Cientista brasileiro revela espantoso poder da vitamina D contra a esclerose múltipla – Globo Repórter 06.09.2013

https://vimeo.com/74317258

Anúncios

A Indústria Farmacêutica perde patentes e lucros: sua saúde vai pagar para restaurar estas perdas

__

Quem resgatará a indústria farmacêutica? Pode ser você

Vêm aí testosterona spray, ritalina plus, patologização da insônia, e outras promessas fármaco-publicitárias

Está chegando ao fim, para a indústria farmacêutica mundial, a farra de lucros com alguns dos medicamentos mais vendidos. Nos Estados Unidos, expiraram as patentes de comprimidos como Lipitor, Seroquel, Zyprexa, Singulair e Concerta. Mas não se preocupe, Wall Street. A indústria farmacêutica não vai desapontar suas expectativas de ganhos só porque pouca ou nenhuma droga nova está surgindo e porque falhou na sua razão mesma de existir.

afarma7

Eis aqui seis novas iniciativas do marketing farmacêutico que vão garantir que as expectativas dos investidores continuem altas, par-e-passo com as mensalidades dos seguros-saúde. O segredo? Reciclar drogas antigas e descreditadas e explorar o marketing de doenças para vender algumas poucas novas drogas.

1. Repaginando a Ritalina

Agora que a indústria farmacêutica foi bem sucedida ao conseguir que cinco milhões de crianças de quatro a oito milhoes de adultos fossem diagnosticados com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), está procurando novos mercados para as drogas. Um novo uso da Ritalina (metilfenidato), a avó das drogas para TDAH, poderia ser para tratar transtornos alimentares.

Pesquisadores dizem que uma mulher que sofreu de bulimia nervosa, transtorno bipolar I, dependência de cocaína e álcool, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e transtorno do pânico “conseguiu uma remissão sustentada (por mais de um ano)” quando o metilfenidato foi adicionado à sua lista de remédios.

Mas também existem as grávidas. Um novo artigo sugere que tirar o metilfenidato durante a gravidez de uma mulher pode “representar risco significativo” e que, “em todos os casos, as crianças se desenvolveram normalmente e nenhum efeito adverso foi relatado,” apesar de terem sido expostas no útero. Sim, crianças podem receber medicamentos para TDAH na mais tenra idade: ainda como fetos.

A indústria farmacêutica também está de olho nos idosos, como um novo mercado para as drogas que tratam TDAH. O metilfenidato pode “melhorar a função da caminhada nos mais velhos”, escreveram pesquisadores recentemente. E uma grande clínica patrocinada pela Escola de Saúde Pública John Hopkins Bloomberg está a caminho de descobrir se o metilfenidato pode reduzir a apatia em pacientes com Alzheimer. É claro que muitos pacientes com esse mal não têm apatia, mas agitação e agressividade; estes serão excluídos.

2) Reposição hormonal masculino

Mulheres acima de 40 anos devem sentir um élan de justiça médica, diante do novo impulso para o tratamento do “Baixo T” nos homens, uma “doença” recente que agora está sendo agressivamente comercializada, incentivando a reposição de testosterona. Por mais de 50 anos, as publicações médicas foram implacáveis em dizer às mulheres que elas estavam “sobrevivendo aos seus ovários” (frase de propaganda real) e que a única esperança para manter a aparência, o marido e a sanidade era a reposição hormonal.

Agora, são os homens que estão ouvindo que a decaída no desempenho sexual e na energia, perda de massa muscular e ganho de peso os colocam na mesma posição. A lacuna em ambas campanhas de marketing é o fato de que pessoas não ficam velhas porque perdem hormônios; elas perdem hormônios porque estão ficando velhas.

Muitos produtos de reposição de testosterona têm sido aprovados pela FDA [Food and Drug Administration, agência reguladora da indústria farmacêutica nos Estados Unidos]: pílulas, injeções e adesivos a géis e soluções para uso tópico. Em novembro, foi aprovado o primeiro produto de reposição de testosterona feito para ser aplicado nas axilas, como um desodorante.

Os produtos de TRH (terapia de reposição hormonal) masculinos também implicam riscos. Eles podem agravar problemas benignos de próstata, causar falha do coração, apneia, toxidade hepática e possivelmente estimular o câncer de próstata, apesar de este permanecer como um risco teórico.

Testosterona injetada tem sido associada a embolias e reações alérgicas extremas (anafilaxia), sendo que ambas podem ser fatais. Homens que tomam Propecia contra a perda de cabelo podem especialmente desenvolver baixa testosterona, o que pode não ser reversível, pois reduz-se uma enzima envolvida na síntese do hormônio.

3) Tratar dependentes de álcool e drogas como doentes mentais que precisam de vacinas

Uma das poucas coisas boas no alcoolismo e na adição às drogas é que eles podem ser tratados de graça. Programas de doze passos como o dos Alcoólicos Anônimos utilizam grupos de apoio em vez de drogas, pessoal treinado ou seguro-saúde – e funciona. Não surpreende que as milhões de pessoas que se recuperam sem a ajuda da indústria farmacêutica sejam o seu mais recente alvo, na tentativa de alavancar receitas. Cada vez mais, as corporações estão pressionando clínicas de reabilitação e médicos a imputar diagnósticos de doença mental a pacientes em recuperação, para vender medicamentos caros.

Pior, Nora Volkow, a chefe do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos, está conduzindo experimentos cruéis em primatas na tentativa de desenvolver uma vacina para alcoolismo ou dependência. Existe algum alcoólico ou viciado no mundo que tomaria uma dessas vacinas? Ela não sabe que bebidas e drogas são divertidas (até determinado momento…) e que ninguém quer parar com elas antes da festa acabar? Ela não sabe que quando beber e usar drogas deixa de ser divertido, uma coisa chamada negação se abate e os aditos novamente não vão tomar sua vacina?

Essas vacinas para vícios serão vendidas a pessoas “em risco” de dependência com base em seu histórico familiar e varreduras de seu cérebros, o que soa um pouco, digamos, não-voluntário. E a comercialização de tratamentos precoces agressivos para doenças que pessoas nem têm ainda (“pré-osteoporose”, “pré-diabetes”, “pré-asma” e “pré-doenças mentais”) é um modelo de negócio infalível para a indústria farmacêutica porque as pessoas nunca saberão sequer se vão precisar dessas drogas – ou se precisam agora.

4) Patologizar a insônia

A insônia tem sido uma mina de ouro para a indústria dos medicamentos. Para encher os bolsos no mercado da insônia, as corporações criaram subcategorias para o problema – crônica, aguda, transitória, de início retardado e no meio-da-noite, assim como o despertar cansado. Sua insônia é tão única quanto você! Tampouco é coincidência que as medicações para “manter acordado” causem insônia e que as drogas para insônia, em razão da ressaca, criem o mercado das drogas para manter acordado.

Agora a indústria está anunciando que a insônia é na verdade um fator de “risco” para a depressão e que “tratar a insônia pode ajudar a tratar a depressão”. O novo Manual de Diagnósticos e Estatística (DSM-5 [Diagnostic and Statistical Manual]) da Associação Norte-Americana de Psiquiatria que saiu em maio [leia mais a respeito, em Outras Palavras] também acaba de patologizar o sono.

Considerada a bíblia dos tratamentos com drogas psiquiátricas, a última versão do DSM trouxe uma revisão do modo como a insônia é diagnosticada e classificada. “Se o distúrbio do sono é persistente e prejudica o funcionamento do corpo ao longo do dia, ele deve ser reconhecido e tratado”, escrevem os autores em um artigo na edição de dezembro da Journal of Clinical Psychiatry [Revista de Psiquiatria Clínica].

5) “Vender” doenças imunológicas crônicas

A artrite reumatóide, artrite psoriática, a espondilite anquilosante e a psoríase em placas são transtornos raros, mas você não saberia disso pelos últimos esforços da indústria farmacêutica. Suas condições autoimunes são cada vez mais tratadas com medicamentos frutos de engenharia genética injetáveis como Humira, Remicide, Enbrel e Cimzia, que dão às corporações 20 mil dólares por ano por paciente. Não causa espanto que uma recente campanha publicitária tente convencer as pessoas com dores nas costas “que nunca passam” de que elas realmente têm espondilite anquilosante.

Não espanta que a propaganda da “AR” (artrite reumatóide) esteja por todos os lugares e as de remédios para psoríase em placas prometam “pele mais clara” como se fossem cremes de beleza. Em Chicago, propagandas de drogas caras e injetáveis apareceram em jornais de universidades, como se fossem para a população em geral, não para pessoas com doenças incomuns.

Como tais drogas, chamadas de inibidoras de TNF, suprimem o sistema imunológico, elas atraem super infecções bactericidas e fúnguicas, herpes e cânceres raros, estes principalmente em crianças. Eles estão conectados com o crescimento de hospitalizações, reações alérgicas extremas e eventos cardiovasculares, tudo o que a indústria farmacêutica tenta minimizar. Bloqueadores de TNF também são vendidos para o enfraquecimento dos ossos e asma, condições que iriam raramente garantir seus riscos. Xolair, vendido para asma apesar dos avisos da FDA, recentemente foi muito falado como um grande tratamento para a coceira crônica.

6) A reciclagem do Neurontin

A apreensão da droga Neurontin (gabapentin) não foi o melhor momento da indústria de medicamentos. Uma repartição da Pfizer Inc. foi declarada culpada, em 2008, por promover o remédio para o transtorno bipolar, dores, enxaquecas e para afastar as drogas e o álcool, quando tinha sido aprovado apenas para neuralgia pós-herpética, epilepsia e dor causada por herpes zoster. A multa foi de 430 milhões de dólares. Ops. A Pfizer realmente promoveu os usos ilegais enquanto estava sob inquérito por atividades ilegais relacionadas ao Lipitor; e mais tarde promoveu usos ilegais para uma droga similar, a Lyrica, enquanto estava sob o acordo relacionado ao Neurontin! Ela parece, de fato, incorrigível.

Para vender Neurontin, a Parke-Davis, da Pfizer, lançou um elaborado “plano de publicação”, cujo objetivo era conseguir peças de marketing disfarçadas de ciência, em revistas médicas. Em apenas três anos, a Parke-Davis colocou 13 artigos escritos por fantasmas em publicações de medicina, promovendo usos que estão fora da bula para o Neurontin. Isso incluiu um suplemento no prestigioso Cleveland Clinic Journal of Medicine (Revista Clínica de Medicina de Cleveland, tradução livre), que a empresa transformou em 43 mil reimpressões disseminadas por seus representantes. “Veja, doutor, dizem aqui que…”.

E há ainda mais duplicidade. Em 2011, três anos antes do acordo de 430 milhões de dólares, a tentativa da Pfizer chamada STEPS (“Study of Neurontin: Titrate to Effect, Profile of Safety” — “Estudo da Neurontin: dosagem efetiva, perfil de segurança”, tradução livre) foi denunciado por também ser publicidade, e não um estudo científico; era uma ferramenta de vendas criada para inspirar os 772 investigadores que participavam do experimento a prescrever o Neurontin.

Recentemente, os novos usos do remédio para tosse crônica, menopausa e insônia estão aparecendo na literatura científica. Por que ninguém parece acreditar neles?

Por Martha Rosenberg, no Alternet. Texto original em português no Blog Outras Palavras. Tradução: Gabriela Leite

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/28878/quem+resgatara+a+industria+farmaceutica+pode+ser+voce.shtml

Câncer de mama: a vitamina D ou mastectomia

 

__

 

“(…) sua forma muitas vezes letal de câncer de mama tende a atacar as mulheres mais jovens e é resistente aos tratamentos existentes , mas Gonzalo e seus colegas agora acreditam que a VITAMINA D poderia ser um tratamento para muitas mulheres com esta forma mortal de câncer de mama. “

 

__

 

 

Did Angelina Jolie choose the best option for preventing breast cancer? Because having surgery to remove both breasts is a personal choice, we may never have the answer to this question. However, a double mastectomy does not have to be the only choice a woman has.

 

 

English: pink ribbon

English: pink ribbon (Photo credit: Wikipedia)

 

According to an article in Natural News, investigators for The Journal of Cell Biology, led by Susana Gonzalo, Ph.D., assistant professor of biochemistry and molecular biology at Saint Louis University, ‘… (researchers) have found a molecular pathway that contributes to triple-negative breast cancer. This often deadly form of breast cancer tends to strike younger women and is resistant to existing treatments, but Gonzalo and colleagues now believe vitamin D could be a treatment for many women with this deadly form of breast cancer.’

The research team identified a pathway of molecules in women who are born with BRCA1 gene mutations, which increases their risk for developing breast and ovarian cancers. Tumors grow when the pathway is activated. These tumors don’t respond to standard cancer treatments such as chemotherapy.

It was found that vitamin D turned the molecular pathway off. A study conducted at the German Cancer Research Center with researchers from the University Hospitals in Hamburg-Eppendorf, published in the medical journal Carcinogenesis, showed evidence that women with low blood levels of vitamin D had a much greater risk of breast cancer. In fact, women who had been diagnosed with the most aggressive form of breast cancer had low blood levels of vitamin D.

As many as 1 in 500 women in the US carry the genetic mutation that increases their risk for breast cancer by 60 percent. Even with these high odds against them, women can choose to closely monitor for signs of cancer and begin a regimen of vitamin D supplements.

There have been many recent discoveries in cancer research which give hope to people battling all forms of cancer. We now know about the increased risk of cancer by eating processed meats with sodium nitrates. This includes hot dogs, lunch meats, canned meats, sausage, bacon and frozen meals with meat.

Eating whole foods that have not been genetically altered, fresh organic fruits and vegetables and meat from farms that hasn’t been pumped full of antibiotics and growth hormones is a healthy way to reduce cancer risks. Spicing foods with Turmeric is another way to decrease the risk of cancer.

Although many cures have been found for several types of cancer, they are not well known. For instance, adding vitamin D to your cancer-fighting regimen does not earn money for doctors who make a living treating patients with chemotherapy and radiation. As sad as it is, cancer is a money-making machine. Natural cures are dismissed by the mainstream medical researchers because there is no money in them.

With all of the billions of dollars poured into cancer research in the last 50 years, isn’t it a bit odd that so few cures and treatments have been found? Or have they? There are nearly 100 cancer research institutes in America who operate on donations. If simple, natural cures for cancer were found, thousands of people would be out of a job. It would be counter-productive to find a cure that is safe and affordable.

What do you think? Are there more cures for cancer than we are aware of or do you believe that cancer is destined to be with mankind forever? Please comment and share your thoughts on this subject.

http://www.examiner.com/article/breast-cancer-vitamin-d-or-mastectomy

__

 

 

 

Vitamina D, a vitamina do Sol, ajuda no tratamento de asma

__

A irresponsabilidade de muitos dermatologistas em não se atualizarem como médicos, ou informarem honestamente a população, atende aos interesses financeiros dos fabricantes de protetores solares e prejudica a saúde de inúmeras pessoas em diferentes níveis de gravidade, inclusive levando à morte parcela delas.

Celso Galli Coimbra – OABRS 11352

afiltro-solar

__

21/05/13 – BBC

Tomar sol tem um efeito positivo para os pacientes que sofrem de asma.

Cientistas da Universidade King’s College, de Londres, mostraram uma ligação direta entre baixos níveis de vitamina D, que é fabricada pelo corpo durante a exposição ao Sol, e a piora dos sintomas da asma.

aimagem-asma

As pessoas que têm asma apresentam dificuldades para respirar quando suas vias aéreas ficam inchadas, inflamadas e contraídas, e elas geralmente são tratadas com esteroides, mas nem todos respondem bem.

O trabalho revela que o contato com a luz solar “acalma” uma parte do sistema imunológico que é estimulada em excesso pela asma.

Já se sabia que a vitamina D é essencial para ativar o sistema imunológico e, há poucos dias, pesquisadores escoceses alertaram que as campanhas contra o câncer de pele estão tendo um efeito colateral grave quanto aos benefícios de se tomar Sol:

 asol

“Nós sabemos que pessoas com altos níveis de vitamina D conseguem controlar melhor sua asma – esta conexão chama bastante a atenção,” disse a pesquisadora Catherine Hawrylowicz.

A equipe da cientista investigou o impacto da vitamina em uma substância química do corpo humano, a interleucina-17, uma parte vital do sistema imunológico que ajuda a combater infecções.

Entretanto, a substância também pode causar problemas quando atinge níveis muito altos e já foi relacionada intensamente à asma.

O estudo mostrou que a vitamina D reduz os níveis de interleucina-17 nos pacientes.

A equipe está realizando agora uma série de testes clínicos para ver se a administração de vitamina D como suplemento pode substituir a exposição ao Sol para a sintetização natural do composto.

Fontes: BBC e http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=vitamina-d-tratamento-asma&id=8862&nl=nlds

__

Vitamina D, a vitamina do sol, pode ajudar no tratamento de asma

James Gallagher

Repórter de Ciência e Saúde da BBC News

Atualizado em  20 de maio, 2013 – 10:28 (Brasília) 13:28 GMT
Luz solar | Foto: BBCExposição à  luz solar pode ajudar  pacientes de  asma  que  não  respondem  bem a esteróides

O tempo que pacientes que sofrem de asma ficam sob a luz do sol pode ter um impacto sobre os efeitos da doença,  revela um estudo de uma equipe de cientistas da universidade King’s College, de Londres.

A pesquisa indica uma relação entre baixos níveis de vitamina D, que é fabricada pelo corpo durante a exposição ao sol, à piora dos sintomas da asma.

Dentre os resultados do trabalho, os especialistas descobriram que o contato com a luz solar “acalma” uma parte do sistema imunológico que é estimulada em excesso pela asma.

O tratamento de pacientes asmáticos com a administração de vitamina D, no entanto, não foi testado pelo estudo.

As pessoas que têm asma apresentam dificuldades para respirar quando suas vias aéreas ficam inchadas, inflamadas e contraídas, e elas geralmente são tratadas com esteroides, mas nem todos respondem bem.

Controle

“Nós sabemos que pessoas com altos níveis de vitamina D conseguem controlar melhor sua asma – esta conexão chama bastante a atenção”, disse a pesquisadora Catherine Hawrylowicz.

A equipe da cientista investigou o impacto da vitamina em uma substância química do corpo humano, interleucina-17.

Trata-se de uma parte vital do sistema imunológico que ajuda a combater infecções.

Entretanto, ela também pode causar problemas quando atinge níveis muito altos e já foi relacionada intensamente à asma.

Neste estudo, divulgado na publicação especializada Journal of Allergy and Clinical Immunology, a vitamina D foi capaz de reduzir os níveis de interleucina-17 em 28 pacientes.

Testes clínicos

A equipe do King’s College realiza agora uma série de testes clínicos para ver se a administração de vitamina D pode realmente ajudar os pacientes de asma a lidarem melhor com os sintomas da doença.

O foco do estudo deve ser os pacientes que não respondem bem aos esteroides, e produzem sete vezes mais interleucina-17 do que os outros.

“Nós acreditamos que tratar as pessoas com vitamina D pode fazer com que os pacientes resistentes aos esteroides passem a responder a eles ou permitam que aqueles que já conseguem controlar sua asma tomem menos esteroides”, disse Hawrylowicz.

A especialista explica que uma cultura de se cobrir no sol e usar protetor solar pode ter aumentado as taxas de asma, mas ela aproveita para alertar que “sol demais faz mal”.

Efeitos colaterais

Malayka Rahman, da organização de caridade britânica voltada para o tratamento e esclarecimento sobre asma, a Asma UK, valoriza os resultados do trabalho.

“Para a maioria das pessoas com asma, os remédios atualmente disponíveis são uma forma efetiva de controlar a doença, mas nós sabemos que eles não funcionam para todos, e é por isso que pesquisar novos tratamentos é vital”, disse.

Ela também menciona o fato de muitos destes medicamentos apresentarem efeitos colaterais – algo que poderia ser aliviado com uma diminuição da quantidade de remédios ingeridos pelos asmáticos.

“Também sabemos que muitas pessoas com asma se preocupam com os efeitos adversos dessas drogas, então se a vitamina D reduzir a quantidade de remédios necessária, isto teria um impacto enorme na qualidade de vida desses pacientes”, afirmou.

___

Carlos Vasconcelos: “As pessoas continuam adormecidas para o perigo das doenças imunológicas”

À margem do evento, e em declarações ao JPN, Carlos Vasconcelos afirmou que”as pessoas continuam adormecidas para o perigo das doenças imunológicas”, acreditando que isto se prende com o facto de serem heterogéneas e de se “esconderem” atrás de outros problemas, como a diabetes, por exemplo. “Há uma ideia clara de doenças infeciosas ou tumorais, mas para as autoimunes essas noção ainda não existe”, explicou

__

Por Ana Magalhães – jpn@c2com.up.pt
Publicado: 29.04.2013 | 18:33 (GMT)

aimunologico

O Hospital de Santo António assinalou, esta segunda-feira, o Dia Mundial da Imunologia com uma sessão de informação que contou com pequenos teatros de alunos de Medicina.

A Unidade de Imunologia do Hospital de Santo António (HSA),  em colaboração com o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e a Sociedade Portuguesa de Imunologia, juntaram-se para celebrar o Dia Mundial da Imunologia.

A iniciativa decorreu nesta segunda-feira, no salão nobre do hospital, e consistiu na realização de pequenos teatros, protagonizados por alguns alunos do ICBAS. As peças, em tom divertido e metafórico, explicaram como funciona o sistema imunológico e se combatem as doenças desta estirpe. Mais a sério, foram também apresentados dois casos de doenças auto-imunes em crianças, entre a quais o Lupus, numa tentativa de sensibilizar e alertar para a importância da doação de sangue e medula óssea.

O diretor do serviço de imunologia do HSA, Carlos Vasconcelos, disse que, “entre 5% a 10% da população, pode vir a sofrer de uma doença autoimune”, mas também que se identificam “cada vez mais componentes do sistema imunológico” nas investigações. “Conseguimos dar a estes doentes uma vida quase igual à normal”, concluiu o médico.

À margem do evento, e em declarações ao JPN, Carlos Vasconcelos afirmou que”as pessoas continuam adormecidas para o perigo das doenças imunológicas”, acreditando que isto se prende com o facto de serem heterogéneas e de se “esconderem” atrás de outros problemas, como a diabetes, por exemplo. “Há uma ideia clara de doenças infeciosas ou tumorais, mas para as autoimunes essas noção ainda não existe”, explicou.

Fonte: http://jpn.c2com.up.pt/2013/04/29/carlos_vasconcelos_as_pessoas_continuam_adormecidas_para_o_perigo_das_doencas_imunologicas.html

__

Sal e doenças autoimunes

__

A substância interfere no desenvolvimento de células de defesa, sugere estudo publicado na revista ‘Nature’ e comentado pelo jornalista Cássio Leite Vieira na seção ‘Mundo de Ciência’ da CH de abril.

Por: Cássio Leite Vieira

Publicado em 18/04/2013 | Atualizado em 18/04/2013

asal

Pesquisa sugere que o sal pode aumentar as chances de uma pessoa com predisposição genética desenvolver uma doença autoimune. (foto: Sxc.hu/ aschaeffer)

É possível que um fator externo desencadeie um quadro autoimune em uma pessoa com predisposição genética. Três artigos defendem agora que um desses fatores seja uma substância muito presente – geralmente, em excesso – em nossa alimentação: o sal.

O sistema autoimune tem que atuar em uma fronteira tênue: se sua atividade estiver em baixa, vêm as doenças, pois os patógenos (micro-organismos vilões) ficam livres para agir; se estiver muito elevada, as células começam a atacar o próprio organismo, ou seja, passam a ver aquilo que deveriam defender como inimigo: doença autoimune.

Psoríase, artrite reumatoide e esclerose múltipla são exemplos de quadros resultantes do excesso de zelo do sistema imune.
Psoríase, artrite reumatoide e esclerose múltipla são exemplos de quadros resultantes do excesso de zelo do sistema imune

O propósito inicial da equipe era entender como o organismo controla o sistema imune, exercendo aquela sintonia fina que permite que ele não descambe nem para um lado (imunidade baixa), nem para outro (imunidade exacerbada).

Os pesquisadores centraram a atenção no desenvolvimento de uma das várias células do sistema imune: a Th17 (sigla, em inglês, para célula T auxiliar 17 ou linfócito T auxiliar 17), que tem papel importante em desencadear um processo inflamatório para sinalizar que o local precisa da atenção do sistema imunológico. No entanto, a atividade anormal da Th17 pode levar a um quadro autoimune – em alguns casos, o tratamento é baseado em interferir no desenvolvimento das Th17.

Tirar fotos

A estratégia dos pesquisadores foi ‘tirar fotografias’ do desenvolvimento das Th17 por três dias, mexendo na maquinaria genética dessas células para entender como elas se tornam maduras. Nesse trabalho, eles foram desligando genes, com a ajuda – método inovador, por sinal – de nanoagulhas.

Um gene chamou a atenção da equipe: SGK1. Já se sabia que, quando ele era desligado em camundongos, os roedores não produziam as Th17. Sabia-se também que o SGK1 também tem papel importante na absorção de sal no intestino e nos rins, em pesquisa com camundongos. Havia aí uma relação interessante: SGK1, Th17 e sal.

Nos experimentos, a equipe observou que os animais mantidos em dietas com alto teor de sal tinham mais chance de desenvolver uma doença autoimune.

Mas o sal sozinho não era vilão. Foi preciso um comparsa – no caso, a injeção nos roedores de uma substância (autoantígeno) que induzia um quadro autoimune nos animais, como se esse animal passasse a ter uma predisposição à doença.

Hipótese da equipe: o sal aumenta as chances de alguém com predisposição genética desenvolver uma doença autoimune.

Como foi dito, tudo não passa de uma hipótese. Um dos autores disse que é bem prematuro sair por aí alardeando que as pessoas não deveriam mais consumir sal. Essa relação tem que ser testada e reproduzida.

O sal vem se juntar a outros vilões, sobre os quais recaem a acusação de também serem um fator predisponente: tabaco, infecções e carência de vitamina D.

O estudo foi publicado em três artigos na Nature –

http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature11981.html

http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature11984.html

http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature11868.html

Cássio Leite Vieira
Ciência Hoje/ RJ

Texto originalmente publicado na CH 302 (abril de 2013).

 

Walter Feldman e o tratamento da vitamina D – A revolução – parte 2

__

%d blogueiros gostam disto: