres querendo fazer a polêmica cirurgia, mesmo estando saudáveis.  (…)

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Leia: Câncer de mama: a vitamina D ou mastectomia.

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Especialistas médicos criticam a decisão da atriz de promover o exame que detecta os genes BRCA1

 

De famosos a especialistas médicos. Todos deram sua opinião sobre a decisão de Angelina Jolie de submeter-se a uma dupla mastectomia preventiva, já que ela tem uma alta porcentagem de vir a sofrer câncer de mama no futuro.

Mas sua decisão deixou parte do corpo médico bastante preocupado, pois desde que a atriz fez pública sua situação, aumentou consideravelmente o número de mulheres querendo fazer a polêmica cirurgia, mesmo estando saudáveis.

De acordo com o site americano de saúde, Natural Health News, o anúncio de Angelina causou pânico nas mulheres, que acreditam que a mutilação é a única opção para elas.

Mas a companhia denuncia: por trás desse anúncio de Jolie pode estar um negócio bilionário, já que a empresa Myriad Genetics patentou os genes BRCA 1, e agora somente eles, no mundo todo, é que podem fornecer esse exame, que em alguns países, como no Brasil, pode chegar a custar R$ 7 mil.

Médica fala sobre o apoio de Brad Pitt durante as cirurgias de Angelina Jolie
Para o jornalista especializado, da Natural Health, Mike Adams, a decisão de Angelina de dizer ao mundo, não foi nada valente, e sim uma triste forma de aterrorizar as mulheres com falsas estatísticas de câncer de mama, incitando à auto-mutilação e paranoia.

“Angelina Jolie é parte de um astuto plano corporativo desenhado para proteger milhões de dólares em patentes de genes BRCA, e influir na decisão da Corte Suprema dos Estados Unidos”, acusa.

O site financeiro MarketWatch também criticou a atriz:

“Ela simplesmente se nega a dizer a essas mulheres que a cirurgia não é a única opção preventiva, que existe tratamento preventivo, sem ter de tomar essa decisão tão dramática. O que Angelina provocou:

1)  Que mulheres assustadas corressem a fazer esses caros exames por medo, aumentando ainda mais o fluxo da companhia.

2)  Seu anúncio fez com que as ações da Myriard Genetics (MYGN) aumentassem na bolsa. No dia do anúncio, depois da publicação no New York Times, a companhia fechou em alta.

3)  Seu anúncio fez com que a opinião pública influenciasse na decisão da Corte Suprema de Justiça para legislar a favor da privativação dos genes humanos. Angelina Jolie está enganando todas as mulheres do mundo. O que ela fez, literalmente, foi vender as mulheres à indústria do câncer, com fins lucrativos.

4)  As ‘declarações’ de Jolie foram publicadas dias antes de que a Corte expedisse sobre a viabilidade de patentar genes BRCA1″.

E continua:

“Investigadores especializados, conselheiros genéticos, pacientes mulheres, sobreviventes de câncer, instituições de câncer de mama, grupos de saúde das mulheres, e associações científicas que representam a 150 mil geneticistas, patólogos e profissionais de laboratório, argumentam que os genes humanos não podem ser patentados porque são produto da natureza. A intenção de patentar genes humanos viola os exames de diagonóstico e investigação que poderiam conduzir a uma cura, limitando as opções das mulheres com respeito à sua atenção médica”.

Alguns acreditam que a mulher de Brad Pitt também foi enganada. Um médico especialista, consultado pela publicação afirma que todas as pessoas tem microcélulas cancerígenas no corpo, e que algunas desenvolvem a doença, enquanto outras não.

A boa alimentação preventiva, e tratamentos específicos preventivos, podem ajudar mais do que a auto-mutilação.

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Psiquiatras ampliam definição de doenças para aumentar mercado – O normal como aberração

“Nós estamos no processo de transformar a doença na norma, onde o normal se torna a exceção. Se isso continuar, vamos finalmente ver aquilo que consideramos normal colocado no que eu chamo de passarela mental,” diz o pesquisador, referindo-se aos inatingíveis modelos de beleza divulgados nas passarelas da moda.”

“Estamos no processo de criar pessoas que são incapazes de viver a vida,”

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Baseado em artigo de Kim Andreassen

O que é normal e o que é anormal

Quando os limiares de diagnóstico são reduzidos, ser normal acaba sendo tão inalcançável quanto tentar se parecer com as supermodelos nas passarelas.

O Dr. Lars Fredrik Svendsen, da Universidade de Bergen, na Noruega, é mais um que se junta ao enorme grande coro de protestos contra a ampliação do manual de diagnósticos mentais da Associação Psiquiátrica Americana (DSM).

As edições do manual de diagnósticos da DSM são criticadas por baixarem constantemente os limiares de qualificação para um diagnóstico psiquiátrico.

Essas normas são usadas como referência na maioria dos outros países.

Quando os psiquiatras redefinem o que é normal e o que é anormal não se trata de algo restrito aos consultórios.

Segundo o Dr. Svendsen, isso tem significado cultural muito amplo, já que a redução constante dos limiares de diagnóstico tem a ver com como os seres humanos se veem.

“Nós estamos no processo de transformar a doença na norma, onde o normal se torna a exceção. Se isso continuar, vamos finalmente ver aquilo que consideramos normal colocado no que eu chamo de passarela mental,” diz o pesquisador, referindo-se aos inatingíveis modelos de beleza divulgados nas passarelas da moda.

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Normal como aberração

“Exatamente como as supermodelos nas passarelas, corremos o risco de ver o normal como uma aberração, tornando-se algo além do que é humanamente possível,” diz o pesquisador.

Na prática, isso pode significar que mais pessoas se desviem da norma e que mais pessoas vão querer se submeter a tratamentos médicos simplesmente para se aproximar de alguma aparência de normalidade.

Isso não é muito diferente da maneira como corpos perfeitos estão sendo manipulados digitalmente por computador nas revistas de estilo de vida.

“Os manuais de diagnóstico têm um monte de influência, criando diagnósticos biologicamente determinados,” diz Svendsen. “Esses manuais moldam nossas vidas de uma forma sem precedentes.”

Paradoxalmente, eles são cada vez menos tolerante a desvios, ao mesmo tempo que muitos mais de nós são considerados “desviantes” do padrão normal.

“Eu acredito que há uma boa razão para discutirmos se os critérios que usamos para estabelecer o que é normal e anormal são razoáveis,” observa ele.

Ligeiramente menos anormal

O novo manual, chamado DSM-5, que está previsto para publicação em 2013,  não vai apenas permitir diagnosticar novas doenças, mas também vai baixar os sintomas que caracterizam o que se chama de “doenças mentais”, criando “sublimites”.

Se um paciente atingir os novos critérios necessários para um diagnóstico, ele não vai necessariamente chegar ao limiar patológico – em vez disso, ele será considerado apenas um pouco menos anormal.

Uma proposta que está sendo fortemente questionada é o diagnóstico conhecido como “síndrome do risco de psicose“.

A ideia por trás desse diagnóstico é identificar as pessoas que podem estar desenvolvendo esquizofrenia, para que o paciente possa receber tratamento em uma idade mais jovem.

Até mesmo Allen Frances, presidente do comitê que deu origem à força-tarefa que está elaborando o DSM-5, afirmou que isso poderia facilmente se transformar em uma “mina de ouro para a indústria farmacêutica, mas a um custo enorme para os novos pacientes falso-positivos, capturados na rede excessivamente larga do DSM-5”.

Luto vira doença

Muitos críticos dos manuais de diagnóstico acreditam que várias características humanas gerais tornaram-se patologizadas – um fenômeno conhecido como medicalização – ao longo dos últimos anos.

Por exemplo, na proposta apresentada pelo DSM-5, argumenta-se que a dor pós-morte – o luto – se qualifica como um sintoma incondicional de depressão.

“Tornou-se muito fácil ser diagnosticado com depressão,” argumenta Svendsen. “É preciso lembrar que a depressão é classificada como uma de nossas doenças mais graves pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e é considerada tão debilitante quanto a cegueira ou a síndrome de Down.”

“Estamos no processo de criar pessoas que são incapazes de viver a vida,” acrescenta ele.

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Os abusos da indústria farmacêutica. Meio de controle social? Qual o papel dos médicos?

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Por Martha Rosenberg, no Alternet | Tradução: Gabriela Leite

Expensive medicine

Está chegando ao fim, para a indústria farmacêutica mundial, a farra de lucros com alguns dos medicamentos mais vendidos. Nos Estados Unidos, expiraram as patentes de comprimidos como Lipitor, Seroquel, Zyprexa, Singulaire Concerta. Mas não se preocupe, Wall Street. A indústria farmacêutica não vai desapontar suas expectativas de ganhos só porque pouca ou nenhuma droga nova está surgindo e porque falhou na sua razão mesma de existir. Eis aqui seis novas iniciativas do marketing farmacêutico que vão garantir que as expectativas dos investidores continuem altas, par-e-passo com as mensalidades dos seguros-saúde. O segredo? Reciclar drogas antigas e descreditadas e explorar o marketing de doenças para vender algumas poucas novas drogas.

1. Repainando a Ritalina

Agora que a indústria farmacêutica foi bem sucedida ao conseguir que cinco milhões de crianças e de quatro a oito milhoes de adultos fossem diagnosticados com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), está procurando novos mercados para as drogas. Um novo uso da Ritalina (metilfenidato), a avó das drogas para TDAH, poderia ser para tratar transtornos alimentares. Pesquisadores dizem que uma mulher que sofreu de bulimia nervosa, transtorno bipolar I, dependência de cocaína e álcool, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e transtorno do pânico, “conseguiu uma remissão sustentada (por mais de um ano)” quando o metilfenidato foi adicionado à sua lista de remédios.

Mas também existem as grávidas. Um novo artigo sugere que tirar o metilfenidato durante a gravidez de uma mulher pode “representar risco significativo”e que, “em todos os casos, as crianças se desenvolveram normalmente e nenhum efeito adverso foi relatado,” apesar de terem sido expostas no útero. Sim, crianças podem receber medicamentos para TDAH na mais tenra idade: ainda como fetos.

A indústria farmacêutica também está de olho nos idosos, como um novo mercado para as drogas que tratam TDAH. O metilfenidato pode “melhorar a função da caminhada nos mais velhos”, escreveram pesquisadoresrecentemente. E uma grande clínica patrocinada pela Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg está a caminhode descobrir se o metilfenidato pode reduzir a apatia em pacientes com Alzheimer. É claro que muitos pacientes com esse mal não têm apatia, mas agitação e agressividade; estes serão excluídos.

2) Reposição hormonal masculina

Mulheres acima de 40 anos devem sentir um élan de justiça médica, diante do novo impulso para o tratamento do “Baixo T” nos homens, uma “doença” recente que agora está sendo agressivamente comercializada, incentivando a reposição de testosterona. Por mais de 50 anos, as publicações médicas foram implacáveis em dizer às mulheres que elas estavam “sobrevivendo aos seus ovários” (frase de propaganda real) e que a única esperança para manter a aparência, o marido e a sanidade era a reposição hormonal. Agora, são os homens que estão ouvindo que a decaída no desempenho sexual e na energia, perda de massa muscular e ganho de peso os colocam na mesma posição. A lacuna em ambas campanhas de marketing é o fato de que pessoas não ficam velhas porque perdem hormônios; elas perdem hormônios porque estão ficando velhas.

Muitos produtos de reposição de testosterona têm sido aprovados pela FDA[Food and Drug Administration, agência reguladora da indústria farmacêutica nos Estados Unidos]: pílulas, injeções e adesivos a géis e soluções para uso tópico. Em novembro, foi aprovado o primeiro produto de reposição de testosterona feito para ser aplicado nas axilas, como um desodorante.

Os produtos de TRH (terapia de reposição hormonal) masculinos também implicam riscos. Eles podem agravar problemas benignos de próstata, causar falha do coração, apneia, toxidade hepática e possivelmente estimular o câncer de próstata, apesar de este permanecer como um risco teórico. Testosterona injetada tem sido associada a embolias e reações alérgicas extremas (anafilaxia), sendo que ambas podem ser fatais. Homens que tomam Propeciacontra a perda de cabelo podem especialmente desenvolver baixa testosterona, o que pode não ser reversível, pois reduz-se uma enzima envolvida na síntese do hormônio.

3) Tratar dependentes de álcool e drogas como doentes mentais que precisam de vacinas

Uma das poucas coisas boas no alcoolismo e na adição às drogas é que eles podem ser tratados de graça. Programas de doze passos como o dos Alcoólicos Anônimos utilizam grupos de apoio em vez de drogas, pessoal treinado ou seguro-saúde – e funciona. Não surpreende que as milhões de pessoas que se recuperam sem a ajuda da indústria farmacêutica sejam o seu mais recente alvo, na tentativa de alavancar receitas. Cada vez mais, as corporações estão pressionando clínicas de reabilitação e médicos a imputar diagnósticos de doença mental a pacientes em recuperação, para vender medicamentos caros.

Pior, Nora Volkow, a chefe do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos, está conduzindo experimentos cruéis em primatas na tentativa de desenvolver uma vacina para alcoolismo ou dependência. Existe algum alcoólico ou viciado no mundo que tomaria uma dessas vacinas? Ela não sabe que bebidas e drogas são divertidas (até determinado momento…) e que ninguém quer parar com elas antes da festa acabar? Ela não sabe que quando beber e usar drogas deixa de ser divertido, uma coisa chamada negação se abate e os aditos novamente não vão tomar sua vacina?

Essas vacinas para vícios serão vendidas a pessoas “em risco” de dependência com base em seu histórico familiar e varreduras de seu cérebros, o que soa um pouco, digamos, não-voluntário. E a comercialização de tratamentos precoces agressivos para doenças que pessoas nem têm ainda (“pré-osteoporose”, “pré-diabetes”, “pré-asma” e “pré-doenças mentais”) é um modelo de negócio infalível para a indústria farmacêutica porque as pessoas nunca saberão sequer se vão precisar dessas drogas – ou se precisam agora.

4) Patologizar a insônia

A insônia tem sido uma mina de ouro para a indústria dos medicamentos. Para encher os bolsos no mercado da insônia, as corporações criaram subcategorias para o problema – crônica, aguda, transitória, de início retardado e no meio-da-noite, assim como o despertar cansado. Sua insônia é tão única quanto você! Tampouco é coincidência que as medicações para “manter acordado” causem insônia e que as drogas para insônia, em razão da ressaca, criem o mercado das drogas para manter acordado.

Agora a indústria está anunciando que a insônia é na verdade um fator de “risco” para a depressão e que “tratar a insônia pode ajudar a tratar a depressão”. O novo Manual de Diagnósticos e Estatística (DSM-5 [Diagnostic and Statistical Manual]) da Associação Norte-Americana de Psiquiatria que saiu em maio  também acaba de patologizar o sono. Considerada a bíblia dos tratamentos com drogas psiquiátricas, a última versão do DSM trouxe uma revisão do modo como a insônia é diagnosticada e classificada. “Se o distúrbio do sono é persistente e prejudica o funcionamento do corpo ao longo do dia, ele deve ser reconhecido e tratado”, escrevem os autores em um artigo na edição de dezembro da Journal of Clinical Psychiatry [Revista de Psiquiatria Clínica].

5) “Vender” doenças imunológicas crônicas

A artrite reumatóide, artrite psoriática, a espondilite anquilosante e a psoríase em placas são transtornos raros, mas você não saberia disso pelos últimos esforços da indústria farmacêutica. Suas condições autoimunes são cada vez mais tratadas com medicamentos frutos de engenharia genética injetáveis como Humira, Remicide, Enbrele Cimzia, que dão às corporações 20 mil dólares por ano por paciente. Não causa espanto que uma recente campanha publicitária tente convencer as pessoas com dores nas costas “que nunca passam” de que elas realmente têm espondilite anquilosante. Não espanta que a propaganda da “AR” (artrite reumatóide) esteja por todos os lugares e as de remédios para psoríase em placas prometam “pele mais clara”como se fossem cremes de beleza. Em Chicago (EUA), propagandas de drogas caras e injetáveis apareceram em jornais de universidades, como se fossem para a população em geral, não para pessoas com doenças incomuns.

Como tais drogas, chamadas de inibidoras de TNF, suprimem o sistema imunológico, elas atraem super infecções bactericidas e fúnguicas, herpes e cânceres raros, estes principalmente em crianças. Eles estão conectados com o crescimento de hospitalizações, reações alérgicas extremas e eventos cardiovasculares, tudo o que a indústria farmacêutica tenta minimizar. Bloqueadores de TNF também são vendidos para o enfraquecimento dos ossos e asma, condições que iriam raramente garantir seus riscos.  Xolair, vendido para asma apesar dos avisos da FDA, recentemente foi muito falado como um grande tratamento para a coceira crônica.

6) A reciclagem do Neurontin

A apreensão da droga Neurontin (gabapentin) não foi o melhor momento da indústria de medicamentos. Uma repartição da Pfizer Inc. foi declarada culpada,em 2008, por promover o remédio para o transtorno bipolar, dores, enxaquecas e para afastar as drogas e o álcool, quando tinha sido aprovado apenas para neuralgia pós-herpética, epilepsia e dor causada por herpes zoster. A multa foi de 430 milhões de dólares. Ops. A Pfizer realmente promoveu os usos ilegais enquanto estava sob inquérito por atividades ilegais relacionadas ao Lipitor; e mais tarde promoveu usos ilegais para uma droga similar, a Lyrica, enquanto estava sob o acordo relacionado ao Neurontin! Ela parece, de fato, incorrigível.

Para vender Neurontin, a Parke-Davis, da Pfizer, lançou um elaborado “plano de publicação”, cujo objetivo era conseguir peças de marketing disfarçadas de ciência, em revistas médicas. Em apenas três anos, a Parke-Davis colocou 13 artigos escritos por fantasmas em publicações de medicina, promovendo usos que estão fora da bula para o Neurontin. Isso incluiu um suplemento no prestigioso Cleveland Clinic Journal of Medicine (Revista Clínica de Medicina de Cleveland, tradução livre), que a empresa transformou em 43 mil reimpressões disseminadas por seus representantes. “Veja, doutor, dizem aqui que…”

E há ainda mais duplicidade. Em 2011, três anos antes do acordo de 430 milhões de dólares, a tentativa da Pfizer chamada STEPS (“Study of Neurontin: Titrate to Effect, Profile of Safety” — “Estudo da Neurontin: dosagem efetiva, perfil de segurança”, tradução livre) foi denunciado por também ser publicidade, e não um estudo científico; era uma ferramenta de vendas criadas para inspirar os 772 investigadores que participavam do experimento a prescrever o Neurontin.

Recentemente, os novos usos do remédio para tosse crônica, menopausa e insônia estão aparecendo na literatura científica. Por que ninguém parece acreditar neles?

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Publicado em A Mentira na Medicina, Biodireito, Biotecnologia, Brasil, Depressão, Doenças autoimunes, Idoso, Indústria Farmacêutica, Medicina, Medicina Preventiva, Ministério da Saúde, Notícias, Saúde Pública, Vitamina D. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . 1 Comment »

O filme “Efeitos Colaterais” expõe a Indústria Farmacêutica, além de pintar um quadro sombrio do uso de medicamentos

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( NaturalNews ) “Side Effects” é um filme de ficção estrelado por nomes como Jude Law e Catherine Zeta-Jones, dirigido por Steven Soderbergh, que olha para os possíveis efeitos colaterais dos medicamentos psiquiátricos prescritos sobre a mente e as ações humanas.

De acordo com o roteirista Scott Z. Burns, “Efeitos Colaterais” teve sua origem cerca de 10 anos atrás, quando ele trabalhava para a psiquiatra forense Sasha Bardey. Bardey estava trabalhando em casos de pessoas violentas e dementes como o “metrô -pusher” e um “vampiro”.  A partir de suas observações, Burns, tornou-se interessado em escrever um filme sobre psicologia forense.

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Sentado ao lado de Burns,  para  um painel de entrevista na Film Society do Lincoln Center,  o diretor Steven Soderbergh disse que ele dirigiu efeitos colaterais com um fascínio particular.  Ele refletiu que, ao fazer Sex Lies, em 1989, que contou como um personagem vê seu terapeuta, “não tinha ocorrido a ele que o personagem seria medicado.”

Soderbergh continuou:  “Aqui estamos, mais de  vinte  anos  depois,  com a ideia de que o paciente não seria medicado.  Essa é uma grande diferença”.

Muitos cidadãos compartilham o espanto de Soderbergh em como os medicamentos psiquiátricos tornaram-se prevalentes.  Por isso, efeitos colaterais é cativante, irritante , frustrante e decepcionante.

Filme com uma mensagem de conflito

Apesar das preocupações dos cidadãos sobre a prescrição generalizada de medicamentos que alteram a mente, e de um primeiro semestre promissor, efeitos colaterais, finalmente, afasta-se da busca de verdades sobre medicamentos da marca com que apareceram para começar.  Como diz Soderbergh, efeitos colaterais usa “uma questão social muito zeitgeisty como um cavalo de Tróia para se esconder dentro de um thriller.”

No filme, as empresas farmacêuticas escapam de serem indiciadas por homicídio pelo fato de que o enredo subdivide-se num thriller que revela apenas um assassino sem drogas – pelo menos -, por não  tomar quaisquer drogas reais de marca (apenas uma droga inventada).

Então, por que, depois de inicialmente transmitir a obscenidade das drogas psiquiátricas reais,  tão amplamente utilizadas, fáceis  e questionáveis como elas são, é que o filme deixa as prescrições das empresas farmacêuticas expostas?

Arte não pode mais imitar a vida?

O que ele diz no filme podia ou não implicar uma droga real em causar qualquer dos atos de agressão física no filme?  Hoje – na vida real – temos assassinos que, de acordo com as provas, estão em medicamentos de marca quando cometem atos que devastam as pessoas, famílias e toda a nação.

O que aconteceu com a arte imitando a vida?  São nossas vidas também infiltradas por patentes e propriedades intelectuais e são as parcelas de especulação reais  “tão grandes”  para cobri-los em arte?  Onde estão os artistas que assumiam os de riscos retratar a realidade de forma transparente?

Um comentário é devido

Provavelmente, as pessoas vão sair de efeitos colaterais com uma imagem mais escura da indústria farmacêutica e suas pílulas, puramente por associação. O filme, na verdade, nunca se afasta do lucro das transações financeiras privilegiadas que fazem parte do jogo da Big Pharma. O filme retrata explicitamente os cálculos estoque-valor que figura em investimentos  das empresas farmacêuticas em Wall St.

Além disso a seu crédito, em cético desempenho dos personagens  e sarcásticas frases tais como “melhor vida com a Química”, o filme sugere a possibilidade de que pílulas psiquiátricas podem causar desarranjo mental e os níveis artificiais de violência, e não ser de muita ajuda para as pessoas no nível da origem de seus problemas.

Foi o enredo forçado a tomar um desvio duro?

No entanto, efeitos colaterais decepciona por não retratar atos criminosos violentos que acabam por estar ligados a drogas reais que circulam em nossas farmácias . O filme pode ter feito isso, quando mostra que a saturação de drogas nas mentes estão ajudando a destruir a nossa segurança e nossas liberdades.

Por que o filme não implica diretamente pílulas de marca reais?  Poderia haver preocupações práticas sobre o risco de ações judiciais por empresas farmacêuticas contra os produtores por fazê-lo?  Hoje, o dinheiro de Wall Street e as corporações é, afinal, necessário para financiar filmes dos estúdios de Hollywood.  São todos os meios de comunicação, assim , às escuras, além de um certo ponto para revelar a verdade? Mesmo os canais de notícias não conseguem liberar a informação das drogas que estão envolvidos em homicídios em massa. O mesmo vale para filmes ?

Além disso, curiosamente, Soderberg disse na Sociedade Lincoln Center Film em entrevista ao vivo que este seria o último filme que ele dirige. É curioso se poderia haver uma ligação entre o tema deste filme, mesmo com os referidos limites para um solo arriscado e coberto, e o fato de ser o seu último filme.

Cuidado com o que você diz

Os atores dos filmes são ouvidos em entrevistas que cobrem ambos os lados, dizendo que as pílulas podem ajudar algumas pessoas e, ao mesmo tempo, oferecendo avisos reais. O ator Channing Tatum, que interpreta um personagem em efeitos colaterais, diz em uma entrevista para AMC  que a água é a substância mais saudável, mas “em excesso pode haver overdoses”.  Ele continua, falando sobre propagandas constantemente visíveis em outdoors e na televisão: “É nossa responsabilidade ver através da propaganda.”

A atriz Rooney Mara do filme diz: “As drogas podem ajudar as pessoas”, mas elas podem “ser abusadas e levar a um ciclo vicioso.”

Por que mensagens tão confusas são emitidas pelas pessoas mais próximas ao filme? Por um lado, os atores oferecem uma advertência sobre os perigos de pílulas e a necessidade de vigilância. Por outro lado, eles também comparam com algo tão bom para você como água.

Sasha Bardey,  psiquiatra forense cujo trabalho ajudou a inspirar Scott Z. Burns, para escrever o roteiro, nas ações de um ponto de vista em conflito similar, disse em uma entrevista com The Source Cinema que os medicamentos, mesmo os “novidades maiores” vem com “benefícios e riscos”.

Talvez Channing e Mara saibam que há pessoas amigas que estão usando produtos farmacêuticos psiquiátricos e estão preocupados em dizer algo ruim sobre as drogas que poderia ser interpretada como cruel ou insensível. Isso levanta a questão de que uma vez que um produto torna-se predominante o suficiente, onde muitos sentimentos das pessoas podem ser feridos, é difícil se livrar dessa cultura. Isso é importante, pois a inundação da população com um produto parece ser uma tática, disponíveis para aqueles com os meios para fazê-lo, e para fazer um produto permanecer como uma parte da vida de uma sociedade – ou morte – em espiral. Qual produto, ainda está por ser determinado.

 

O que é “ajudar as pessoas ? “

 

A confusão para estabelecer uma mensagem clara sobre as pílulas de humor pode vir até na definição do que é “ajudar ” as pessoas.  Se  a “ajuda” é a seguinte:

 

– Adaptar-se a outros que fingem estar felizes

– Tornar-se insensível

– Ficar viciado

– Amortecer suas faculdades

– Diminuir o seu potencial criativo individual

– Passar sistemas nervosos bioquimicamente alterados para seus filhos

– Ignorar os efeitos do esgotamento de nutrientes e a modificação genética dos nossos solos    e alimentos

– Continuar a seguir dormindo como cidadãos para a condução de sua sociedade

 

Então, talvez as drogas psiquiátricas “ajudam” algumas pessoas.

 

Mas, se “ajuda” significa:

– Tornar-se independente

– Desenvolver a autossuficiência

– Estar consciente para abordar a realidade externa

– Cultivar um comportamento responsável

– Erradicar as causas traumatizantes familiares com cicatriz na psiquê

– Fortalecer autênticos mananciais de alegria interiores e externos

– Crescer e comer alimentos ricos em nutrientes orgânicos

– Reivindicar o seu direito à primogenitura de profunda saúde alimentada natureza, respeitando o planeta.

– Ser um líder ágil e inspirado que muda a cultura de seguidores cegos para uma cultura de independência

Então, quem é que as drogas psiquiátricas ajudam?

E mesmo se há áreas cinzentas para certos indivíduos, o quanto difundido devem ser suas prescrições?

As fontes deste artigo incluem:

http://www.nydailynews.com

http://www.thecinemasource.com

https://www.youtube.com/watch?v=xRErRHIQNeA

https://www.youtube.com/watch?v=meo1G5Pn8o8

http://www.webmd.com

About the author:

Michael Bedar MA, BS, is a researcher, writer, and holistic wellness counselor. After ghostwriting in natural health publications and writing-directing documentary films, he will be publishing a book in his name in 2013. He is the associate producer with a founding role in the documentary, “Simply Raw: Revering Diabetes in 30 Days” and is the writer-director of “EcoParque.” He now distributes approximately 50 film, ebook, and audio titles through  YoelMedia.com. He facilitates local and online natural wellness and spiritual growth programs that help people to live in healthy homes, support their natural fertility, encourage their optimal nutrition, and come into their full presence. He is the Co-Director of Tree of Life – Bay Area, and he has an MA in Live-Food and Spiritual Nutrition from the Cousens School of Holistic Wellness. Bedar’s BS from UCSD is an interdisciplinary concentration of Environmental Chemistry, Law and Society, and Design Anthropology.

http://www.naturalnews.com/040030_Side_Effects_film_review_pharmaceuticals.html#ixzz2RPttcdTh

Publicado: http://www.naturalnews.com/040030_Side_Effects_film_review_pharmaceuticals.html

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Indústria farmacêutica: é confiável?

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Informações cruciais são escondidas para não influenciar o lado comercial

Por Lev Chaim, de Amsterdam
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Existem poucas publicações com pesquisas detalhadas de remédios. Informações cruciais são deixadas trancadas no armário para não influenciar os aspectos comerciais da questão. As mais importantes decisões são tomadas a portas fechadas e enviadas em segredo para o órgão que, em princípio, teria que controlar tudo sobre as pesquisas realizadas.

Quem disse isto foi o médico e publicista britânico, Ben Goldacre, em uma grande entrevista ao jornal britânico, The Guardian, e reproduzida na revista holandesa 360. São informações que também estão em seu livro, “Bad Pharma”(2012), onde ele coloca uma lupa sobre a integridade de muitas pesquisas da indústria farmacêutica.

O seu livro anterior, “Bad Science” (2008), em que ele examinou a irracionalidade de certos métodos alternativos de cura, já vendeu 400 mil exemplares.

São informações interessantes que envolvem a saúde de todos nós. Em outras palavras, as indústrias farmacêuticas filtrariam certos dados das pesquisas sobre as suas drogas antes de publicá-las oficialmente. Os médicos não são informados a respeito e os usuários muito menos. O aspecto financeiro fala mais alto.

Como exemplo, o médico citou o antidepressivo “Riboxetine”. Goldacre revelou que das sete etapas de testes do remédio,  comparando-o com um placebo,  apenas uma delas resultou em algo positivo para o produto. Os textos científicos que foram publicados mencionavam apenas os resultados desta única etapa que havia dado positivo e ignoraram as restantes.

A etapa dos testes que resultou em algo positivo, de acordo ainda com Goldacre, foi realizada com uma amostragem de apenas 507 pessoas. As outras seis, que não foram nada positivas para o remédio, haviam sido aplicadas em um montante três vezes maior, ou seja: 1.657 pessoas. Estes resultados foram totalmente ignorados pelo laboratório.

Também não teria sido mencionado que naquelas seis etapas secretas, muitas pessoas deixaram de fazer os testes com “Reboxetine”, porque não o toleraram. Isto sem falar ainda dos efeitos colaterais do remédio. E tudo isto apesar de muitas cobaias terem sido pagas pelo próprio laboratório.

E segundo ainda o médico britânico, os testes dos novos remédios são feitos pelos próprios fabricantes dos mesmos, muitas vezes com um número nada significativo de pessoas, visando quase sempre um sinal positivo para se seguir em frente com o novo produto.

E, finalmente, Goldacre acrescentou ainda que muitas das revistas científicas são patrocinadas pelas próprias indústrias farmacêuticas. Depois de saber de tudo isto, fiquei até com medo de ingerir qualquer tipo de remédio. E ai eu me pergunto: e os doentes crônicos, que dependem dos remédios? Ainda não encontrei uma resposta satisfatória.

*Lev Chaim é jornalista, publicista da empresa FalaBrasil, colunista e trabalhou 20 anos para a Radio Internacional da Holanda, país em que mora até hoje. Lev Chaim escreve às terças-feiras no Dom Total.

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Vitamina D – Reportagem com Dr. Cícero Galli Coimbra e Daniel Cunha, na Rede Record

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Este espaço tem as mais recentes informações sobre a descoberta pela pesquisa médica científica da vital importância preventiva e terapêutica da VITAMINA D3 e sobre o grave assunto de saúde pública das DOENÇAS AUTOIMUNES, que este hormônio na realidade pode PREVENIR e também solucionar.  Na COLUNA DA ESQUERDA deste site está situado em último lugar a categoria “VITAMINA D”.  Entrem ali e terão acesso às principais publicações, vídeos e programas feitos sobre esta vitamina-hormônio.  Ou apenas cliquem no link que dá acesso direto a todas elas:

Postagens sobre Vitamina D neste Blog

 https://biodireitomedicina.wordpress.com/category/vitamina-d/

No meu canal do YouTube, todo o material de áudio, vídeos e programas sobre Vitamina D3 podem ser acessados neste endereço:

Vitamina D3 – 10.000 UI diárias é vital para preservar à saúde

https://www.youtube.com/playlist?list=PL301EAE2D5602A758

No Facebook apenas “curta” esta página e estará automaticamente inscrito:

Vitamina D é um hormônio vital para preservação da saúde

https://www.facebook.com/VitaminaD.HormonioVital

 

Leia também:

 

Por 30 anos, extensa revisão de toda a pesquisa anterior confirma que baixo nível de vitamina D é uma sentença de morte

 

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