Genética influi pouco em doenças autoimunes

English: Angelina Jolie at the Cannes film fes...

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Luis Ricardo Goulart Filho, o estudo ajuda a esclarecer suspeitas que sempre existiam na área médica. “Existem doenças, como o diabetes, que conseguimos identificar o gene responsável pelo desencadeamento dela, mas muitas outras enfermidades dessa magnitude são causadas por fatores externos. Como esse estudo mostra, seria bastante complicado definir os agentes só no DNA da pessoa”, destaca o pesquisador. O geneticista diz ainda que as pessoas com um gene relacionado a alguma doença podem não desenvolvê-la. “Podemos usar como exemplo o caso da Angelina Jolie, que tinha cerca de 80% de chances de ter câncer de mama. Isso significa que 20% (de pacientes como ela) não desenvolvem. Por isso, não podemos generalizar e dizer que a hereditariedade seria a principal causa. Temos fatores, como o estresse e a poluição, que podem fazer diferença”, destaca.

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Cientistas da Universidade Queen Mary, de Londres, realizaram o sequenciamento genético de mais de 40 milpessoas

Em um estudo publicado na revista Nature, pesquisadores ingleses fizeram um mapeamento genético de grandes proporções em busca de indícios que ligassem a origem das doenças autoimunes a fatores genéticos. O objetivo da equipe era encontrar uma maneira de combater essas enfermidades em sua formação inicial, mas o resultado mostrou que o enfoque nos genes pode não ser muito efetivo, pois outros importantes fatores parecem estar por trás do desencadeamento desses males.

Os cientistas da Universidade Queen Mary, de Londres, realizaram o sequenciamento genético de mais de 40 mil pessoas. A investigação usou como base seis quadros autoimunes: doenças da tireoide, doença celíaca, doença de Crohn (enfermidade crônica inflamatória intestinal), psoríase, esclerose múltipla e diabetes tipo 1. O mapeamento dos participantes foi dividido em dois grupos, sendo que 24.892 voluntários tinham algum desses males, e 17.019 eram saudáveis. Ao analisar os genes dos dois conjuntos de indivíduos e compará-los, os estudiosos perceberam que o fator genético das doenças é pequeno (na ordem de 3%). Logo, outros fatores seriam grandes responsáveis por esse tipo de condição.

De acordo com David Van Heel, professor de genética gastrointestinal de Queen Mary e líder do estudo, os genes que foram identificados não são suficientes para que um tratamento mais eficaz possa ser desenvolvido. “Para cada doença, deve haver centenas de fatores, e o risco genético é provavelmente herdado de um grande número de variantes de ambos os genitores. Se for esse o caso, talvez seja possível prever com exatidão as chances de um indivíduo desenvolver doenças autoimunes. Entretanto, os resultados não fornecem informações essenciais sobre a base biológica dessas condições e sobre as vias envolvidas”, destaca o pesquisador no trabalho.

Para o geneticista da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Luis Ricardo Goulart Filho, o estudo ajuda a esclarecer suspeitas que sempre existiam na área médica. “Existem doenças, como o diabetes, que conseguimos identificar o gene responsável pelo desencadeamento dela, mas muitas outras enfermidades dessa magnitude são causadas por fatores externos. Como esse estudo mostra, seria bastante complicado definir os agentes só no DNA da pessoa”, destaca o pesquisador. O geneticista diz ainda que as pessoas com um gene relacionado a alguma doença podem não desenvolvê-la. “Podemos usar como exemplo o caso da Angelina Jolie, que tinha cerca de 80% de chances de ter câncer de mama. Isso significa que 20% (de pacientes como ela) não desenvolvem. Por isso, não podemos generalizar e dizer que a hereditariedade seria a principal causa. Temos fatores, como o estresse e a poluição, que podem fazer diferença”, destaca. (VS)

 

Fogo amigo
Doenças autoimunes são quadros que ocorrem quando o sistema imunológico ataca e destrói os tecidos saudáveis do corpo, como se fosse incapaz de distinguir o que é prejudicial e o que faz parte do próprio organismo. Existem mais de 80 tipos dessas enfermidades.

http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/05/23/noticia_saudeplena,143471/genetica-influi-pouco-em-doencas-autoimunes.shtml

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Psiquiatras ampliam definição de doenças para aumentar mercado – O normal como aberração

“Nós estamos no processo de transformar a doença na norma, onde o normal se torna a exceção. Se isso continuar, vamos finalmente ver aquilo que consideramos normal colocado no que eu chamo de passarela mental,” diz o pesquisador, referindo-se aos inatingíveis modelos de beleza divulgados nas passarelas da moda.”

“Estamos no processo de criar pessoas que são incapazes de viver a vida,”

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Baseado em artigo de Kim Andreassen

O que é normal e o que é anormal

Quando os limiares de diagnóstico são reduzidos, ser normal acaba sendo tão inalcançável quanto tentar se parecer com as supermodelos nas passarelas.

O Dr. Lars Fredrik Svendsen, da Universidade de Bergen, na Noruega, é mais um que se junta ao enorme grande coro de protestos contra a ampliação do manual de diagnósticos mentais da Associação Psiquiátrica Americana (DSM).

As edições do manual de diagnósticos da DSM são criticadas por baixarem constantemente os limiares de qualificação para um diagnóstico psiquiátrico.

Essas normas são usadas como referência na maioria dos outros países.

Quando os psiquiatras redefinem o que é normal e o que é anormal não se trata de algo restrito aos consultórios.

Segundo o Dr. Svendsen, isso tem significado cultural muito amplo, já que a redução constante dos limiares de diagnóstico tem a ver com como os seres humanos se veem.

“Nós estamos no processo de transformar a doença na norma, onde o normal se torna a exceção. Se isso continuar, vamos finalmente ver aquilo que consideramos normal colocado no que eu chamo de passarela mental,” diz o pesquisador, referindo-se aos inatingíveis modelos de beleza divulgados nas passarelas da moda.

apsiquiatria

Normal como aberração

“Exatamente como as supermodelos nas passarelas, corremos o risco de ver o normal como uma aberração, tornando-se algo além do que é humanamente possível,” diz o pesquisador.

Na prática, isso pode significar que mais pessoas se desviem da norma e que mais pessoas vão querer se submeter a tratamentos médicos simplesmente para se aproximar de alguma aparência de normalidade.

Isso não é muito diferente da maneira como corpos perfeitos estão sendo manipulados digitalmente por computador nas revistas de estilo de vida.

“Os manuais de diagnóstico têm um monte de influência, criando diagnósticos biologicamente determinados,” diz Svendsen. “Esses manuais moldam nossas vidas de uma forma sem precedentes.”

Paradoxalmente, eles são cada vez menos tolerante a desvios, ao mesmo tempo que muitos mais de nós são considerados “desviantes” do padrão normal.

“Eu acredito que há uma boa razão para discutirmos se os critérios que usamos para estabelecer o que é normal e anormal são razoáveis,” observa ele.

Ligeiramente menos anormal

O novo manual, chamado DSM-5, que está previsto para publicação em 2013,  não vai apenas permitir diagnosticar novas doenças, mas também vai baixar os sintomas que caracterizam o que se chama de “doenças mentais”, criando “sublimites”.

Se um paciente atingir os novos critérios necessários para um diagnóstico, ele não vai necessariamente chegar ao limiar patológico – em vez disso, ele será considerado apenas um pouco menos anormal.

Uma proposta que está sendo fortemente questionada é o diagnóstico conhecido como “síndrome do risco de psicose“.

A ideia por trás desse diagnóstico é identificar as pessoas que podem estar desenvolvendo esquizofrenia, para que o paciente possa receber tratamento em uma idade mais jovem.

Até mesmo Allen Frances, presidente do comitê que deu origem à força-tarefa que está elaborando o DSM-5, afirmou que isso poderia facilmente se transformar em uma “mina de ouro para a indústria farmacêutica, mas a um custo enorme para os novos pacientes falso-positivos, capturados na rede excessivamente larga do DSM-5”.

Luto vira doença

Muitos críticos dos manuais de diagnóstico acreditam que várias características humanas gerais tornaram-se patologizadas – um fenômeno conhecido como medicalização – ao longo dos últimos anos.

Por exemplo, na proposta apresentada pelo DSM-5, argumenta-se que a dor pós-morte – o luto – se qualifica como um sintoma incondicional de depressão.

“Tornou-se muito fácil ser diagnosticado com depressão,” argumenta Svendsen. “É preciso lembrar que a depressão é classificada como uma de nossas doenças mais graves pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e é considerada tão debilitante quanto a cegueira ou a síndrome de Down.”

“Estamos no processo de criar pessoas que são incapazes de viver a vida,” acrescenta ele.

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Os abusos da indústria farmacêutica. Meio de controle social? Qual o papel dos médicos?

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Por Martha Rosenberg, no Alternet | Tradução: Gabriela Leite

Expensive medicine

Está chegando ao fim, para a indústria farmacêutica mundial, a farra de lucros com alguns dos medicamentos mais vendidos. Nos Estados Unidos, expiraram as patentes de comprimidos como Lipitor, Seroquel, Zyprexa, Singulaire Concerta. Mas não se preocupe, Wall Street. A indústria farmacêutica não vai desapontar suas expectativas de ganhos só porque pouca ou nenhuma droga nova está surgindo e porque falhou na sua razão mesma de existir. Eis aqui seis novas iniciativas do marketing farmacêutico que vão garantir que as expectativas dos investidores continuem altas, par-e-passo com as mensalidades dos seguros-saúde. O segredo? Reciclar drogas antigas e descreditadas e explorar o marketing de doenças para vender algumas poucas novas drogas.

1. Repainando a Ritalina

Agora que a indústria farmacêutica foi bem sucedida ao conseguir que cinco milhões de crianças e de quatro a oito milhoes de adultos fossem diagnosticados com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), está procurando novos mercados para as drogas. Um novo uso da Ritalina (metilfenidato), a avó das drogas para TDAH, poderia ser para tratar transtornos alimentares. Pesquisadores dizem que uma mulher que sofreu de bulimia nervosa, transtorno bipolar I, dependência de cocaína e álcool, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e transtorno do pânico, “conseguiu uma remissão sustentada (por mais de um ano)” quando o metilfenidato foi adicionado à sua lista de remédios.

Mas também existem as grávidas. Um novo artigo sugere que tirar o metilfenidato durante a gravidez de uma mulher pode “representar risco significativo”e que, “em todos os casos, as crianças se desenvolveram normalmente e nenhum efeito adverso foi relatado,” apesar de terem sido expostas no útero. Sim, crianças podem receber medicamentos para TDAH na mais tenra idade: ainda como fetos.

A indústria farmacêutica também está de olho nos idosos, como um novo mercado para as drogas que tratam TDAH. O metilfenidato pode “melhorar a função da caminhada nos mais velhos”, escreveram pesquisadoresrecentemente. E uma grande clínica patrocinada pela Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg está a caminhode descobrir se o metilfenidato pode reduzir a apatia em pacientes com Alzheimer. É claro que muitos pacientes com esse mal não têm apatia, mas agitação e agressividade; estes serão excluídos.

2) Reposição hormonal masculina

Mulheres acima de 40 anos devem sentir um élan de justiça médica, diante do novo impulso para o tratamento do “Baixo T” nos homens, uma “doença” recente que agora está sendo agressivamente comercializada, incentivando a reposição de testosterona. Por mais de 50 anos, as publicações médicas foram implacáveis em dizer às mulheres que elas estavam “sobrevivendo aos seus ovários” (frase de propaganda real) e que a única esperança para manter a aparência, o marido e a sanidade era a reposição hormonal. Agora, são os homens que estão ouvindo que a decaída no desempenho sexual e na energia, perda de massa muscular e ganho de peso os colocam na mesma posição. A lacuna em ambas campanhas de marketing é o fato de que pessoas não ficam velhas porque perdem hormônios; elas perdem hormônios porque estão ficando velhas.

Muitos produtos de reposição de testosterona têm sido aprovados pela FDA[Food and Drug Administration, agência reguladora da indústria farmacêutica nos Estados Unidos]: pílulas, injeções e adesivos a géis e soluções para uso tópico. Em novembro, foi aprovado o primeiro produto de reposição de testosterona feito para ser aplicado nas axilas, como um desodorante.

Os produtos de TRH (terapia de reposição hormonal) masculinos também implicam riscos. Eles podem agravar problemas benignos de próstata, causar falha do coração, apneia, toxidade hepática e possivelmente estimular o câncer de próstata, apesar de este permanecer como um risco teórico. Testosterona injetada tem sido associada a embolias e reações alérgicas extremas (anafilaxia), sendo que ambas podem ser fatais. Homens que tomam Propeciacontra a perda de cabelo podem especialmente desenvolver baixa testosterona, o que pode não ser reversível, pois reduz-se uma enzima envolvida na síntese do hormônio.

3) Tratar dependentes de álcool e drogas como doentes mentais que precisam de vacinas

Uma das poucas coisas boas no alcoolismo e na adição às drogas é que eles podem ser tratados de graça. Programas de doze passos como o dos Alcoólicos Anônimos utilizam grupos de apoio em vez de drogas, pessoal treinado ou seguro-saúde – e funciona. Não surpreende que as milhões de pessoas que se recuperam sem a ajuda da indústria farmacêutica sejam o seu mais recente alvo, na tentativa de alavancar receitas. Cada vez mais, as corporações estão pressionando clínicas de reabilitação e médicos a imputar diagnósticos de doença mental a pacientes em recuperação, para vender medicamentos caros.

Pior, Nora Volkow, a chefe do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos, está conduzindo experimentos cruéis em primatas na tentativa de desenvolver uma vacina para alcoolismo ou dependência. Existe algum alcoólico ou viciado no mundo que tomaria uma dessas vacinas? Ela não sabe que bebidas e drogas são divertidas (até determinado momento…) e que ninguém quer parar com elas antes da festa acabar? Ela não sabe que quando beber e usar drogas deixa de ser divertido, uma coisa chamada negação se abate e os aditos novamente não vão tomar sua vacina?

Essas vacinas para vícios serão vendidas a pessoas “em risco” de dependência com base em seu histórico familiar e varreduras de seu cérebros, o que soa um pouco, digamos, não-voluntário. E a comercialização de tratamentos precoces agressivos para doenças que pessoas nem têm ainda (“pré-osteoporose”, “pré-diabetes”, “pré-asma” e “pré-doenças mentais”) é um modelo de negócio infalível para a indústria farmacêutica porque as pessoas nunca saberão sequer se vão precisar dessas drogas – ou se precisam agora.

4) Patologizar a insônia

A insônia tem sido uma mina de ouro para a indústria dos medicamentos. Para encher os bolsos no mercado da insônia, as corporações criaram subcategorias para o problema – crônica, aguda, transitória, de início retardado e no meio-da-noite, assim como o despertar cansado. Sua insônia é tão única quanto você! Tampouco é coincidência que as medicações para “manter acordado” causem insônia e que as drogas para insônia, em razão da ressaca, criem o mercado das drogas para manter acordado.

Agora a indústria está anunciando que a insônia é na verdade um fator de “risco” para a depressão e que “tratar a insônia pode ajudar a tratar a depressão”. O novo Manual de Diagnósticos e Estatística (DSM-5 [Diagnostic and Statistical Manual]) da Associação Norte-Americana de Psiquiatria que saiu em maio  também acaba de patologizar o sono. Considerada a bíblia dos tratamentos com drogas psiquiátricas, a última versão do DSM trouxe uma revisão do modo como a insônia é diagnosticada e classificada. “Se o distúrbio do sono é persistente e prejudica o funcionamento do corpo ao longo do dia, ele deve ser reconhecido e tratado”, escrevem os autores em um artigo na edição de dezembro da Journal of Clinical Psychiatry [Revista de Psiquiatria Clínica].

5) “Vender” doenças imunológicas crônicas

A artrite reumatóide, artrite psoriática, a espondilite anquilosante e a psoríase em placas são transtornos raros, mas você não saberia disso pelos últimos esforços da indústria farmacêutica. Suas condições autoimunes são cada vez mais tratadas com medicamentos frutos de engenharia genética injetáveis como Humira, Remicide, Enbrele Cimzia, que dão às corporações 20 mil dólares por ano por paciente. Não causa espanto que uma recente campanha publicitária tente convencer as pessoas com dores nas costas “que nunca passam” de que elas realmente têm espondilite anquilosante. Não espanta que a propaganda da “AR” (artrite reumatóide) esteja por todos os lugares e as de remédios para psoríase em placas prometam “pele mais clara”como se fossem cremes de beleza. Em Chicago (EUA), propagandas de drogas caras e injetáveis apareceram em jornais de universidades, como se fossem para a população em geral, não para pessoas com doenças incomuns.

Como tais drogas, chamadas de inibidoras de TNF, suprimem o sistema imunológico, elas atraem super infecções bactericidas e fúnguicas, herpes e cânceres raros, estes principalmente em crianças. Eles estão conectados com o crescimento de hospitalizações, reações alérgicas extremas e eventos cardiovasculares, tudo o que a indústria farmacêutica tenta minimizar. Bloqueadores de TNF também são vendidos para o enfraquecimento dos ossos e asma, condições que iriam raramente garantir seus riscos.  Xolair, vendido para asma apesar dos avisos da FDA, recentemente foi muito falado como um grande tratamento para a coceira crônica.

6) A reciclagem do Neurontin

A apreensão da droga Neurontin (gabapentin) não foi o melhor momento da indústria de medicamentos. Uma repartição da Pfizer Inc. foi declarada culpada,em 2008, por promover o remédio para o transtorno bipolar, dores, enxaquecas e para afastar as drogas e o álcool, quando tinha sido aprovado apenas para neuralgia pós-herpética, epilepsia e dor causada por herpes zoster. A multa foi de 430 milhões de dólares. Ops. A Pfizer realmente promoveu os usos ilegais enquanto estava sob inquérito por atividades ilegais relacionadas ao Lipitor; e mais tarde promoveu usos ilegais para uma droga similar, a Lyrica, enquanto estava sob o acordo relacionado ao Neurontin! Ela parece, de fato, incorrigível.

Para vender Neurontin, a Parke-Davis, da Pfizer, lançou um elaborado “plano de publicação”, cujo objetivo era conseguir peças de marketing disfarçadas de ciência, em revistas médicas. Em apenas três anos, a Parke-Davis colocou 13 artigos escritos por fantasmas em publicações de medicina, promovendo usos que estão fora da bula para o Neurontin. Isso incluiu um suplemento no prestigioso Cleveland Clinic Journal of Medicine (Revista Clínica de Medicina de Cleveland, tradução livre), que a empresa transformou em 43 mil reimpressões disseminadas por seus representantes. “Veja, doutor, dizem aqui que…”

E há ainda mais duplicidade. Em 2011, três anos antes do acordo de 430 milhões de dólares, a tentativa da Pfizer chamada STEPS (“Study of Neurontin: Titrate to Effect, Profile of Safety” — “Estudo da Neurontin: dosagem efetiva, perfil de segurança”, tradução livre) foi denunciado por também ser publicidade, e não um estudo científico; era uma ferramenta de vendas criadas para inspirar os 772 investigadores que participavam do experimento a prescrever o Neurontin.

Recentemente, os novos usos do remédio para tosse crônica, menopausa e insônia estão aparecendo na literatura científica. Por que ninguém parece acreditar neles?

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Publicado em A Mentira na Medicina, Biodireito, Biotecnologia, Brasil, Depressão, Doenças autoimunes, Idoso, Indústria Farmacêutica, Medicina, Medicina Preventiva, Ministério da Saúde, Notícias, Saúde Pública, Vitamina D. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . 1 Comment »

Falta de luz solar piora estado de pessoas com depressão. Falta do hormônio-vitamina D

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Agência FAPESP

Escuridão e depressão

A falta de luz solar está ligada à redução de funções cognitivas entre pessoas com depressão, aponta um novo estudo publicado na revista Environmental Health.

O trabalho foi feito por pesquisadores da Universidade do Alabama e da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, que usaram dados de satélites para medir a exposição à luz do Sol pelo território do país e relacionar as informações com a prevalência de problemas cognitivos em indivíduos com depressão.

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Foram utilizados dados de 14.474 pessoas, avaliadas em um levantamento feito com apoio dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) do país. “Observamos que entre os participantes com depressão a baixa exposição à luz estava associada com uma probabilidade mais elevada de prejuízo cognitivo”, disse Shia Kent, da Universidade do Alabama, primeiro autor do estudo.

Clima afeta a saúde

A associação não foi verificada entre os participantes do estudo que não tinham depressão.

“Essa relação continuou significativa após os ajustes feitos para as diferentes estações do ano. Essa descoberta de que o clima pode não apenas afetar o humor, mas também a cognição tem implicações importantes para o tratamento da depressão, particularmente para os distúrbios afetivos sazonais”, destacou.

Segundo os autores do estudo, os mecanismos psicológicos ligados à depressão sazonal também podem estar envolvidos no efeito da luz solar na função cognitiva no contexto dos sintomas depressivos.

Teste das funções cognitivas

Na pesquisa, a função cognitiva foi avaliada por meio de testes de memória de curto prazo e da orientação temporal. Assim com atua na regulação dos hormônios serotonina e melatonina, a luz também afeta o fluxo de sangue no cérebro, que, por sua vez, está relacionado a funções cognitivas.

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Maioria dos depressivos não sabe que tem a doença, que pode levar à morte

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[ há dois textos nesta postagem. Este assunto tem relação com o que se informa na página:  

https://www.facebook.com/VitaminaD.HormonioVital?fref=ts  

– A vitamina D não é uma “vitamina”. Seu produto metabólico, calcitriol , é realmente um hormônio seco esteróide que é a chave que abre pontos de ligação do genoma humano. O genoma humano contém mais de 2.700 sítios de ligação para o calcitriol, que estão perto dos genes envolvidos em PRATICAMENTE TODAS AS DOENÇAS importantes conhecidas dos seres humanos.  ]

 

Apoio da família é muito importante para a melhora do paciente. Veja como identificar os sintomas

por Marianna Feiteiro

A depressão sempre existiu na vida humana, mas nem sempre foi reconhecida como uma doença. Até hoje, muitos pacientes não recebem o tratamento adequado por ignorarem os sintomas ou simplesmente não saberem identificá-los. Um estudo feito a nível global apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que, no Brasil, apenas 37% dos depressivos graves recebem algum tipo de tratamento, e que a maioria nem sabia da sua própria condição.

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Leia também:
Diagnóstico para depressão
Tristeza X depressão
Café ajuda a evitar a depressão

O psiquiatra Dr. Fernando Portela, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria, explica que existem dois tipos de depressão. A primeira é a reativa, que se manifesta devido a algum evento na vida do indivíduo que o deixou daquele jeito, como a  perda  de um  ente querido ou de um emprego importante, e que eventualmente some de forma natural. O outro tipo é a doença em si, que não tem causa aparente e não necessariamente é desencadeada por um acontecimento triste. É uma condição pré-existente no indivíduo, que se diferencia da melancolia por ser um quadro prolongado e que independe da iniciativa do paciente. “O melancólico sabe que algo está errado e procura fazer alguma coisa para melhorar. A pessoa depressiva é tomada, é engolida pela doença”, define o psiquiatra.

O especialista descreve a depressão como um estado que dura pelo menos duas semanas em que o paciente perde o interesse nas coisas que anteriormente fazia. “O indivíduo se sente ansioso, pode apresentar perda de apetite ou fome maior do que o normal, perda do interesse sexual que antes tinha e dificuldade com o sono, passando a acordar muito cedo. Ele começa a se amofinar, não consegue sair desse estado e isso o deixa angustiado e preocupado”, descreve o especialista. “Nos casos mais agravados, o sujeito não sai mais de casa, acorda com dificuldade, o dia para ele é sombrio, e o grau de angústia chega a tal ponto que ele pode chegar ao suicídio”, completa.

Existem outras formas nas quais a doença pode se manifestar. Além da depressão menor e maior, descritas acima, existe também a distimia, condição em que o paciente se mostra constantemente irritado, sentindo-se insatisfeito com tudo, mostra baixo rendimento no trabalho e permanece em um estado de inquietude e insatisfação. Sua autoestima fica muito baixa, pois sente que não consegue trabalhar direito, nem satisfazer a família ou os amigos, e também apresenta falta de interesse em geral. A distimia só é diagnosticada quando o paciente apresenta os sintomas por, no mínimo, dois anos.

Outra variação da doença, que o Dr. Fernando descreve como sendo muito grave, é o transtorno bipolar, caracterizado pela mudança abrupta de humor. “Em um momento a pessoa está eufórica, falante, e no próximo cai em uma depressão profunda: não toma banho, não se cuida, não sai mais de casa e pode, inclusive, cometer suicídio”, descreve.

A depressão pode até causar dores físicas, como a lombar, articulares, enxaqueca, entre outras. Segundo o psiquiatra, as causas dessas reações ainda são um grande enigma, mas é possível que fatores imunológicos tenham participação.

O tratamento muitas vezes é acompanhado de visitas ao psicoterapeuta, mas o fundamental é a medicação, que, segundo Dr. Fernando, é a responsável por tirar o paciente da depressão. “O ponto mais importante é que o médico oriente o paciente sobre o que está acontecendo e deixe muito claro que o tratamento será longo. O antidepressivo não age da noite para o dia, geralmente leva de 15 dias a um mês para fazer efeito e o paciente se sentir bem. Mas o tratamento não acaba aí, pode se prolongar por meses, anos ou pela vida toda. O medicamento deve ser mantido até que os neurotransmissores sejam equilibrados”, explica. “O grande problema é quando o paciente abandona o tratamento antes de ficar estabilizado porque pensa que já está bem. Toda vez que ele tem uma recaída, é mais difícil de tratar”, alerta.

Força de vontade 
Segundo Dr. Fernando, a “falta de força de vontade” é uma invenção de pessoas que ainda enxergam a depressão com preconceito e não a reconhecem como doença. “Isso só faz com que o depressivo sofra mais. Ele luta internamente para sair daquela situação, mas não consegue”, explica.

Ele explica que a participação da família é fundamental no diagnóstico e tratamento da doença. “Pode acontecer de a pessoa negar que está doente e se recusar a buscar ajuda médica. A família deve apoiá-la e oferecer ajuda, mas nunca abandoná-la. O deprimido não pode ficar sozinho, ele tem que se sentir apoiado, assistido, isso facilita bastante a evolução da doença”, orienta Dr. Fernando, que também recomenda o engajamento em atividades sociais ou mesmo voluntárias para que o paciente desenvolva os sentimentos de obrigação e compromisso.

Fique atento aos sinais
Segundo a OMS, a pessoa que apresenta ao menos cinco dos seguintes sintomas é considerada depressiva:

Alteração do apetite

Alteração do sono

Desinteresse geral

Desinteresse sexual

Dificuldade de concentração

Baixa autoestima

Pensamentos relacionados à morte

Ansiedade com movimentos repetitivos (mexer constantemente as pernas, mãos, cabeça, etc.)

Paralisia geral (por exemplo, ficar na cama por dias)

Sentimento permanente de culpa e inutilidade

Fadiga ou perda de energia, diariamente

Alteração de peso não intencional

Fonte: http://www.bolsademulher.com/saude-mulher/maioria-dos-depressivos-nao-sabe-que-tem-a-doenca-que-pode-levar-a-morte/

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Segundo texto:

“Depressão é um problema de saúde pública significativo”

Estudo avalia prevalência da doença em todo o mundo

As depressões podem ser devastadores e afectar a capacidade de trabalho ou de iniciar relacionamentos, por exemplo, sendo que as mais graves podem levar ao suicídio e são responsáveis por 850 mil mortes todos os anos.

Num novo estudo publicado no jornal BMC Medicine, da iniciativa da World Health Organization – World Mental Health (WMH), investigadores de 20 centros colaboraram na investigação da prevalência da depressão em todo o mundo, comparando as condições sociais com a depressão em 18 países.

A partir de entrevistas detalhadas a mais de 89 mil pessoas, os resultados mostram que 15 por cento da população dos países ricos (comparada com 11 por cento da população de países com rendimento médio ou baixo) podem vir a desenvolver uma depressão durante o período de vida, e que 5,5 por cento tinham tido uma depressão no ano anterior.

Pessoas com episódios graves de depressão (que apresentam tristeza, perda de interesse e prazer, sentimentos de culpa e falta de auto-estima, perda de apetite ou dificuldade em dormir, falta de energia e concentração) são elevadas nos países ricos (28 por cento), especialmente em França, na Holanda e nos EUA.
Alguns aspectos da doença parecem ser comuns entre as culturas – as mulheres têm mais tendência para sofrer uma depressão do que os homens, sendo que a perda do companheiro, morte, divórcio e separação os factores que mais contribuem para este cenário.Evelyn Bromet, investigadora da State University of New York at Stony Brook, nos EUA, e primeira autora do artigo, explicou que “este é o primeiro estudo a usar um método estandardizado para comparar depressão e episódios graves da doença em diferentes países e culturas”.

Segundo a investigadora, mostrou-se que “a depressão é um problema de saúde pública significativo e deve ser uma preocupação em todo o mundo. Perceber os padrões que causam depressão, como as condições sociais, pode ajudar em iniciativas globais para reduzir o impacto desta doença em indivíduos e na sociedade.”

Fonte:  http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=50248&op=all

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A vitamina D é na realidade um hormônio: o mais potente hormônio da saúde para o organismo humano.

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Em mais de cem anos de civilização com o maior desenvolvimento tecnológico já visto na história, mais de cem anos de completa estagnação da medicina na prevenção e tratamento das doenças autoimunes: o supermercado das doenças.

É uma TRAGÉDIA o que os DERMATOLOGISTAS e a INDÚSTRIA DOS PROTETORES SOLARES desenvolveram com o trabalho de aterrorizar as pessoas para a exposição solar. Eles fizeram de tudo para recomendar para todos evitarem a exposição solar o máximo possível.  Nunca questionamos seus reais interesses.

Todo este trabalho devastador, combinado com o ESTILO DE VIDA em que passamos a maior parte do tempo dentro de ambientes fechados, durante o trabalho e o tempo de lazer, causa um prejuízo à saúde humana sem precedentes e em grau ascendente.

Enquanto isso, no meio médico em geral, reina soberana a omissão e o silêncio de forma generalizada, com RARAS EXCEÇÕES de médicos que assumem dizer a verdade para seus pacientes. Esta combinação contribui para o maior crescimento da DEFICIÊNCIA da Vitamina D, que constata-se hoje em dia, e o CONSEQUENTE aumento exponencial de doenças graves e supostamente incuráveis, que são OBJETIVOS dos interesses da Medicina que se consolidou nos EUA na década de 50 do século passado, QUANDO ela passou a ser um MERO NEGÓCIO e, necessariamente, irmã gêmea da INDÚSTRIA FARMACÊUTICA alopata para realizar o sonho de fortuna e poder de ambos.  

Como tem estreita relação com este assunto, assinalamos de passagem que, na Segunda Guerra Mundial, ensinam que EUA e Alemanha Nazista eram inimigos. Sob o ponto de vista de confronto bélico isto não está errado, mas sob o ponto de vista das vistas grossas para cruéis experimentações médicas com seres humanos, eles já eram aliados e continuaram aliados. A indústria farmacêutica estava acima do confronto bélico e agia nos dois lados com os mesmos resultados.

Esta MEDICINA MERCANTILISTA ALOPATA pós Segunda Guerra, logo conquistou o mundo e o domina por inteiro até os dias presentes.  Se uma pessoa pensar que elegeu um governo em seu país, ela está errada:  QUEM manda nestes governos é o maior empreendimento de negócios já desenvolvido no mundo até hoje, o ideal por excelência e REALIZADO da indústria farmacêutica alopata.

Como a luz solar e a natureza não podem ser patenteadas, SOMENTE quando houvesse neles o que pudesse ser sintetizado e patenteado, é que entrariam no mercado médico farmacêutico e, AINDA ASSIM, restrito pelas agências reguladoras de remédios e nas prescrições médicas, em subdosagens que mantivessem dependência destes mercados.

Há 30.000 genes no corpo humano e o hormônio-vitamina D está vinculado a mais de 2.000 deles. Esta é uma das razões primárias que causa tantas doenças evitáveis e, hoje, tratáveis com baixíssimo custo mensal em contrate com o império das terapias de alto custo mensal e não poucas vezes de alta complexidade, que além de tudo isso, são estas últimas elas próprias causas adicionais do agravamento destas doenças e também da causa de outras que inexistiam.  A terapia alopata desta medicina mercantilizada passou a ser sinônimo de mais doenças e mais mortes desnecessárias.

Hipoteticamente, se alguma outra civilização, após o desaparecimento da nossa, investigasse como vivíamos, eles não teriam como não procurar a resposta de porque nós nos tornamos a civilização mais dependente que já houve de medicação alopata.

A maioria entre nós prefere viver sem tomar conhecimento destes fatos, que vão determinar como adoecerão e como morrerão, mesmo não sendo por causas naturais, visto que de natural a frágil aparência é suficiente.  Por isso, a INFORMAÇÃO e sua promoção constante são os únicos recursos com o qual podemos contar para amenizar o que se descreveu.  

Celso Galli Coimbra – OABRS 11352

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A vitamina D  não é uma “vitamina”.   Seu produto metabólico, calcitriol , é realmente um hormônio seco esteróide que é a chave que abre pontos de ligação do genoma humano.  O genoma humano contém mais de 2.700 sítios de ligação para o calcitriol, que estão perto dos genes envolvidos em praticamente todas as doenças importantes conhecidas dos seres humanos.

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A falta deste hormônio é indissociável do câncer, assim como doenças cardíacas, derrame, hipertensão, doenças auto-imunes, diabetes, depressão, dor crônica, osteoartrite, osteoporose, fraqueza muscular, perda de massa muscular, defeitos congênitos, doença periodontal, e muitas outras.

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hormonio

A vitamina D é na realidade um hormônio, o mais potente hormônio do organismo humano.

Estudos recentes, vêm provar cada vez mais, o importante papel que a vitamina D desempenha no nosso organismo.   Tecnicamente não é uma “vitamina”.   Seu produto metabólico, calcitriol , é realmente um hormônio seco esteróide que é a chave que abre pontos de ligação do genoma humano. O genoma humano contém mais de 2.700 sítios de ligação para o calcitriol, que estão perto dos genes envolvidos em praticamente todas as doenças importantes conhecidas dos seres humanos.   A vitamina D tem uma bioquímica significativa do cérebro. Receptores Nucleares para a vitamina D existem no cérebro e vitamina D está envolvida na biossíntese de fatores neurotróficos, síntese de óxido nítrico e aumento nos níveis de glutationa,  sugerindo um importante papel da vitamina D na função cerebral. Os dados em animais indicam que a tirosina hidroxilase, a enzima limitante para todas as monoaminas cerebrais, é aumentada de vitamina D.  Os ratos nascidos de mães gravemente deficientes em vitamina D têm anormalidades cerebrais profundas. Pesquisas atuais tem implicado a deficiência de vitamina D como um fator importante na patologia de pelo menos 17 variedades de câncer, assim como doenças cardíacas, derrame, hipertensão, doenças auto-imunes, diabetes, depressão, dor crônica, osteoartrite, osteoporose, fraqueza muscular, perda de massa muscular , defeitos congênitos, doença periodontal, e muito mais.   A vitamina D influencia as principais funções biológicas vitais para a saúde e o bem-estar;  é mandatório que a vitamina D não seja mais ignorada pela indústria de cuidados de saúde, nem por indivíduos que se esforçam para alcançar e manter um melhor estado de saúde.

Em adultos e adolescentes que regularmente evitam a exposição solar, a pesquisa indica uma necessidade de suplementar com pelo menos 5.000 unidades (UI) de vitamina D diariamente. Para obter essa quantidade no leite seria preciso ingerir 50 copos. Com um multivitamínico mais de 10 comprimidos seriam necessárias. Também não é aconselhável.

Como Obter Quantidade Suficiente De Vitamina D

Existem 3 maneiras para os adultos de garantir níveis adequados de vitamina D:

1.    receber regularmente a exposição ao sol do meio-dia no final da primavera, verão e início do outono, expondo tanto da pele quanto possível, por 20-30 minutos (com cuidado para não queimar). (Aqueles com pele escura terá maior tempo de exposição. – Até seis vezes mais)

2.    utilizam regularmente uma espreguiçadeira (evitando queimaduras), durante os meses mais frios.

3.    ter 10.000 UI por dia por 2-3 meses, em seguida, obter um teste de 25-hidroxivitamina D . Ajustar a dose de modo que os níveis sanguíneos fiquem entre 50-80 ng / mL (ou 125-200 nM / L) durante o ano todo.

A Vitamina D é um Co-Fator

A vitamina D tem co-fatores que o corpo necessita para utilizá-la  apropriadamente. São eles:

  • magnésio
  • zinco
  • Vitamina K2
  • boro
  • uma pequena quantidade de vitamina A

O magnésio é o mais importante desses co-fatores. De fato, é comum para aumento dos níveis de vitamina D a exacerbar uma deficiência de magnésio subjacente. Se alguém está tendo problemas em regularizar a complementação com vitamina D, uma deficiência de magnésio pode ser o motivo.

A vitamina D e Depressão

Propomos a vitamina D desempenha um papel na doença mental com base nos seguintes cinco razões:

1.    Evidências epidemiológicas mostram uma associação entre a exposição ao sol reduzida e doença mental.

2.    A doença mental é associada à baixos níveis de 25-hidroxivitamina D [25 (OH) D].

3.    A doença mental mostra uma significativa comorbidade com doenças associada com a deficiência de vitamina D.

4.    Os modelos teóricos (em evidência in vitro ou animal) existem para explicar como a deficiência de vitamina D pode desempenhar um papel causal na doença mental.

5.    Estudos apontam a vitamina D aumenta a doença mental.

Vitamina D

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A vitamina D (ou calciferol) é uma vitamina que promove a absorção de cálcio (após a exposição à luz solar), essencial para o desenvolvimento normal dos ossos e dentes, atua também, como recentemente descoberto, no sistema imune, no coração, no cérebro e na secreção de insulina pelo pâncreas. É uma vitamina lipossolúvel obtida a partir do colesterol como precursor metabólico através da luz do sol, e de fontes dietéticas. Funcionalmente, a vitamina D atua como um hormônio que mantém as concentrações de cálcio e fósforo no sangue através do aumento ou diminuição da absorção desses minerais no intestino delgado. A vitamina D também regula o metabolismo ósseo e a deposição de cálcio nos ossos.

O nome da vitamina foi criada pelo bioquímico polonês Casimir Funk em 1912, baseado na palavra em latim vita (vida) e no sufixo -amina. Foi usado inicialmente para descrever estas substâncias do grupo funcional amina, pois naquele tempo pensava-se que todas as vitaminas eram aminas. Apesar do erro, o nome manteve-se.

A vitamina D pode ser encontrada sob duas formas: o ergocalciferol (vitamina D2) e o colecalciferol (vitamina D3). O ergocalciferol é produzido comercialmente a partir do esteróide ergosterol encontrado em vegetais e leveduras, através de irradiação com luz ultravioleta. É utilizado como suplemento alimentar para enriquecimento de alimentos como o leite com vitamina D. O colecalciferol é transformado pela ação dos raios solares a partir da provitamina D3 (7-deidrocolesterol) encontrada na pele humana. Ambas as formas D2 e D3 são hidroxiladas no fígado e rins a 25- hidroxicalciferol e subsequentemente à forma biologicamente activa, o 1,25-di- hidroxicalciferol (calcitriol), que atua como um hormonio na regulação da absorção de cálcio no intestino e regulação dos níveis de cálcio em tecidos ósseos e renais.

A vitamina D é fundamental para a homeostase do cálcio no organismo.

Poucos alimentos são considerados fontes de vitamina D, mas entre eles encontram-se a gema de ovo, fígado, manteiga e alguns tipos de peixes como a cavala, o salmão e o arenque. Embora em menor quantidade, a sardinha e o atum também têm vitamina D.

Referências

http://www.vitamindcouncil.org  BIESEK, Simone et al. Estratégias de Nutrição e Suplementação no Esporte. São Paulo: Manole, 2005. FOSS, M.L.; KETEYIAN, S.J. Bases Fisiológicas do Exercício e do Esporte. 6a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. MCARDLE, William D. et al. Fisiologia do Exercício – Energia, Nutrição e Desempenho Humano. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. WILMORE, Jack H.; COSTILL, David L. Fisiologia do Esporte e do Exercício. São Paulo: Manole, 2001 NELSON, David L.; COX, Michael M., Lehninger Principles of Biochemistry, 4a edição, W. H. Freeman, 2005, ISBN 978- 0716743392 Wikipedia “http://pt.wikipedia.org/wiki/Vitamina_D” Davidson M. Risk of cardiovascular disease and sudden death in schizophrenia. J Clin Psychiatry. 2002;63 Suppl 9:5–11. , Peet M. Diet, diabetes and schizophrenia: review and hypothesis. Br J Psychiatry Suppl. 2004 Apr;47:S102–5. , osteoporosis Levine J, Belmaker RH. Osteoporosis and schizophrenia. Am J Psychiatry.2006 Mar;163(3):549–50. Smith M. APA: Schizophrenia Patients Go Untreated For Comorbidities. MedPage Today. 2006 May 24. Heaney RP, Davies KM, Chen TC, Holick MF, Barger-Lux MJ. Human serum 25- hydroxycholecalciferol response to extended oral dosing with cholecalciferol. Am J Clin Nutr. 2003;77:204–10. Vieth R. Vitamin D supplementation, 25-hydroxyvitamin D concentration, and safety. Am J Clin Nutr.1999;69:842–56. Heaney RP, Davies KM, Chen TC, Holick MF, Barger-Lux MJ. Human serum 25-hydroxycholecalciferol response to extended oral dosing with cholecalciferol. Am J Clin Nutr. 2003;77:204–10. Zittermann A. Vitamin D in preventive medicine: are we ignoring the evidence? Br J of Nutr. 2003;89:552–572. Holick M. Vitamin D: A millennium Perspective. J Cell Biochem. 2003;88:296–307 (2003). Amsterdam JD, Hooper MB. Bone density measurement in major depression. Prog Neuropsychopharmacol Biol Psychiatry. 1998 Feb;22(2):267–77. Robbins J, Hirsch C, Whitmer R, Cauley J, Harris T. The association of bone mineral density and depression in an older population. J Am Geriatr Soc. 2001 Jun;49(6):732–6. Patti F, Cacopardo M, Palermo F, Ciancio MR, Lopes R, Restivo D, Reggio A. Health-related quality of life and depression in an Italian sample of multiple sclerosis patients. J Neurol Sci. 2003 Jul 15;211(1–2):55–62. Buchanan RJ, Wang S, Tai-Seale M, Ju H. Analyses of nursing home residents with multiple sclerosis and depression using the Minimum Data Set. Mult Scler. 2003 Mar;9(2):171–88. Abdel-Nasser AM, Abd El-Azim S, Taal E, El-Badawy SA, Rasker JJ, Valkenburg HA. Depression and depressive symptoms in rheumatoid arthritis patients: an analysis of their occurrence and determinants. Br J Rheumatol. 1998 Apr;37(4):391–7. Green AI, Canuso CM, Brenner MJ, Wojcik JD. Detection and management of comorbidity in patients with schizophrenia. Psychiatr Clin North Am. 2003 Mar;26(1):115–39. Dixon L, Weiden P, Delahanty J, Goldberg R, Postrado L, Lucksted A, Lehman A. Prevalence and correlates of diabetes in national schizophrenia samples. Schizophr Bull. 2000;26(4):903–12. Dixon L, Postrado L, Delahanty J, Fischer PJ, Lehman A. The association of medical comorbidity in schizophrenia with poor physical and mental health. J Nerv Ment Dis. 1999 Aug;187(8):496– 502. Fonte: http://www.emtr.com.br/vitaminad.htm __

 

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Refrigerantes aumentam risco de depressão

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Uma nova pesquisa sugere que bebidas doces, especialmente as diet, estão associadas ao aumento do risco de depressão em adultos, enquanto que o consumo de café leva a uma redução desse risco. O estudo foi divulgado ontem e será apresentado em março no Congresso Anual da Academia Americana de Neurologia.

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— Bebidas doces, café e chá são comumente consumidos em todo o mundo e têm importantes consequências para a saúde física e, ao que parece, até para a mental — afirmou o autor do estudo, Honglei Chen, do Instituto Nacional de Ciências da Saúde, na Carolina do Norte, e membro da Academia Americana de Neurologia (AAN).

ESTUDO COM 264 MIL PARTICIPANTES O estudo envolveu quase 264 mil pessoas com idades entre 50 e 71 anos (idade no início do trabalho). Entre 1995 e 1996, os cientistas mediram a quantidade de bebidas ingeridas, tais como refrigerante, chá, suco artificiais e café. Cerca de dez anos depois, os pesquisadores perguntaram aos participantes se eles tinham sido diagnosticados com depressão até o ano 2000.

Um total de 11.311 diagnósticos da doença foram feitos.

As pessoas que bebiam mais de quatro latas ou copos de refrigerante por dia tinham 30% mais chances de desenvolver depressão do que aqueles que não consumiam a bebida.
Já os que bebiam quatro copos de sucos industrializados por dia tinham uma probabilidade 38% maior.

Além disso, o risco mostrou-se maior para pessoas que bebiam com frequência bebidas diet, mas a incidência não foi divulgada.

Por outro lado, aqueles que bebiam quatro xícaras de café por dia tinham 10% menos chances de ter depressão.

— Nossa pesquisa aponta que cortar ou diminuir o consumo de bebidas doces e diet pode ajudar a reduzir o risco de depressão — afirmou Chen, que, no entanto, ponderou: — Mais investigação é necessária para confirmar esta descoberta, e as pessoas com depressão devem continuar a tomar os medicamentos prescritos.

FALTA DE ESTUDOS CONCLUSIVOS A diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia na Regional RJ (Sbem-RJ), Flávia Conceição, lembra que existem estudos relacionando o consumo de açúcar em excesso com sintomas depressivos, especialmente em crianças.

— O que não sabe é se este hábito poderia levar à depressão ou se este indivíduo já tinha predisposição para a doença, se esta preferência já não seria a manifestação de sintomas de depressão. Não se sabe o que vem primeiro, mas parece mesmo ter uma relação — afirmou a endocrinologista.

Da mesma forma, Flávia também ressaltou que, no estudo da AAN, apesar de os pesquisadores notarem uma alta incidência de pessoas com depressão entre as que consumiam refrigerantes, outros fatores poderiam estar associados com o diagnóstico.

— Fica difícil avaliar se é uma relação de causa e efeito. Existe esta forte especulação ligando o açúcar com a depressão, mas ainda faltam evidências — explicou a especialista.

Já com relação ao café, algumas pesquisas já apontam sua relação com o menor risco de depressão. A Escola de Medicina de Harvard pesquisou 50 mil mulheres entre 1996 e 2006, e mostra que o consumo do café reduzia em 20% a incidência do distúrbio. Os pesquisadores acreditam ser a cafeína a responsável por este resultado, já que a substância pode aumentar a sensação de bem estar e a energia. Da mesma forma, os cientistas ressaltaram que ainda faltam estudos para comprovar a relação com a depressão.

Fonte:  O Globo            
Jornalista: Flávia Milhorance           
Data: 09 de janeiro de 2013

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