Nos últimos 20 anos, a obesidade passou a matar mais pessoas do que a fome

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Written by Florbela Lourenço

Morrer por subnutrição é agora mais raro do que morrer por obesidade, indica a OMS. Na lista das principais causas de morte, a obesidade subiu do décimo para o sexto lugar, enquanto a fome desceu para a oitava posição. (…) como principais causas de morte as pioneiras são a alta pressão, o tabagismo, o álcool, a poluição e uma má alimentação – dieta pobre em nutrientes.

 

Nos últimos 20 anos, a obesidade passou a matar mais pessoas do que a fome. Segundo os dados de um estudo da Global Burden of Disease, realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1990 registaram-se 3,4 milhões de mortes por subnutrição em todo o mundo, sendo que em 2010 foram assinaladas 1,4 milhões. Quanto à obesidade, só em 2010 detectaram-se cerca de três milhões de mortes a nível global.

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Na lista das principais causas de morte a obesidade ocupa agora a sexta posição, tendo descido do décimo lugar onde se encontrava. Já a fome subiu para a oitava posição.

Alan Lopez, professor da Universidade de Queensland da Austrália e um dos pesquisadores deste estudo, admite que este resultado o surpreendeu. Sobretudo por ser um fenómeno que se está a alastrar às nações em desenvolvimento. “Foi surpreendente para nós a disseminação da obesidade em países em desenvolvimento. Não é como nos países ricos, mas (o fenómeno) está a crescer”, referiu.

Na lista, como principais causas de morte as pioneiras são a alta pressão, o tabagismo, o álcool, a poluição e uma má alimentação – dieta pobre em nutrientes.

 

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Ômega-3 na gravidez reduz risco de parto prematuro e garante bebê mais saudável

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O estudo foi divulgado em fevereiro na publicação científica The American Journal of Clinical Nutrition.

Que a nutrição é essencial para garantir uma gravidez saudável para a mãe e para o bebê pode não ser novidade para muita gente. O ácido fólico, por exemplo, é uma vitamina cuja suplementação é indicada a todas as gestantes, muitas vezes quando ainda se planeja engravidar, para evitar más formações no tubo neural do feto. Porém, talvez outro nutriente passe a dividir os holofotes quando o assunto é a saúde do bebê. Uma pesquisa realizada no Centro Médico da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, revelou que o ácido graxo ômega-3, um tipo de gordura insaturada, pode ajudar mulheres a terem bebês mais fortes e a reduzir a incidência de partos prematuros. O estudo foi divulgado em fevereiro na publicação científica The American Journal of Clinical Nutrition.

Para chegarem a essa conclusão, os cientistas estudaram 300 futuras mamães, escolhidas aleatoriamente. Metade delas foi suplementada durante o final da gravidez com 600 mg diárias de DHA, um tipo de ômega-3. Já as outras receberam um placebo para fazerem parte do grupo de controle. Durante as observações, verificou-se que as gestações do grupo suplementado foram mais longas, acima de 34 semanas, resultando em uma menor incidência de partos prematuros. Os recém-nascidos das mamães que receberam a suplementação também nasceram mais fortes, com peso maior, quando comparados aos bebês das mães que receberam o placebo.

Segundo os pesquisadores, não foram encontradas contraindicações para a suplementação, porém estudos maiores precisam ser feitos para verificar todo o potencial desse nutriente.

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Outros nutrientes importantes para a gravidez
Nem sempre a suplementação é recomendada, mas não custa reforçar a alimentação para ter nutrientes amigos da gestação durante esses nove meses, certo? Afinal, deficiências desses compostos podem causar baixo peso e até más-formações no feto. Conheça quais são essas substâncias e em que alimentos encontrá-las.

 

Vitamina C
A gestante deve consumir cerca de 85mg por dia desse nutriente, pois, segundo a nutricionista Simone Freire, ele participa da formação do colágeno e auxilia na formação dos ossos, juntamente com outros minerais e vitaminas. “Essa recomendação é fácil de ser atingida, visto que os alimentos ricos em vitamina C são facilmente encontrados no Brasil”, diz. A gestante deve ingerir frutas como acerola, goiaba, laranja, abacaxi, kiwi e caju.

ácido fólico - Foto Getty Images

 

Ácido Fólico
A recomendação de consumo desse nutriente para as gestantes é de 600ug por dia, porém este valor não é atingido somente com a alimentação. A nutricionista Simone explica que uma dieta com 2.200kcal é capaz de atingir somente 250ug de ácido fólico, aproximadamente. “Uma das grandes funções dessa vitamina é construir o tubo neural do bebê”, afirma.

Como a formação dessa estrutura se completa até o 28º dia da gestação, o ideal é que a gestante comece a tomar uma suplementação de ácido fólico um mês antes da gestação, aconselha Simone. Além da suplementação, é importante comer alimentos ricos em ácido fólico, que são folhas verdes escuras, feijões, frutas cítricas, fígado e leite.

cálcio - Foto Getty Images

 

Cálcio
Muito importante para a formação óssea do bebê, além de auxiliar no ajuste da pressão arterial da gestante, prevenindo a hipertensão gestacional ou pré-eclampsia. Os alimentos ricos em cálcio são: leite e derivados – como iogurtes e queijos – e vegetais folhosos verdes escuros, esses últimos, porém, com menor aproveitamento do nutriente. “Existem opções de extratos de soja com sabor e enriquecidos com cálcio para as pessoas com intolerância à lactose ou alergia a proteínas do leite”, lembra Simone. A recomendação é de 1000mg/dia.

Fósforo, potássio e magnésio - Foto Getty Images

 

Fósforo, potássio e magnésio
Segundo a nutricionista Amanda Epifânio, a ingestão adequada desses nutrientes está associada, juntamente com o cálcio, à prevenção de hipertensão gestacional ou pré-eclampsia. Para conseguir as quantidades adequadas, a gestante deve ter uma dieta diária com três a quatro porções de frutas variadas (fontes de potássio); três porções de cereais integrais – principalmente pães e arroz – (fontes de magnésio); e três porções de laticínios magros (fontes de cálcio e fósforo).

Vitamina D - Foto Getty Images

 

Vitamina D
“Essa vitamina equilibra o cálcio durante a gravidez, passa pela placenta e se apresenta no sangue fetal na mesma concentração do que na circulação materna”, aponta Simone. A vitamina D pode ser adquirida com auxílio dos raios solares – lembrando que os melhores horários para tomar sol são antes das 10h e após às 16h -, além da ingestão de alimentos como ovos, carnes e leites. A recomendação é de mais 10ug/dia.

Vitamina B6 - Foto Getty Images

 

Vitamina B6
A ingestão de vitamina B6 – 1,9mg/dia – é importante para a gestante no sentido de auxiliar a formação de novos tecidos e a fabricação da niacina, outra vitamina do complexo B, essencial para o corpo funcionar melhor e com mais energia. “Existem trabalhos apontando que a deficiência dessa vitamina pode contribuir com quadros de depressão durante a gravidez”, conta Simone. A vitamina B6 pode ser encontrada em carnes, peixes, aves e fígado.

Vitamina a - Foto Getty Images

 

Vitamina A
Segundo a nutricionista Simone Freire, a vitamina A tem funções específicas na resposta imunológica e é essencial para a visão. Recomenda-se a ingestão de 770ug por dia, o que não é muito diferente da recomendação para mulheres não grávidas (700ug/dia), já que existem pesquisas apontando que essa vitamina pode ser tóxica ou causar danos ao feto quando ingerida em grandes quantidades nos primeiros meses de gestação.

Existem duas principais fontes alimentares dessa vitamina. A primeira é indireta e de origem vegetal, incluindo alimentos alaranjados, como cenoura, mamão, manga, abóbora e qualquer outro que contenha betacaroteno (precursor da vitamina A). A segunda fonte é de origem animal e está na sua forma ativa, podendo ser encontrada nos ovos e nas carnes, principalmente no fígado.

Ferro - Foto Getty Images

 

Ferro
A partir do 2º trimestre de gestação, a futura mãe adquire mais massa celular, principalmente de glóbulos vermelhos, e o feto começa a criar a sua reserva de ferro. Por conta disso, é de extrema importância que a gestante absorva quantidade suficiente para suprir ambas as demandas.

O valor diário recomendado é de cerca de 27mg, alcançado apenas com suplementação. “Uma alimentação normal chega a atingir de 6 a 7mg/dia por 1000kcal. Para atingir as quantidade adequadas de ferro sem suplementação, seria necessário consumir 5000kcal por dia, o que é inviável”, diz Simone. Porém, mesmo que a gestante tome suplementos férreos, é importante ter uma alimentação rica nesse nutriente.

Entre as fontes de ferro heme – melhor absorvido pelo organismo -, estão carnes e vísceras. Já as fontes de ferro não heme – com menor aproveitamento – são os feijões, legumes, vegetais de folha escura e ovos. “A vitamina C auxilia na absorção do ferro não heme e, por isso, é importante que os dois nutrientes estejam juntos na mesma refeição”, conta Simone.

zinco - Foto Getty Images

 

Zinco
De acordo com Simone, “o zinco é extremamente importante para auxiliar o crescimento celular, tanto da gestante como do feto”. A recomendação é de 11mg/dia e esses valores também só são atingidos com suplementação. É indicado, inclusive, que a suplementação de zinco seja feita junto com a de ferro. Os alimentos ricos em zinco são ostras, frutos do mar, peixes, fígado, peru e carnes.

proteínas - Foto Getty Images

 

Proteínas
A nutricionista Simone Freire explica que a ingestão adequada de proteínas tem relação direta com a velocidade de formação dos tecidos da gestante e do bebê. O valor recomendado para grávidas é de 71g por dia, sendo que metade desse valor deve provir de carnes, aves e ovos e a outra metade, de alimentos de origem vegetal, como os feijões e derivados.

carboidratos - Foto Getty Images

 

Carboidratos
A necessidade de carboidratos aumenta porque o metabolismo da gestante está mais acelerado e, por conta disso, precisa de mais energia. A indicação é de 175g de carboidratos por dia. Arroz, batata, massas em geral, mandioca, pães, bolachas, aveia e granola são excelentes fontes desse elemento.

Autor: http://msn.minhavida.com.br
Fonte: http://msn.minhavida.com.br
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Crimes da Nestlé são acobertados por autoridades e imprensa brasileira. Fome Zero & Nestlé

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As águas turvas da Nestlé: Se a imprensa brasileira, misteriosa e sistematicamente, vem ignorando o caso, o mesmo não ocorre na Europa, onde o assunto foi publicado em jornais de vários países, além de duas matérias de meia hora na televisão

 

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Há alguns anos, a Nestlé vem utilizando os poços de água mineral de São Lourenço para fabricar a água marca PureLife. Diversas organizações da cidade vêm combatendo a prática, por muitas razões. As águas minerais, de propriedades medicinais e baixo custo, eram um eficiente e barato tratamento médico para diversas doenças, que entrou em desuso, a partir dos anos 50, pela maciça campanha dos laboratórios farmacêuticos para vender suas fórmulas químicas através dos médicos. Mas o poder dessas águas permanece. Médicos da região, por exemplo, curam a anemia das crianças de baixa renda apenas com água ferruginosa.

Para fabricar a PureLife, a Nestlé, sem estudos sérios de riscos à saúde, desmineraliza a água e acrescenta sais minerais de sua patente. A desmineralização de água é proibida pela Constituição.

Cientistas europeus afirmam que nesse processo a Nestlé desestabiliza a água e acrescenta sais minerais para fechar a reação. Em outras palavras, a PureLife é uma água química. A Nestlé está faturando em cima de um bem comum, a água, além de o estar esgotando, por não obedecer às normas de restrição de impacto ambiental, expondo a saúde da população a riscos desconhecidos. O ritmo de bombeamento da Nestlé está acima do permitido.

Troca de dutos na presença de fiscais é rotina. O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao comprometimento dos lençóis subterrâneos. A extração em níveis além do aceito está comprometendo os poços minerais, cujas águas têm um lento processo de formação. Dois poços já secaram. Toda a região do sul de Minas está sendo afetada, inclusive estâncias minerais de outras localidades.

Durante anos a Nestlé vinha operando, sem licença estadual. E finalmente obteve essa licença no início de 2004.

Um dos brasileiros atuantes no movimento de defesa das águas de São Lourenço, Franklin Frederick, após anos de tentativas frustradas junto ao governo e à imprensa para combater o problema, conseguiu apoio, na Suíça, para interpelar a empresa criminosa. A Igreja Reformista, a Igreja Católica, Grupos Socialistas e a ONG verde ATTAC uniram esforços contra a Nestlé, que já havia tentado a mesma prática na Suíça.

Em janeiro deste ano, graças ao apoio desses grupos, Franklin conseguiu interpelar pessoalmente, e em público, o presidente mundial do Grupo Nestlé. Este, irritado, respondeu que mandaria fechar imediatamente a fábrica da Nestlé em São Lourenço. No dia seguinte, no entanto, o governo de Minas (PSDB) baixou portaria regulamentando a atividade da Nestlé. Ao invés de aplicar multas, deu-lhe uma autorização, mesmo ferindo a legislação federal. Sem aproveitar o apoio internacional para o caso, apoiou uma corporação privada de histórico duvidoso.

O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao comprometimento dos lençóis subterrâneos.

O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao comprometimento dos lençóis subterrâneos.

Se a  imprensa brasileira, misteriosa e sistematicamente, vem ignorando o caso, o mesmo não ocorre na Europa, onde o assunto foi publicado em jornais de vários países, além de duas matérias de meia hora na televisão. Em uma dessas matérias, o vereador Cássio Mendes, do PT de São Lourenço, envolvido na batalha contra a criminosa Nestlé, reclama que sofreu pressões do governo federal (PT), para calar a boca. Teria sido avisado de que o pessoal da Nestlé apóia o Programa Fome Zero e não está gostando do barulho em São Lourenço.

Diga-se também que a relação espúria da Nestlé com o Fome Zero é outro caso sinistro. A empresa, como estratégia de marketing, incentiva os consumidores a comprar seus produtos, alegando que reverte lucros para o Fome Zero. E qual é a real participação da Nestlé no programa? A contratação de agentes e, parece, também fornecendo o treinamento.

Sim, é a mesma famosa Nestlé, que tem sido há décadas alvo internacional de denúncias de propaganda mentirosa, enganando mães pobres e educadores, para substituir leite materno por produtos Nestlé.

A vendedora de leites e papinhas “substitutos” estaria envolvida com o treinamento dos agentes brasileiros do Fome Zero, recolhendo informações e gerando lucros e publicidade nas duas pontas do programa: compradores desejosos de colaborar e famintos carentes de comida e informação. Mais preocupante: o governo federal anuncia que irá alterar a legislação, permitindo a desmineralização “parcial” das águas. O que é isso? Como será regulamentado?

Se a Nestlé vinha bombeando água além do permitido e a fiscalização nada fez, como irão fiscalizar agora a tal desmineralização “parcial”? Além do que, “parcial” ou “integral”, a desmineralização é combatida por cientistas e pesquisadores de todo o mundo. E por que alterar a legislação em um item que apenas interessa à Nestlé? O que nós, cidadãos, ganhamos com isso?

É simples. Sabemos que outras empresas, como a Coca-Cola, estão no mesmo caminho da Nestlé, adquirindo terrenos em importantes áreas de fontes de água. É para essas empresas que o governo governa? Uma vergonha!

Carla Klein, Correio da Cidadania

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Os abusos da indústria farmacêutica. Meio de controle social? Qual o papel dos médicos?

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Por Martha Rosenberg, no Alternet | Tradução: Gabriela Leite

Expensive medicine

Está chegando ao fim, para a indústria farmacêutica mundial, a farra de lucros com alguns dos medicamentos mais vendidos. Nos Estados Unidos, expiraram as patentes de comprimidos como Lipitor, Seroquel, Zyprexa, Singulaire Concerta. Mas não se preocupe, Wall Street. A indústria farmacêutica não vai desapontar suas expectativas de ganhos só porque pouca ou nenhuma droga nova está surgindo e porque falhou na sua razão mesma de existir. Eis aqui seis novas iniciativas do marketing farmacêutico que vão garantir que as expectativas dos investidores continuem altas, par-e-passo com as mensalidades dos seguros-saúde. O segredo? Reciclar drogas antigas e descreditadas e explorar o marketing de doenças para vender algumas poucas novas drogas.

1. Repainando a Ritalina

Agora que a indústria farmacêutica foi bem sucedida ao conseguir que cinco milhões de crianças e de quatro a oito milhoes de adultos fossem diagnosticados com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), está procurando novos mercados para as drogas. Um novo uso da Ritalina (metilfenidato), a avó das drogas para TDAH, poderia ser para tratar transtornos alimentares. Pesquisadores dizem que uma mulher que sofreu de bulimia nervosa, transtorno bipolar I, dependência de cocaína e álcool, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e transtorno do pânico, “conseguiu uma remissão sustentada (por mais de um ano)” quando o metilfenidato foi adicionado à sua lista de remédios.

Mas também existem as grávidas. Um novo artigo sugere que tirar o metilfenidato durante a gravidez de uma mulher pode “representar risco significativo”e que, “em todos os casos, as crianças se desenvolveram normalmente e nenhum efeito adverso foi relatado,” apesar de terem sido expostas no útero. Sim, crianças podem receber medicamentos para TDAH na mais tenra idade: ainda como fetos.

A indústria farmacêutica também está de olho nos idosos, como um novo mercado para as drogas que tratam TDAH. O metilfenidato pode “melhorar a função da caminhada nos mais velhos”, escreveram pesquisadoresrecentemente. E uma grande clínica patrocinada pela Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg está a caminhode descobrir se o metilfenidato pode reduzir a apatia em pacientes com Alzheimer. É claro que muitos pacientes com esse mal não têm apatia, mas agitação e agressividade; estes serão excluídos.

2) Reposição hormonal masculina

Mulheres acima de 40 anos devem sentir um élan de justiça médica, diante do novo impulso para o tratamento do “Baixo T” nos homens, uma “doença” recente que agora está sendo agressivamente comercializada, incentivando a reposição de testosterona. Por mais de 50 anos, as publicações médicas foram implacáveis em dizer às mulheres que elas estavam “sobrevivendo aos seus ovários” (frase de propaganda real) e que a única esperança para manter a aparência, o marido e a sanidade era a reposição hormonal. Agora, são os homens que estão ouvindo que a decaída no desempenho sexual e na energia, perda de massa muscular e ganho de peso os colocam na mesma posição. A lacuna em ambas campanhas de marketing é o fato de que pessoas não ficam velhas porque perdem hormônios; elas perdem hormônios porque estão ficando velhas.

Muitos produtos de reposição de testosterona têm sido aprovados pela FDA[Food and Drug Administration, agência reguladora da indústria farmacêutica nos Estados Unidos]: pílulas, injeções e adesivos a géis e soluções para uso tópico. Em novembro, foi aprovado o primeiro produto de reposição de testosterona feito para ser aplicado nas axilas, como um desodorante.

Os produtos de TRH (terapia de reposição hormonal) masculinos também implicam riscos. Eles podem agravar problemas benignos de próstata, causar falha do coração, apneia, toxidade hepática e possivelmente estimular o câncer de próstata, apesar de este permanecer como um risco teórico. Testosterona injetada tem sido associada a embolias e reações alérgicas extremas (anafilaxia), sendo que ambas podem ser fatais. Homens que tomam Propeciacontra a perda de cabelo podem especialmente desenvolver baixa testosterona, o que pode não ser reversível, pois reduz-se uma enzima envolvida na síntese do hormônio.

3) Tratar dependentes de álcool e drogas como doentes mentais que precisam de vacinas

Uma das poucas coisas boas no alcoolismo e na adição às drogas é que eles podem ser tratados de graça. Programas de doze passos como o dos Alcoólicos Anônimos utilizam grupos de apoio em vez de drogas, pessoal treinado ou seguro-saúde – e funciona. Não surpreende que as milhões de pessoas que se recuperam sem a ajuda da indústria farmacêutica sejam o seu mais recente alvo, na tentativa de alavancar receitas. Cada vez mais, as corporações estão pressionando clínicas de reabilitação e médicos a imputar diagnósticos de doença mental a pacientes em recuperação, para vender medicamentos caros.

Pior, Nora Volkow, a chefe do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos, está conduzindo experimentos cruéis em primatas na tentativa de desenvolver uma vacina para alcoolismo ou dependência. Existe algum alcoólico ou viciado no mundo que tomaria uma dessas vacinas? Ela não sabe que bebidas e drogas são divertidas (até determinado momento…) e que ninguém quer parar com elas antes da festa acabar? Ela não sabe que quando beber e usar drogas deixa de ser divertido, uma coisa chamada negação se abate e os aditos novamente não vão tomar sua vacina?

Essas vacinas para vícios serão vendidas a pessoas “em risco” de dependência com base em seu histórico familiar e varreduras de seu cérebros, o que soa um pouco, digamos, não-voluntário. E a comercialização de tratamentos precoces agressivos para doenças que pessoas nem têm ainda (“pré-osteoporose”, “pré-diabetes”, “pré-asma” e “pré-doenças mentais”) é um modelo de negócio infalível para a indústria farmacêutica porque as pessoas nunca saberão sequer se vão precisar dessas drogas – ou se precisam agora.

4) Patologizar a insônia

A insônia tem sido uma mina de ouro para a indústria dos medicamentos. Para encher os bolsos no mercado da insônia, as corporações criaram subcategorias para o problema – crônica, aguda, transitória, de início retardado e no meio-da-noite, assim como o despertar cansado. Sua insônia é tão única quanto você! Tampouco é coincidência que as medicações para “manter acordado” causem insônia e que as drogas para insônia, em razão da ressaca, criem o mercado das drogas para manter acordado.

Agora a indústria está anunciando que a insônia é na verdade um fator de “risco” para a depressão e que “tratar a insônia pode ajudar a tratar a depressão”. O novo Manual de Diagnósticos e Estatística (DSM-5 [Diagnostic and Statistical Manual]) da Associação Norte-Americana de Psiquiatria que saiu em maio  também acaba de patologizar o sono. Considerada a bíblia dos tratamentos com drogas psiquiátricas, a última versão do DSM trouxe uma revisão do modo como a insônia é diagnosticada e classificada. “Se o distúrbio do sono é persistente e prejudica o funcionamento do corpo ao longo do dia, ele deve ser reconhecido e tratado”, escrevem os autores em um artigo na edição de dezembro da Journal of Clinical Psychiatry [Revista de Psiquiatria Clínica].

5) “Vender” doenças imunológicas crônicas

A artrite reumatóide, artrite psoriática, a espondilite anquilosante e a psoríase em placas são transtornos raros, mas você não saberia disso pelos últimos esforços da indústria farmacêutica. Suas condições autoimunes são cada vez mais tratadas com medicamentos frutos de engenharia genética injetáveis como Humira, Remicide, Enbrele Cimzia, que dão às corporações 20 mil dólares por ano por paciente. Não causa espanto que uma recente campanha publicitária tente convencer as pessoas com dores nas costas “que nunca passam” de que elas realmente têm espondilite anquilosante. Não espanta que a propaganda da “AR” (artrite reumatóide) esteja por todos os lugares e as de remédios para psoríase em placas prometam “pele mais clara”como se fossem cremes de beleza. Em Chicago (EUA), propagandas de drogas caras e injetáveis apareceram em jornais de universidades, como se fossem para a população em geral, não para pessoas com doenças incomuns.

Como tais drogas, chamadas de inibidoras de TNF, suprimem o sistema imunológico, elas atraem super infecções bactericidas e fúnguicas, herpes e cânceres raros, estes principalmente em crianças. Eles estão conectados com o crescimento de hospitalizações, reações alérgicas extremas e eventos cardiovasculares, tudo o que a indústria farmacêutica tenta minimizar. Bloqueadores de TNF também são vendidos para o enfraquecimento dos ossos e asma, condições que iriam raramente garantir seus riscos.  Xolair, vendido para asma apesar dos avisos da FDA, recentemente foi muito falado como um grande tratamento para a coceira crônica.

6) A reciclagem do Neurontin

A apreensão da droga Neurontin (gabapentin) não foi o melhor momento da indústria de medicamentos. Uma repartição da Pfizer Inc. foi declarada culpada,em 2008, por promover o remédio para o transtorno bipolar, dores, enxaquecas e para afastar as drogas e o álcool, quando tinha sido aprovado apenas para neuralgia pós-herpética, epilepsia e dor causada por herpes zoster. A multa foi de 430 milhões de dólares. Ops. A Pfizer realmente promoveu os usos ilegais enquanto estava sob inquérito por atividades ilegais relacionadas ao Lipitor; e mais tarde promoveu usos ilegais para uma droga similar, a Lyrica, enquanto estava sob o acordo relacionado ao Neurontin! Ela parece, de fato, incorrigível.

Para vender Neurontin, a Parke-Davis, da Pfizer, lançou um elaborado “plano de publicação”, cujo objetivo era conseguir peças de marketing disfarçadas de ciência, em revistas médicas. Em apenas três anos, a Parke-Davis colocou 13 artigos escritos por fantasmas em publicações de medicina, promovendo usos que estão fora da bula para o Neurontin. Isso incluiu um suplemento no prestigioso Cleveland Clinic Journal of Medicine (Revista Clínica de Medicina de Cleveland, tradução livre), que a empresa transformou em 43 mil reimpressões disseminadas por seus representantes. “Veja, doutor, dizem aqui que…”

E há ainda mais duplicidade. Em 2011, três anos antes do acordo de 430 milhões de dólares, a tentativa da Pfizer chamada STEPS (“Study of Neurontin: Titrate to Effect, Profile of Safety” — “Estudo da Neurontin: dosagem efetiva, perfil de segurança”, tradução livre) foi denunciado por também ser publicidade, e não um estudo científico; era uma ferramenta de vendas criadas para inspirar os 772 investigadores que participavam do experimento a prescrever o Neurontin.

Recentemente, os novos usos do remédio para tosse crônica, menopausa e insônia estão aparecendo na literatura científica. Por que ninguém parece acreditar neles?

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Justiça dos EUA aciona companhia farmacêutica por subornar médicos

O Departamento de Justiça indicou que a Novartis Pharmaceuticals aumentou as vendas de seus caros medicamentos de marca, dando incentivos aos médicos, que acabaram sendo pagos com recursos de programas de saúde pública

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Os investigadores federais assinalaram que a Novartis pagou a médicos várias convenções médicas para que receitassem medicamentos como Lotrel e Valtruna

Agência Brasil

Publicação: 26/04/2013 20:17
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (26/4) a instauração de um processo contra a indústria farmacêutica Novartis por pagar subornos multimilionários a médicos para que recomendassem seus produtos a farmácias e doentes.

amedicos“Esquemas de suborno como os empregues neste caso não só põem em dúvida a integridade das decisões médicas individuais, como elevam o custo da saúde de todos nós”, disse Stuart F. Delery, procurador adjunto da agência federal ao citar que muitos dos remédios eram reembolsados pelos programas de assistência médica Medicare (sistema de seguros de saúde gerido pelo governo dos Estados Unidos e destinado às pessoas de idade igual ou maior que 65 anos) e Medicaid (programa de saúde do governo dos Estados Unidos para famílias e indivíduos com baixa renda e recursos).

Entre as ações descritas no processo judicial, a companhia pagava banquetes, viagens e honorários aos médicos que recomendassem a compra dos seus medicamentos. “Os pacientes merecem cuidados médicos baseados no juízo médico objetivo do clínico, não em função dos seus interesses financeiros pessoais”, disse o procurador.

Os investigadores federais assinalaram que a Novartis pagou a médicos várias convenções médicas para que receitassem medicamentos como Lotrel e Valtruna, para hipertensão, ou Starlix, para diabetes.

A companhia farmacêutica multinacional, com sede na Suíça, informou que irá se “defender dos processos judiciais” e rejeitou as acusações. A Novartis também tem indústrias no Brasil.

O Departamento de Justiça indicou que a Novartis Pharmaceuticals aumentou as vendas de seus caros medicamentos de marca, dando incentivos aos médicos, que acabaram sendo pagos com recursos de programas de saúde pública

 

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France Presse

Publicação: 26/04/2013 17:49 Atualização:
Nova York – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou nesta sexta-feira (26/4) a companhia farmacêutica Novartis de pagar subornos a médicos para que prescrevam seus medicamentos em detrimento de remédios da concorrência.

Nesta, que é a segunda ação judicial no país contra a empresa suíça esta semana,  o Departamento de Justiça indicou que a Novartis Pharmaceuticals aumentou as vendas de seus caros medicamentos de marca, dando incentivos aos médicos, que acabaram sendo pagos com recursos de programas de saúde pública.

A ação, apresentada no Tribunal Federal do Distrito de Nova York, alegou que, para promover medicamentos da Novartis como Lotrel e Valturna, prescritos para tratar a hipertensão, e o Starlix, receitado para diabéticos, a empresa pagou a médicos para dar conferências no que denominavam de “ocasiões sociais” e organizou jantares sofisticados para os médicos.

Estas ações “eram, na verdade, subornos aos conferencistas e participantes com a finalidade de induzi-los a receitar medicamentos da Novartis”, afirmou o Departamento de Justiça.

Os pagamentos violaram o Estatuto Anti-suborno dos Estados Unidos e levaram o governo a pagar por “falsas demandas” por produtos farmacêuticos da Novartis através de seus programas de saúde.

Na terça-feira, o governo americano acionou a Novartis por pagar subornos a pelo menos vinte farmácias para que recomendassem o uso de seu medicamento Myfortic no lugar de outros remédios genéricos mais baratos usados para tratar pacientes transplantados, em troca de lucros sobre as vendas.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2013/04/26/interna_mundo,362792/justica-dos-eua-aciona-companhia-farmaceutica-por-subornar-medicos.shtml

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Presidente da Nestlé: seres humanos não têm direito à água

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Na opinião de Peter Brabeck, a água deveria ser tratada como qualquer outro bem alimentício e ter um valor de mercado estabelecido pela lei de oferta e procura

24/04/2013

Do Abadia Digital

(Tradução de José Francisco Neto)

Peter Brabeck-Letmathe, um empresário austríaco que é presidente do grupo Nestle desde 2005, afirma que é necessário privatizar o fornecimento da água. Isso para que nós, como sociedade, tomemos consciência de sua importância e acabássemos com o subpreço que se produz na atualidade.

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Na opinião de Peter Brabeck, a água deveria ser tratada como qualquer outro bem alimentício e ter um valor de mercado estabelecido pela lei de oferta e procura

Palavras sujas que provocaram estupor, sobretudo quando se tem em conta que a Nestlé é a líder mundial na venda de água engarrafada. Um setor que representa 8% de seu capital, que em 2011 totalizaram aproximadamente 68,5 bilhões de euros.

Pero Brabeker junta essa a outras críticas para destacar que o fato de muitas pessoas terem a percepção de que a água é gratuita faz com que em várias ocasiões não lhes deem valor e a desperdicem. Assim sustenta que os governos devem garantir que cada pessoa disponha de 5 litros de água diária para beber e outros 25 litros para sua higiene pessoal, mas que o resto do consumo teria que gerido segundo critérios empresariais.

Apesar das rejeições que sua posição provoca, faz tempo que ele defende, sem cerimônia, com entrevistas como esta que aparece no vídeo abaixo, que qualifica de extremistas as ONGs que sustentam que a água deveria ser um direito fundamental.

Em sua opinião, a água deveria ser tratada como qualquer outro bem alimentício e ter um valor de mercado, estabelecido pela lei de oferta e procura. Só desta maneira, aponta, empreenderíamos ações para limitar o consumo excessivo que se dá nesses momentos.

Foto: Reprodução

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Sal e doenças autoimunes

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A substância interfere no desenvolvimento de células de defesa, sugere estudo publicado na revista ‘Nature’ e comentado pelo jornalista Cássio Leite Vieira na seção ‘Mundo de Ciência’ da CH de abril.

Por: Cássio Leite Vieira

Publicado em 18/04/2013 | Atualizado em 18/04/2013

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Pesquisa sugere que o sal pode aumentar as chances de uma pessoa com predisposição genética desenvolver uma doença autoimune. (foto: Sxc.hu/ aschaeffer)

É possível que um fator externo desencadeie um quadro autoimune em uma pessoa com predisposição genética. Três artigos defendem agora que um desses fatores seja uma substância muito presente – geralmente, em excesso – em nossa alimentação: o sal.

O sistema autoimune tem que atuar em uma fronteira tênue: se sua atividade estiver em baixa, vêm as doenças, pois os patógenos (micro-organismos vilões) ficam livres para agir; se estiver muito elevada, as células começam a atacar o próprio organismo, ou seja, passam a ver aquilo que deveriam defender como inimigo: doença autoimune.

Psoríase, artrite reumatoide e esclerose múltipla são exemplos de quadros resultantes do excesso de zelo do sistema imune.
Psoríase, artrite reumatoide e esclerose múltipla são exemplos de quadros resultantes do excesso de zelo do sistema imune

O propósito inicial da equipe era entender como o organismo controla o sistema imune, exercendo aquela sintonia fina que permite que ele não descambe nem para um lado (imunidade baixa), nem para outro (imunidade exacerbada).

Os pesquisadores centraram a atenção no desenvolvimento de uma das várias células do sistema imune: a Th17 (sigla, em inglês, para célula T auxiliar 17 ou linfócito T auxiliar 17), que tem papel importante em desencadear um processo inflamatório para sinalizar que o local precisa da atenção do sistema imunológico. No entanto, a atividade anormal da Th17 pode levar a um quadro autoimune – em alguns casos, o tratamento é baseado em interferir no desenvolvimento das Th17.

Tirar fotos

A estratégia dos pesquisadores foi ‘tirar fotografias’ do desenvolvimento das Th17 por três dias, mexendo na maquinaria genética dessas células para entender como elas se tornam maduras. Nesse trabalho, eles foram desligando genes, com a ajuda – método inovador, por sinal – de nanoagulhas.

Um gene chamou a atenção da equipe: SGK1. Já se sabia que, quando ele era desligado em camundongos, os roedores não produziam as Th17. Sabia-se também que o SGK1 também tem papel importante na absorção de sal no intestino e nos rins, em pesquisa com camundongos. Havia aí uma relação interessante: SGK1, Th17 e sal.

Nos experimentos, a equipe observou que os animais mantidos em dietas com alto teor de sal tinham mais chance de desenvolver uma doença autoimune.

Mas o sal sozinho não era vilão. Foi preciso um comparsa – no caso, a injeção nos roedores de uma substância (autoantígeno) que induzia um quadro autoimune nos animais, como se esse animal passasse a ter uma predisposição à doença.

Hipótese da equipe: o sal aumenta as chances de alguém com predisposição genética desenvolver uma doença autoimune.

Como foi dito, tudo não passa de uma hipótese. Um dos autores disse que é bem prematuro sair por aí alardeando que as pessoas não deveriam mais consumir sal. Essa relação tem que ser testada e reproduzida.

O sal vem se juntar a outros vilões, sobre os quais recaem a acusação de também serem um fator predisponente: tabaco, infecções e carência de vitamina D.

O estudo foi publicado em três artigos na Nature –

http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature11981.html

http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature11984.html

http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature11868.html

Cássio Leite Vieira
Ciência Hoje/ RJ

Texto originalmente publicado na CH 302 (abril de 2013).

 

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