O Hormônio-Vitamina D interfere com cerca de 3.000 genes associados a muitas doenças, diminuindo os seus riscos

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Em 2010, um novo estudo acaba de ampliar – de maneira contundente – as evidências de que a deficiência de vitamina D pode aumentar os riscos de desenvolvimento de muitas doenças. [Imagem: FRL/UCR]

Em 2010, novo estudo conclui por ampliar – de maneira contundente – as evidências de que a deficiência de vitamina D pode aumentar os riscos de desenvolvimento de muitas doenças. [Imagem: FRL/UCR]

Referência ao artigo de 2013:

Arash Hossein-nezhad, Avrum Spira, Michael F. Holick.Influence of Vitamin D Status and Vitamin D3 Supplementation on Genome Wide Expression of White Blood Cells: A Randomized Double-Blind Clinical TrialPLoS ONE, 2013; 8 (3): e58725 (DOI:10.1371/journal.pone.0058725)

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Até agora , os cientistas encontraram cerca de 3.000 genes que são regulados pela vitamina D, o que é notável quando se considera que o corpo humano tem apenas entre 20-25,000 genes totais. Pesquisadores da vitamina D continuam a encontrar benefícios para a saúde na vitamina D em praticamente todas as áreas que eles olham, incluindo:
Cancer       Hypertension       Heart disease
Autism       Obesity       Rheumatoid arthritis
Diabetes 1 and 2       Multiple Sclerosis       Crohn’s Disease
Cold & Flu       Inflammatory Bowel Disease       Tuberculosis
High Blood Pressure       MRSA Infections       Dementia
Birth Defects       Reduced C-section risk       Infertility
Melanoma (skin cancer)       Asthma       Depression
Osteoporosis       Alzheimer’s disease       Schizophrenia

 

A vitamina D há muito que está associada ao bom funcionamento dos tecidos musculares e esqueléticos e à disponibilidade celular de cálcio. O cálcio é essencial para a contracção muscular assim como é um mensageiro químico intracelular, com papel importante na actividade das mitocôndrias. Estas, para além de serem as “fábricas” de energia celular, estão envolvidas directamente na saúde celular, como seja na co-regulação do seu ciclo de divisão (precisamente por mitose) assim como em processos de morte programada, ou apoptose. As mitocôndrias estão ainda envolvidas no nível de stress oxidativo a nível celular.

Assim não é de estranhar a ligação dos níveis de vitamina D e um número grande de distúrbios que interferem com o estado de saúde e que podem originar doenças, mais ou menos graves ou mesmo mortais.

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Vários dados apresentados em estudos epidemiológicos publicados nos últimos anos têm associado a deficiência (menos de 20 ng/mL no sangue) ou insuficiência (entre 21-29 ng/mL no sangue) nos níveis sanguíneos de vitamina D com um risco acrescido no desenvolvimento de doenças cancerosas, autoimunes, infecciosas, diabetes tipo 2 e cardiovasculares.

Agora, num artigo (DOI:10.1371/journal.pone.0058725) publicado on line na revista PLOS ONE no dia 20 de Março de 2013, cientistas do Centro Médico da Universidade de Boston, em Massachusetts nos Estados Unidos, apresentam pela primeira vez resultados que indicam que os níveis de vitamina D (especificamente o colecalciferol ou vitamina D3) têm um impacto directo sobre a expressão de muitos genes (291 genes foram investigados neste estudo) envolvidos em várias vias metabólicas que se sabe estarem associadas com o desenvolvimento de células cancerígenas, com doenças infecciosas e autoimunes, com doenças cardiovasculares. Assim este estudo dá um passo em profundidade na ligação entre os níveis presentes de vitamina D e os processos moleculares que estão na origem ou que estão envolvidos naquelas doenças.

O estudo indica ainda que a manutenção de níveis suficientes de vitamina D desempenha um papel importante no robustecimento do sistema imunitário e na diminuição do risco em desenvolver aquelas doenças.

621-01202314

Segundo Michael F. Holick, um dos líderes da investigação, «este estudo identifica marcadores moleculares que ajudam a explicar os benefícios da vitamina D na saúde dos sistemas não esqueléticos», e acrescenta que «enquanto muitos mais estudos são necessários para confrimar as nossas observações, os dados obtidos demonstram que manter os níveis recomendados de vitamina D pode ter um efeito marcante sobre a expressão  genética  nas células do nosso sistema imunitário e  pode ajudar a explicar o papel da vitamina D na redução do risco para as doenças cardiovasculares, câncer, entre outras».

Recorde-se que esta é a única vitamina que tanto pode ser ingerida através da dieta como sintetizada  no  organismo  após exposição solar.   Assim, aproveite o despertar da Primavera e reponha os seus níveis de vitamina D. Vai ver que se sentirá muito melhor.

António Piedade

Referência ao artigo:

Arash Hossein-nezhad, Avrum Spira, Michael F. Holick.Influence of Vitamin D Status and Vitamin D3 Supplementation on Genome Wide Expression of White Blood Cells: A Randomized Double-Blind Clinical TrialPLoS ONE, 2013; 8 (3): e58725 (DOI:10.1371/journal.pone.0058725)

http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0058725

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Risco de câncer de pele vs importância da vitamina D – Risk of skin cancer vs importance of vitamin D

Para compensar qualquer perda de produção de vitamina D em razão de evitar o Sol e as suas medidas protetoras (filtro solar impede a produção de vitamina D), os suplementos de Vitamina D poderiam ser disponibilizados prontamente e os países poderiam considerar fortalecer alimentos com vitamina D3.

(…) To compensate for any vitamin D production lost due to sun avoidance and protection measures, vitamin D supplements could be made more readily available and countries could consider fortifying food with vitamin D3.(…)

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Two recent papers in the British Journal of Dermatology made recommendations on how to reduce skin cancer incidence rates in Europe.1,2 While reducing skin cancer incidence rates is a worthwhile health measure, policies aimed doing so should not compromise overall health.

Ultraviolet (UV) irradiance is the primary risk factor for skin cancer. However, solar UVB is also the most important source of vitamin D for most people, and vitamin D has many health benefits. Thus, measures aimed at reducing skin cancer incidence should be designed in a manner not to reduce vitamin D production from solar UVB irradiance or recommend vitamin D supplements to compensate for reduced vitamin D production from solar UVB.

Skin pigmentation changes throughout the world in response to solar UV doses, striking a balance between protection against folate destruction and the effects of free radical formation on one hand and vitamin D production on the other hand.3 Most Europeans have skin pigmentation well suited to their location due to the long history of civilization in Europe and the relative immobility compared to, say, the United States. Thus, Europeans should not be at high risk for skin cancer.

There is reasonable evidence that skin cancer is associated with better overall health outcomes, likely through higher serum 25-hydroxyvitamin D [25(OH)D] concentrations. A study in Denmark found a 10-year mortality rate ratio = 0.91 (95% CI: 0.89-0.92) for those who developed basal cell carcinoma (BCC), but an increased mortality rate ratio for those who developed squamous cell carcinoma (SCC).4 Smoking is an important risk factor for SCC but only weakly for BCC,5 as well as many adverse health outcomes, which likely explains the different findings.

An ecological study of internal cancer mortality rates with respect to nonmelanoma skin cancer mortality rate in Spain found inverse correlations for mortality rates for 15 types of cancer.6

A study of cancer incidence rates related to 54 categories of occupation using lip cancer standardized incidence ratios (SIRs) less lung cancer SIRs for men as the index of solar UVB dose found this index significantly inversely correlated with 14 types of internal cancer for men and three types of internal cancers for women.5 The evidence that solar UVB reduces the risk of many types of cancer is reviewed in a recent paper.7

There are many types of disease for which vitamin D is protective in addition to many types of cancer. Such diseases include Alzheimer’s disease, cardiovascular disease, diabetes mellitus, and respiratory infections.8,9 Based on calculations of disease outcomes with respect to serum 25(OH)D concentrations, it was estimated that mortality rates in Europe could be reduced by 15-17% and life expectancy increased by 2 years if population mean 25(OH)D concentrations were increased from 54 nmol/l to 110 nmol/l.8 Similar estimates were found for the United States.9  A conference of vitamin D experts meeting in Paris in 2009 recommended serum 25(OH)D concentrations above 75-100 nmol/l.10

Looking at Tables 3-5 in Ref. 1, it appears that outdoor hobbies contribute the most risk for BCC, SCC, and melanoma, followed by outdoor work for BCC and SCC, with sunburns and sunbed use contributing much less risk. However, as found for Nordic countries, outdoor work was very protective against many types of internal cancers for males. As for outdoor hobbies, the best advice would likely be to avoid sunburning, as outdoor hobbies are an important source of vitamin D.

To compensate for any vitamin D production lost due to sun avoidance and protection measures, vitamin D supplements could be made more readily available and countries could consider fortifying food with vitamin D3.

References

1. de Vries E, Arnold M, Altsitsiadis E, et al. Potential impact of interventions resulting in reduced exposure to ultraviolet (UV) radiation (UVA and UVB) on skin cancer incidence in four European countries, 2010-2050. Br J Dermatol. 2012; 167 Suppl 2:53–62.

2. Diepgen TL, Fartasch M, Drexler H, Schmitt J. Occupational skin cancer induced by ultraviolet radiation and its prevention. Br J Dermatol. 2012; 167 Suppl 2:76–84.

3. Jablonski NG, Chaplin G. Colloquium paper: human skin pigmentation as an adaptation to UV radiation. Proc Natl Acad Sci U S A. 2010; 107 Suppl 2:8962–8.

4. Jensen AØ, Lamberg AL, Jacobsen JB, et al. Non-melanoma skin cancer and ten-year all-cause mortality: a population-based cohort study. Acta Derm Venereol. 2010; 90:362–7.

5. Grant WB. Role of solar UV irradiance and smoking in cancer as inferred from cancer incidence rates by occupation in Nordic countries. Dermatoendocrinol. 2012; 4:203–11.

6. Grant WB. An ecologic study of cancer mortality rates in Spain with respect to indices of solar UV irradiance and smoking. Int J Cancer. 2007; 120:1123–7.

7. Grant WB. Role of solar ultraviolet-B irradiance in reducing cancer risk. Anticancer Agents Med Chem. 2012 Oct 12. [Epub ahead of print]

8. Grant WB. An estimate of the global reduction in mortality rates through doubling vitamin D levels. Eur J Clin Nutr. 2011; 65:1016–26.

9. Grant WB. In defense of the sun: An estimate of changes in mortality rates in the United States if mean serum 25-hydroxyvitamin D levels were raised to 45 ng/mL by solar ultraviolet-B irradiance. Dermatoendocrinol. 2009; 1:207–14.

10. Souberbielle JC, Body JJ, Lappe JM, et al. Vitamin D and musculoskeletal health, cardiovascular disease, autoimmunity and cancer: Recommendations for clinical practice. Autoimmun Rev. 2010; 9:709-15

Fonte: http://blog.vitamindcouncil.org/2012/12/18/risk-of-skin-cancer-vs-importance-of-vitamin-d/

Vitamin D Tied to Women’s Cognitive Performance

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Two new studies appearing in the Journals of Gerontology Series A: Biological Sciences and Medical Sciences show that vitamin D may be a vital component for the cognitive health of women as they age.

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Higher vitamin D dietary intake is associated with a lower risk of developing Alzheimer’s disease, according to research conducted by a team led by Cedric Annweiler, MD, PhD, at the Angers University Hospital in France.

Similarly, investigators led by Yelena Slinin, MD, MS, at the VA Medical Center in Minneapolis found that low vitamin D levels among older women are associated with higher odds of global cognitive impairment and a higher risk of global cognitive decline.

Slinin’s group based its analysis on 6,257 community-dwelling older women who had vitamin D levels measured during the Study of Osteopathic Fractures and whose cognitive function was tested by the Mini-Mental State Examination and/or Trail Making Test Part B.

Very low levels of vitamin D (less than 10 nanograms per milliliter of blood serum) among older women were associated with higher odds of global cognitive impairment at baseline, and low vitamin D levels (less than 20 nanograms per milliliter) among cognitively-impaired women were associated with a higher risk of incident global cognitive decline, as measured by performance on the Mini-Mental State Examination.

Annweieler’s team’s findings were based on data from 498 community-dwelling women who participated in the Toulouse cohort of the Epidemiology of Osteoporosis study.

Among this population, women who developed Alzheimer’s disease had lower baseline vitamin D intakes (an average of 50.3 micrograms per week) than those who developed other dementias (an average of 63.6 micrograms per week) or no dementia at all (an average of 59.0 micrograms per week).

These reports follow an article published in the Journals of Gerontology Series A earlier this year that found that both men and women who don’t get enough vitamin D — either from diet, supplements, or sun exposure — may be at increased risk of developing mobility limitations and disability.

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The Journals of Gerontology Series A: Biological Sciences and Medical Sciences is a refereed publication of The Gerontological Society of America (GSA), the nation’s oldest and largest interdisciplinary organization devoted to research, education, and practice in the field of aging. The principal mission of the Society — and its 5,400+ members — is to advance the study of aging and disseminate information among scientists, decision makers, and the general public. GSA’s structure also includes a policy institute, the National Academy on an Aging Society, and an educational branch, the Association for Gerontology in Higher Education.

Fonte: http://www.geron.org/About%20Us/press-room/Archived%20Press%20Releases/80-2012-press-releases/1464-vitamin-d-tied-to-womens-cognitive-performance

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Suplementos de vitamina D podem reduzir risco de Alzheimer – 10.000 UI, não menos

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Mulheres devem tomar suplementos de vitamina D, segundo dois novos estudos. É que as que não têm níveis suficientes da substância ao atingir a meia-idade apresentam maiores chances de desenvolver Alzheimer, segundo estudo publicado pelo jornal Daily Mail.

A associação que já foi feita em pesquisas anteriores foi confirmada em dois novos levantamentos distintos.

O cientista Cedric Annweiler, do Hospital da Universidade de Angers, na França, analisou dados de 500 voluntárias. Constatou que as que receberam o diagnóstico de Alzheimer ingeriam uma média de 50,3 microgramas de vitamina D por semana, em comparação com 59 microgramas das que não apresentaram sinais da demência.

Enquanto isso, os pesquisadores liderados por Yelena Slinin, do Centro Médico VA, nos Estados Unidos, analisaram as taxas da vitamina de 6.257 pessoas do sexo feminino, que fizeram testes de habilidade mental. Baixos níveis de vitamina D (menos de 20 nanogramas por mililitro de sangue) foram associados com maiores probabilidades de deterioração cerebral.

Alzheimer: Vitamina D diminui riscos das mulheres padecerem da doença

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Autor: Joana Teles
Segunda-feira, 03 Dezembro 2012 16:36

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Toma de suplementos de vitamina D reduz risco da doença de Alzheimer nas mulheres, indicam estudos. De acordo com duas

pesquisas, as mulheres de meia-idade com piores níveis de vitamina D estão mais vulneráveis a padecer de doenças do foro psiquiátrico, entre as quais Alzheimer.

Duas pesquisas realizadas em França e nos EUA associam uma redução da vitamina D a um aumento, por parte das mulheres, de padecer de doença de Alzheimer.

Um dos estudos, da autoria do Hospital Universitário de Angers, localizado em França, avaliou dados de mais de 500 mulheres. De acordo com os dados recolhidos pelos investigadores, as mulheres que desenvolveram a doença de Alzheimer ingeriram, em média, 50, 3 microgramas daquela vitamina, por semana. Já as mulheres que padeceram de outros tipos de demência apresentavam um consumo de vitamina D diário muito superior: 63,6 microgramas por semana.

Ainda segundo esta pesquisa, orientada por Cedric Annweiler, as mulheres que permaneceram saudáveis até fases avançadas da sua vida apresentavam valores de vitamina D muito perto dos 60 microgramas. Estes dados levaram os investigadores a associar a ausência de Alzheimer a um aumento da toma da vitamina.

Conclusão idêntica retiraram investigadores norte-americanos do VA Medical Centre, dos EUA. Numa pesquisa semelhante, verificou-se que as mulheres que padeceram de algum tipo de doença cognitiva apresentavam menores quantidades desta vitamina.

No caso das mulheres que apresentavam níveis de vitamina D abaixo dos 20 nanogramas por mililitro de sangue, as possibilidades de padecer de doenças degenerativas como Alzheimer eram superiores.

As duas pesquisas apresentavam pontos em comum e complementam-se, sendo que o denominador comum é a sugestão de aumentar o consumo de vitamina D, por via da alimentação, ou através de uma exposição solar regrada. As duas pesquisas mereceram honras de publicação no Journals of Gerontology.

Recentemente, um estudo português permitiu descobrir uma variante de um gene, responsável pelo aumento do risco de padecer de Alzheimer. “É uma das mais influentes descobertas dos últimos vinte anos”, salienta Rita Guerreiro, um dos investigadores lusos.

Outro estudo, divulgado no Dia Mundial da Pessoa com Alzheimer, associa o consumo de café a uma redução dos riscos de Alzheimer.

Fonte: http://www.ptjornal.com/2012120312515/geral/saude/alzheimer-vitamina-d-diminui-riscos-das-mulheres-padecerem-da-doenca-indicam-estudos.html

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A poderosa vitamina D – Matéria de Capa da Revista ISTOÉ, de 03.08.2012, Ed. N° 2230

Assista aos vídeos:

1.
Vitamina D – Sem Censura – Dr. Cicero Galli Coimbra e Daniel Cunha
 
2.
Vitamina D – por uma outra terapia
 
3.
Vitamin D – For an alternative therapy
 
4.
Jornal Nacional – Paciente recupera-se de Parkinson
 
5.
Informações médicas sobre a prevenção e tratamento de doenças neurodegenerativas
 
6.
Vitamina D pode combater males que mais matam pessoas no mundo
 
7.
The Real Story on Vitamin D

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8.

Link para o texto da Revista ISTOÉ:

http://www.istoe.com.br/reportagens/226714_A+PODEROSA+VITAMINA+D

Novos estudos revelam que ela combate doenças como Diabetes e hipertensão e até ajuda a emagrecer. o problema é que está em quantidade insuficiente em metade da população mundial

Mônica Tarantino e Monique Oliveira

Os livros didáticos disponíveis atualmente ensinam que a vitamina D é essencial na formação dos ossos e dentes. Mas esses textos precisarão ser reformulados para acrescentar uma longa lista de benefícios descobertos recentemente, que revelam que a substância faz muito mais pelo organismo do que se imaginava. Ela ajuda a emagrecer, fortalece o sistema de defesa do organismo, auxilia na prevenção e tratamento de doenças como a diabetes e a hipertensão e está associada a uma vida mais longa – para falar somente de alguns de seus efeitos positivos. Por essa razão, a vitamina tornou-se a mais nova queridinha dos médicos em todo o planeta. Muitos já estão solicitando a seus pacientes que meçam sua concentração no corpo e façam sua reposição se assim for necessário.

Um dos achados mais reveladores – e que ajuda a sustentar a nova atitude dos médicos – surgiu de um trabalho de cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Eles sequenciaram o código genético humano para averiguar quais regiões do DNA apresentavam receptores para a vitamina. Receptores são uma espécie de fechadura química só aberta por chaves compatíveis – nesse caso, a vitamina D –, para liberar o acesso e a ação do composto à estrutura à qual pertencem.

O time de Oxford descobriu nada menos do que 2.776 pontos de ligação com receptores de vitamina D ao longo do genoma. “A pesquisa mostra de forma dramática a ampla influência que ela exerce sobre nossa saúde”, concluiu Andreas Heger, um dos coordenadores do trabalho, publicado pela revista “Genome Research”. Isso quer dizer que sua presença faz uma bela diferença na forma como trabalham os genes. “Todas as células mapeadas possuem receptores diretos da vitamina”, explica o dermatologista Danilo Finamor, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A outra comprovação inquestionável do poder abrangente da vitamina no corpo humano veio de uma ampla revisão de trabalhos científicos realizada pela Sociedade Americana de Endocrinologia cujo resultado foi divulgado há dois meses. “Ela age no coração, no cérebro e nos mecanismos de proliferação e inibição de células, entre outros sistemas”, disse à ISTOÉ o bioquímico Anthony Norman, professor da Universidade da Califórnia (EUA), um dos maiores estudiosos do tema e integrante do comitê responsável pela compilação de dados a respeito do assunto. “A vitamina D também atua nos músculos, que são as únicas estruturas capazes de dar mais estabilidade aos ossos”, diz o ortopedista André Pedrinelli, do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.

Muito do que se sabe a respeito dos novos benefícios da substância é referente à diabetes tipo 2, que hoje exibe proporções epidêmicas no mundo. Trabalhos demonstram que níveis baixos da substância estão relacionados a uma disfunção ligada à origem da doença chamada resistência à insulina. A insulina é o hormônio que permite a entrada, nas células, da glicose circulante no sangue. No caso da diabetes tipo 2, ela não consegue cumprir sua função corretamente e o resultado é o acúmulo de glicose na circulação sanguínea, o que caracteriza a enfermidade.

Uma das pesquisas a evidenciar a relação vitamina D-diabetes tipo 2 foi feita pelo cientista Micah Olson, da Universidade do Texas (EUA). Ele mediu os níveis da vitamina, de glicose e de insulina no sangue de 411 crianças obesas e 87 não obesas. “As obesas com níveis mais baixos do composto tinham maior grau de resistência à insulina”, disse. Em adultos, dá-se o mesmo. No mês passado, estudo publicado na revista “Diabetes Care” mostrou que pessoas com pequena quantidade da substância apresentavam 32 vezes mais resistência à insulina do que a média dos voluntários avaliados.

A informação do papel da vitamina no desenvolvimento da enfermidade mudou a conduta médica. A endocrinologista Maria Fernanda Barca, de São Paulo, membro da Sociedade Americana de Endocrinologia, por exemplo, é uma das que já indicam sua reposição, se for preciso. “Quando comecei a pedir dosagens, vi que cerca de 70% dos pacientes estavam com carência ou insuficiência da substância”, diz.

Também já existe um consenso científico de que, quanto mais obesa a pessoa, menos vitamina D ela apresenta. Não está claro, porém, se a obesidade por si só diminui a presença da vitamina no organismo ou se é o contrário. Mas, mesmo sem conhecer os mecanismos pelos quais a baixa concentração da substância contribui para o acúmulo de gordura, os médicos estão incluindo sua reposição na lista de estratégias mais recentes na briga contra a balança.

Só por ajudar no controle da diabetes e da obesidade – dois fatores de risco para doenças cardíacas –, a vitamina já poderia ser chamada de aliada do coração. No entanto, descobriu-se que ela combate também a hipertensão, bloqueando a ação de uma enzima envolvida na elevação da pressão arterial. “Por isso, pode ser dada como coadjuvante no tratamento da doença, se for comprovado seu déficit”, afirma Aluízio Carvalho, professor de nefrologia da Unifesp.

O sistema imunológico é outro beneficiado. “Ela atua como um modulador do sistema de defesa do corpo”, explica a endocrinologista Cláudia Cozer, de São Paulo, diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. A quantidade certa da vitamina permite que o corpo se defenda melhor, por exemplo, das gripes e resfriados de repetição. “Uma das células beneficiadas por ela são os linfócitos T, que agem sobre as células estranhas e infectadas por vírus”, diz o bioquímico Anthony Norman, da Universidade da Califórnia. Alguns pesquisadores sugerem que a substância pode reduzir a mortalidade por pneumonia entre pacientes internados e ter ação específica sobre o bacilo de Koch, o causador da tuberculose.

Até as complexas doenças autoimunes se revelam sensíveis à vitamina. Essas enfermidades são desencadeadas por uma disfunção do sistema de defesa que faz com que ele comece a atacar o próprio organismo. Se ataca proteínas localizadas nas articulações, deflagra a artrite reumatoide. Se forem células da pele, há vitiligo ou psoríase. Nesse campo, a substância também tem sido vista como uma esperança, inclusive para pacientes de esclerose múltipla, enfermidade autoimune que acomete células nervosas e leva à perda gradual dos movimentos. Já se sabe que o seu avanço é mais rápido em quem convive com níveis baixos da substância, conforme documentou um estudo da Universidade de Maastricht, na Holanda, a partir do acompanhamento de 267 pessoas com a doença.

Na Unifesp, mais de 800 portadores de esclerose múltipla estão recebendo doses do composto, sob responsabilidade do neurologista Cícero Galli Coimbra, um entusiasta do tratamento. “São doentes com déficit comprovado e resistência genética à vitamina”, explica o médico. “É uma terapia eficiente, que precisa ser divulgada”, diz Coimbra, criador do Instituto de Autoimunidade, voltado a esse tipo de tratamento.

Na mesma linha de intervenção segue a Universidade de Toronto, no Canadá. Pacientes com a enfermidade lá tratados apresentaram uma notável diminuição da perda de células nervosas. No entanto, o tratamento é considerado complementar e tem opositores. A terapia convencional da doença é feita com o medicamento interferon-beta, que modula o sistema imunológico.

A pesquisa das ligações do composto com o câncer é um campo dos mais desafiadores para os pesquisadores. Em junho, cientistas da Universidade da Carolina do Norte (EUA) anunciaram que pacientes com tumor de pâncreas com maior quantidade de receptores para a substância têm sobrevida maior do que os outros. Antes, eles já tinham sido encontrados pelos cientistas britânicos em áreas associadas à leucemia linfática crônica e câncer colorretal. Há também suspeita de que a vitamina regule genes ligados aos tumores de próstata e pesquisas mostrando doses deficientes em mulheres com câncer de mama. “Um estudo mostrou que o aumento de sua quantidade poderia impedir aproximadamente 58 mil novos casos de tumor de mama e 49 mil novos casos de câncer colorretal a cada ano”, disse à ISTOÉ a médica Archana Roy, da Clínica Mayo (EUA). “Mas outros trabalhos são necessários para esclarecer e comprovar essas relações”, pondera a endocrinologista Ana Hoff, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Embora seja chamada de vitamina, a substância é, na verdade, um pró-hormônio. Ou seja, dá origem a vários hormônios importantes para o corpo. É sintetizada a partir de uma fração do colesterol, transformada sob a ação dos raios ultravioleta B do sol. Ela também está presente em alimentos – principalmente peixes de água fria –, mas sua concentração neles é pequena e seria suficiente para fornecer apenas 20% das necessidades diárias.

É por essa razão que hoje os especialistas encontram-se preocupados. Ao mesmo tempo que fica cada vez mais clara sua importância para a saúde, o mundo enfrenta uma espécie de epidemia de déficit da substância. Segundo a Organização Mundial da Saúde, metade da população mundial tem menos vitamina D do que precisa. De acordo com a OMS, há insuficiência quando o exame de sangue indica uma concentração menor do que 30 ng/ml (nanogramas por mililitro de sangue). Valores abaixo de 10 ng/ml são classificados como insuficiência grave. Dosagens iguais ou superiores a 30 ng/ml estão na faixa da normalidade, cujo limite máximo é 100 ng/ml.

A enorme deficiência se deve principalmente à pouca exposição ao sol que as pessoas têm atualmente. Para que seja sintetizada na quantidade adequada, recomenda-se a exposição de partes do corpo (braços e pernas, por exemplo) entre 20 e 30 minutos ao sol diariamente, sem filtro solar. Ou, como orienta outra corrente, expor 15% da superfície da pele (equivale a dois braços) pelo menos três vezes por semana, com filtro solar. E, nesse caso, fazer complementação com suplementos receitados a partir da necessidade individual de cada um.

Essas são as orientações de forma geral. Isso porque as descobertas recentes estão produzindo mudanças nas recomendações das concentrações ideais de acordo com grupos específicos. No ano passado, por exemplo, os americanos elevaram esses valores para a população da terceira idade. Seguindo a tendência americana, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) decidiu aumentar as suas indicações para crianças e adolescentes. “É importante lembrar que, para crianças maiores, a suplementação só será necessária caso a criança não atinja a quantidade de vitamina D recomendada apenas com alimentação e luz solar”, diz Virginia Weffort, do Departamento de Nutrologia da SBP.

A cautela é realmente imprescindível. “Não se deve tomar vitamina D indiscriminadamente”, adverte o endocrinologista Sharon Admoni, do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês. Em dose excessiva, ela causa enjoo, desidratação, prisão de ventre e pode aumentar a quantidade de cálcio, elevando a pressão arterial. Pode também gerar pedras nos rins. “O ideal é que quem faz suplementação seja bem monitorado pelo seu médico e faça exames periódicos de sangue”, diz a médica Ana Hoff.  Dessa maneira, só haverá benefícios.

Vitamina D e Alzheimer – Vitamin D may reduce the risk of dominantly inherited Alzheimer’s disease

The New England Journal of Medicine

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Sobre Vitamina D, assista ao vídeo do Programa Sem Censura:

Vitamina D – Sem Censura – Dr. Cicero Galli Coimbra e Daniel Cunha

 

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Posted on July 25, 2012 by Dr William Grant

A recent paper in the New England Journal of Medicine reported on a number of biomarker and behavior changes in dominantly inherited Alzheimer’s disease, and proposed that treatment and prevention trials could incorporate these pathophysiological changes to gauge the likelihood of future clinical success.1 Some of the changes noted were reduced glucose metabolism in the brain, amyloid-beta deposition in the brain, and increased cognitive impairment.

 

Colleagues and I suggested in a published commentary on this paper that raising serum 25-hydroxyvitamin D [25(OH)D] concentrations might be able to prevent or slow the development of Alzheimer’s disease.2 The evidence is outlined here.

Two studies found vitamin D reduced amyloid-beta in the brain.3, 4 One paper found a beneficial role of vitamin D for glucose transport and utilization in the brain.5 A recent longitudinal study found a significant increase in global cognitive impairment for women with low vs. high serum 25(OH)D concentrations.6 A recent review discussed the evidence that vitamin D reduces the risk of cognitive impairment.7

Additional evidence that vitamin D reduces the risk of Alzheimer’s disease is given in several other papers.8, 9

Thus, higher serum 25(OH)D concentrations may reduce the risk of Alzheimer’s disease. Based on results from other studies, serum 25-hydroxyvitamin D concentrations should be above 40 ng/ml (100 nmol/l) for optimal health.10

References:

1.Bateman RJ, Xiong C, Benzinger TL, et al. Clinical and Biomarker Changes in Dominantly Inherited Alzheimer’s Disease. N Engl J Med. 2012; DOI: 10.1056/NEJMoa1202753

2. Grant WB, Mascitelli L, Goldstein MR. Vitamin D may reduce the risk of dominantly inherited Alzheimer’s disease. NEJM. http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1202753#t=comments

3. Yu J, Gattoni-Celli M, Zhu H, et al. Vitamin D3-enriched diet correlates with a decrease of amyloid plaques in the brain of AβPP transgenic mice. J Alzheimers Dis. 2011;25:295-307.

4. Mizwicki MT, Menegaz D, Zhang J, et al. Genomic and nongenomic signaling induced by 1α,25(OH)2-vitamin D3 promotes the recovery of amyloid-β phagocytosis by Alzheimer’s disease macrophages. J Alzheimers Dis. 2012;29:51-62.

5. Kumar PT, Antony S, Nandhu MS, et al. Vitamin D3 restores altered cholinergic and insulin receptor expression in the cerebral cortex and muscarinic M3 receptor expression in pancreatic islets of streptozotocin induced diabetic rats. J Nutr Biochem. 2011;22:418-25.

6. Slinin Y, Paudel M, Taylor BC, et al. Association Between Serum 25(OH) Vitamin D and the Risk of Cognitive Decline in Older Women. J Gerontol A Biol Sci Med Sci. 2012 Mar 27. [Epub ahead of print]

7. Soni M, Kos K, Lang IA, et al. Vitamin D and cognitive function. Scand J Clin Lab Invest Suppl. 2012 Apr;243:79-82.

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About Dr William Grant
Dr. William Grant is an epidemiologist and founder of the nonprofit organization Sunlight, Nutrition and Health Research Center (SUNARC). He has written over 140 peer-reviewed articles and editorials on vitamin D and health. Dr. Grant is the Science Director of the Vitamin D Council and also serves on their Board. He holds a Ph.D. in Physics from UC Berkeley.

Fonte: http://blog.vitamindcouncil.org/2012/07/25/vitamin-d-may-reduce-the-risk-of-dominantly-inherited-alzheimers-disease/

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