Crimes da Nestlé são acobertados por autoridades e imprensa brasileira. Fome Zero & Nestlé

__

As águas turvas da Nestlé: Se a imprensa brasileira, misteriosa e sistematicamente, vem ignorando o caso, o mesmo não ocorre na Europa, onde o assunto foi publicado em jornais de vários países, além de duas matérias de meia hora na televisão

 

aáguas-turvas-nestle

 

Há alguns anos, a Nestlé vem utilizando os poços de água mineral de São Lourenço para fabricar a água marca PureLife. Diversas organizações da cidade vêm combatendo a prática, por muitas razões. As águas minerais, de propriedades medicinais e baixo custo, eram um eficiente e barato tratamento médico para diversas doenças, que entrou em desuso, a partir dos anos 50, pela maciça campanha dos laboratórios farmacêuticos para vender suas fórmulas químicas através dos médicos. Mas o poder dessas águas permanece. Médicos da região, por exemplo, curam a anemia das crianças de baixa renda apenas com água ferruginosa.

Para fabricar a PureLife, a Nestlé, sem estudos sérios de riscos à saúde, desmineraliza a água e acrescenta sais minerais de sua patente. A desmineralização de água é proibida pela Constituição.

Cientistas europeus afirmam que nesse processo a Nestlé desestabiliza a água e acrescenta sais minerais para fechar a reação. Em outras palavras, a PureLife é uma água química. A Nestlé está faturando em cima de um bem comum, a água, além de o estar esgotando, por não obedecer às normas de restrição de impacto ambiental, expondo a saúde da população a riscos desconhecidos. O ritmo de bombeamento da Nestlé está acima do permitido.

Troca de dutos na presença de fiscais é rotina. O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao comprometimento dos lençóis subterrâneos. A extração em níveis além do aceito está comprometendo os poços minerais, cujas águas têm um lento processo de formação. Dois poços já secaram. Toda a região do sul de Minas está sendo afetada, inclusive estâncias minerais de outras localidades.

Durante anos a Nestlé vinha operando, sem licença estadual. E finalmente obteve essa licença no início de 2004.

Um dos brasileiros atuantes no movimento de defesa das águas de São Lourenço, Franklin Frederick, após anos de tentativas frustradas junto ao governo e à imprensa para combater o problema, conseguiu apoio, na Suíça, para interpelar a empresa criminosa. A Igreja Reformista, a Igreja Católica, Grupos Socialistas e a ONG verde ATTAC uniram esforços contra a Nestlé, que já havia tentado a mesma prática na Suíça.

Em janeiro deste ano, graças ao apoio desses grupos, Franklin conseguiu interpelar pessoalmente, e em público, o presidente mundial do Grupo Nestlé. Este, irritado, respondeu que mandaria fechar imediatamente a fábrica da Nestlé em São Lourenço. No dia seguinte, no entanto, o governo de Minas (PSDB) baixou portaria regulamentando a atividade da Nestlé. Ao invés de aplicar multas, deu-lhe uma autorização, mesmo ferindo a legislação federal. Sem aproveitar o apoio internacional para o caso, apoiou uma corporação privada de histórico duvidoso.

O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao comprometimento dos lençóis subterrâneos.

O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao comprometimento dos lençóis subterrâneos.

Se a  imprensa brasileira, misteriosa e sistematicamente, vem ignorando o caso, o mesmo não ocorre na Europa, onde o assunto foi publicado em jornais de vários países, além de duas matérias de meia hora na televisão. Em uma dessas matérias, o vereador Cássio Mendes, do PT de São Lourenço, envolvido na batalha contra a criminosa Nestlé, reclama que sofreu pressões do governo federal (PT), para calar a boca. Teria sido avisado de que o pessoal da Nestlé apóia o Programa Fome Zero e não está gostando do barulho em São Lourenço.

Diga-se também que a relação espúria da Nestlé com o Fome Zero é outro caso sinistro. A empresa, como estratégia de marketing, incentiva os consumidores a comprar seus produtos, alegando que reverte lucros para o Fome Zero. E qual é a real participação da Nestlé no programa? A contratação de agentes e, parece, também fornecendo o treinamento.

Sim, é a mesma famosa Nestlé, que tem sido há décadas alvo internacional de denúncias de propaganda mentirosa, enganando mães pobres e educadores, para substituir leite materno por produtos Nestlé.

A vendedora de leites e papinhas “substitutos” estaria envolvida com o treinamento dos agentes brasileiros do Fome Zero, recolhendo informações e gerando lucros e publicidade nas duas pontas do programa: compradores desejosos de colaborar e famintos carentes de comida e informação. Mais preocupante: o governo federal anuncia que irá alterar a legislação, permitindo a desmineralização “parcial” das águas. O que é isso? Como será regulamentado?

Se a Nestlé vinha bombeando água além do permitido e a fiscalização nada fez, como irão fiscalizar agora a tal desmineralização “parcial”? Além do que, “parcial” ou “integral”, a desmineralização é combatida por cientistas e pesquisadores de todo o mundo. E por que alterar a legislação em um item que apenas interessa à Nestlé? O que nós, cidadãos, ganhamos com isso?

É simples. Sabemos que outras empresas, como a Coca-Cola, estão no mesmo caminho da Nestlé, adquirindo terrenos em importantes áreas de fontes de água. É para essas empresas que o governo governa? Uma vergonha!

Carla Klein, Correio da Cidadania

__

Anúncios

Relatório da UE: Cresce número de vítimas de tráfico de órgãos e tráfico humano na Europa

__

Pessoas submetidas à prostituição, trabalho forçado, mendicância, retirada de órgãos: relatório constata que países da UE não estão conseguindo manter criminalidade organizada sob controle. O primeiro relatório sobre tráfico humano encomendado pela União Europeia apresentou “tendências alarmantes”, conforme revelou a comissária europeia para Assuntos Internos, Cecilia Malmström, à edição deste domingo do jornal Die Welt.

O estudo será apresentado oficialmente na segunda-feira em Bruxelas. Dele consta que o número oficial de vítimas dos traficantes cresceu 18% entre 2008 e 2010, passando de 6.309 para 9.528. Destas, 68% são mulheres, 17% homens, 12% meninas e 3% meninos.

abab

Mais de dois terços foram usados na prostituição, os demais explorados como mão-de-obra, forçados a mendigar e a cometer atos criminosos, ou mesmo tiveram seus órgãos retirados. A maior parte dos traficados (61%) veio de países da UE, sobretudo da Romênia e da Bulgária, seguidos pela África e América do Sul.

Mais próximo do que se pensa

Ao que tudo indica, os Estados-membros da UE não estão conseguindo manter sob controle o problema da criminalidade organizada, prossegue o relatório. Em contraposição ao crescente número de vítimas, cada vez menos traficantes são condenados. O volume de condenações caiu de 1.534 para 1.339 (-13%), no período examinado. Na Alemanha, a queda no total de condenações chegou a 15%, de 155 para 131.

A comissária Malmström declarou-se “muito decepcionada” pelo fato de “apenas poucos países haverem implementado a diretriz da UE contra o tráfico de pessoas”. Essa crítica também se dirige à Alemanha, que até agora não traduziu em leis nacionais as prescrições de Bruxelas.

O motivo é a falta de consenso entre os partidos da coalizão do governo (democrata-cristãos e liberais) quanto a uma legislação penal mais rigorosa. No total, apenas cinco dos 27 países-membros aplicaram integralmente a diretiva europeia.

“É difícil de imaginar que, em nossos livres e democráticos países da União Europeia, dezenas de milhares de pessoas tenham sua liberdade roubada, que sejam negociadas como mercadorias”, criticou Cecilia Malmström ao jornal alemão. “Mas essa é a triste verdade: o tráfico humano está por toda parte, à nossa volta, e mais perto do que pensamos.”

Deutsche Welle

Acordo global para redução do uso de mercúrio

Para o Brasil a “política” do gradual significa nunca.

Celso Galli Coimbra

__

País vai defender acordo global para redução gradual do uso de mercúrio

O Brasil defenderá uma redução gradual no uso de mercúrio em determinados produtos e processos nas áreas industrial, mineradora e da saúde, em negociação final que começa domingo visando um tratado internacional para controlar o uso desse metal altamente tóxico. A posição brasileira é de que o acordo precisa levar em conta a situação específica de países em desenvolvimento. O país quer prazos para criar e implementar planos de ação para reduzir o uso de mercúrio nos garimpos e determinar meios de financiar essas medidas.

 

bioacumulacao-mercúrio

bioacumulacao-mercúrio

Também defende prazo até 2025, em vez de 2020 como querem vários países, para a indústria de cloro e álcalis reduzir o uso do metal nessa atividade. Este será um dos setores brasileiros mais atingidos, além dos fabricantes e recicladoras de lâmpadas fluorescentes, de termômetros, refinarias, dentistas, fábricas de pilhas, cosméticos e sabões clareadores.

Para o Brasil, colocar barreiras muitos restritivas seria contraproducente, podendo incentivar a produção ilegal nos garimpos e piorar a situação.

Antecedendo a negociação em Genebra, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUE) divulgou o mais amplo relatório até hoje realizado sobre esse risco e o impacto na natureza e na cadeia alimentar. Alerta que as populações vivendo em países em desenvolvimento são cada vez mais confrontadas a riscos sanitários e ambientais importantes de contaminação de mercúrio.

O documento mostra que em boa parte do Brasil a população corre risco de contaminação por causa de emissões desse metal tóxico, ligadas à extração de ouro de forma artesanal. Mesmo o desmatamento pode ser uma fonte de emissões de mercúrio por meio de erosão extensiva e queima de floresta. Constata também que cem instalações em 43 países, incluindo o Brasil, utilizam hoje mercúrio na indústria de cloro e álcalis.

Em razão da industrialização rápida, a Ásia é agora o principal emissor de mercúrio, com a metade do total mundial. As emissões globais causadas por atividades humanas foram estimadas em 1.960 toneladas em 2010. As emissões na África e na América do Sul estão aumentando, representando 30% do total, enquanto declinam na América do Norte e na Europa.

A maior parte das 600 mil toneladas de depósitos de mercúrio se encontra em países como China, Quirguistão, México, Peru, Rússia, Eslovênia, Espanha e Ucrânia.

O perigo causado pelo mercúrio está hoje comprovado, principalmente para mulheres grávidas e bebês. A ONU conclama os países a adotar medidas urgentes para reduzir as emissões. Por exemplo, 340 toneladas desse metal tóxico são utilizadas todos os anos para cuidados e produtos dentários.

Enquanto a União Europeia favorece um acordo obrigatório para frear o uso do metal tóxico, os Estados Unidos, grupo africano, Japão, Austrália, Filipinas e Noruega defendem uma eliminação gradual na exploração do metal.

Já a China e a Índia se opõem à proibição imediata da mineração de mercúrio e insistem uma abordagem flexível que leve em conta um equilíbrio entre criação de empregos com proteção ambiental e da saúde. Países produtores de petróleo liderados pela Arábia Saudita, Irã e Venezuela querem a exclusão do setor de oleo e gás como fonte das emissões a serem regulamentadas pelo acordo global. Os EUA rejeitam essa demanda.

Por Assis Moreira

Fonte: Valor Econômico

__

Metade da comida do mundo vai parar no lixo, diz relatório – BBC

untitled

__

BBC

10/01/201309h33

Organização britânica diz que desperdício é ‘assombroso’ mediante problemas como fome e aumento de população.

Um relatório de uma organização britânica indica que até metade de toda a comida produzida a cada ano no mundo, ou cerca de dois bilhões de toneladas, vão parar no lixo.

O documento, intitulado Global Food; Waste not, Want not (“Alimentos Globais; Não Desperdice, Não Queira”, em tradução livre), diz que o desperdício está ocorrendo devido a uma série de motivos, entre eles as condições inadequadas de armazenamento e a adoção de prazos de validade demasiadamente rigorosos.

Outro problema é a preferência dos consumidores por alimentos com um formato ou cor específicos. O estudo diz que até 30% das frutas, verduras e legumes plantados na Grã-Bretanha sequer são colhidos por causa de sua aparência.

O desperdício de alimentos também implica em desperdício de recursos usados para a produção deles, como água, áreas para agricultura e energia, alertou o relatório publicado pela Institution of Mechanical Engineers, uma organização que representa engenheiros mecânicos e reúne cem mil membros no Reino Unido.

Ofertas nos supermercados

A ONU prevê que até 2075 a população mundial chegue a 9,5 bilhões de pessoas, um acréscimo de 3 bilhões em relação à população atual, o que reforça a necessidade de se adotar uma estratégia para combater o desperdício de alimentos e, assim, tentar evitar o aumento da fome no mundo.

De acordo com o relatório, o equivalente a entre 30% e 50% dos alimentos produzidos no mundo por ano, ou seja, entre 1,2 bilhão e 2 bilhões de toneladas, nunca são ingeridos.

Além disso, nos Estados Unidos e na Europa, metade da comida que é comprada acaba sendo jogada fora.

Tim Fox, diretor de Energia e Meio Ambiente da Institution of Mechanical Engineers, disse que o desperdício é “assombroso”. “Isto é comida que poderia ser usada para alimentar a crescente população mundial além de aqueles que atualmente passam fome.”

“As razões desta situação variam das técnicas insatisfatórias de engenharia e agricultura à infraestrutura inadequada de transporte e armazenamento, passando pela exigência feita pelos supermercados de que os produtos sejam visualmente perfeitos e pelas promoções de ‘compre um, leve outro grátis’, que incentivam os consumidores a levar para casa mais do que precisam”, disse.

Água

O relatório alertou que atualmente 550 bilhões de metros cúbicos de água estão sendo desperdiçados na produção de alimentos que vão para o lixo.

E o problema pode se agravar. Segundo a Institution of Mechanical Engineers, o consumo de água no mundo chegará a até 13 trilhões de metros cúbicos por ano em 2050 devido ao crescimento da demanda para produção de alimentos.

Isso representa até 3,5 vezes o total de água consumido atualmente pela humanidade e gera o temor de mais escassez do recurso no futuro.

O alto consumo de carne tem grande influência nesse aumento de demanda, visto que a produção de carne exige mais água do que a produção de alimentos vegetais.

“À medida que água, terra e energia passam a ser mais disputados devido à demanda da humanidade, os engenheiros tem um papel crucial a desempenhar no sentido de prevenir a perda e o desperdício de alimentos, desenvolvendo formas mais eficientes de produção, transporte e armazenamento”, disse Fox.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2013/01/10/metade-da-comida-do-mundo-vai-parar-no-lixo-diz-relatorio.htm

__

Exposição solar e vitamina D

__

O colecalciferol (vitamina D3) formado após exposição solar é a melhor e mais fácil fonte de vitamina D que podemos obter. A variedade de alimentos ricos em vitamina D é pequena, por isso, uma exposição solar frequente é necessária para que o corpo consiga ter reservas adequadas de vitamina D

mapa-europa

Populações que vivem em países de clima temperado são as que mais sofrem com a falta de vitamina D. Além da menor incidência de sol nos meses de inverno e outono, o frio faz com que as pessoas saiam menos de casa, e quando o fazem, precisam usar roupas grossas e compridas, impedindo o contato da pele com o sol, mesmo em dias ensolarados. Na Europa, cerca de metade da população chega ao final do inverno com níveis baixos de calcidiol  (25-hidroxivitamina D),  caracterizando deficiência de vitamina D.

Para quem vive em países com elevada exposição solar, como o Brasil, o risco de deficiência de vitamina D deveria ser bem baixo, mas não é.  Na verdade, a quantidade de sol que uma região recebe por ano é importante, mas há outros fatores que influenciam na capacidade da pele de produzir vitamina D a partir dos raios UV-B. Exemplos:

– No Oriente Médio, a exposição solar anual é bem elevada, entretanto esta região apresenta altas taxas de carência de vitamina D. O principal motivo é cultural, devido ao costume de se usar roupas compridas, que cobrem toda a superfície corporal, limitando o contato da pele com os raios solares.

A idade é outro fator importante também. Com o passar do anos, a pele vai ficando cada vez menos eficiente em produzir vitamina D, tornado os idosos um grupo com elevado risco para deficiência desta vitamina. Além da baixa eficiência da pele, os idosos costumam ter um consumo mais baixo de vitamina D na dieta, se expõem menos ao sol e muitas vezes passam o dia fechados em casa ou em lares para terceira idade. Em alguns países da Europa, mais de 80% da população idosa apresenta carência de vitamina D. Mesmo no Brasil, estima-se que metade da população idosa sofra de falta de vitamina D.

– Com a maior conscientização da população em relação aos riscos de câncer de pele devido à exagerada exposição solar, é cada vez maior o número de pessoas que evitam tomar banho de sol. Além disso, o uso frequente de protetor solar com elevado fator de proteção bloqueia os raios UV-B, impedindo que os mesmos consigam estimular a produção de vitamina D na pele.

– A cor da pele é outro importante fator. A melanina, presente em grande quantidade nas pessoas de pele mais escura, é um pigmento que nos protege contra os raios UV-A e UV-B. A melanina é a responsável pela menor incidência de câncer de pele em pessoas negras e pardas. Porém, a melanina não bloqueia só os efeitos maléficos dos raios ultravioleta. Pessoas de pele mais escura precisam ficar mais tempo ao sol para que sua pele produza mesma quantidade de vitamina D que pessoas mais brancas. A falta de vitamina D em negros é muito comum, principalmente naqueles que vivem em países com baixa incidência solar.

O tempo diário de exposição solar pode ser verificado nesta entrevista da Rádio CBN de São Paulo:

The EpochTimes – Beneficiados pelo tratamento de esclerose múltipla com vitamina D divulgam a terapia

Postado por: Ticiane Rossi data de publicação: outubro 31, 2012

http://www.epochtimes.com.br/beneficiarios-do-tratamento-de-esclerose-multipla-com-vitamina-d-divulgam-a-terapia/

Epoch Times publica em 35 países em 19 idiomas.

Ao final, outros vídeos sobre o mesmo assunto no Brasil.

 

Documentário que divulga a terapia já tem mais de 84.500 visualizações no You Tube

Beneficiados pelo tratamento com altas doses de Vitamina D contra esclerose múltipla tem divulgado a informação da terapia a outros pacientes que sofrem da mesma doença. A terapia, segundo os beneficiários, apresenta resultados rápidos e eficientes na redução dos sintomas da doença, ajudando-os a superá-la e ter uma vida normal e sem sequelas.

A esclerose múltipla é uma doença autoimune, na qual o sistema imunitário do próprio corpo ataca a bainha de mielina do sistema nervoso central, que é composto pelo cérebro e a medula espinhal. No Brasil, estima-se que 50.000 pessoas são afetadas pela doença, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM). A doença afeta geralmente jovens entre 20 a 40 anos.

O jornalista, Daniel Cunha, de 27 anos, foi diagnosticado com a doença no final de 2009. Durante os seis meses de tratamento convencional, ele experimentou uma depressão devido aos efeitos colaterais do tratamento convencional, que é ministrado por meio de injeções periódicas. Após este período, ele conheceu o tratamento com vitamina D, prescrito pelo neurologista Dr. Cícero Galli Coimbra, que também é professor e pesquisador na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Em 2010, o jornalista começou o tratamento com vitamina D, que gerou bons resultados, segundo ele. Imediatamente, Daniel se questionou sobre o tratamento não ser divulgado. Por ser jornalista e motivado em divulgar o tratamento, ele fez um documentário lançado em abril deste ano, que já teve mais de 84.500 acessos no You Tube e criou um blog para que as pessoas pudessem se manter informadas sobre o tratamento.

“Hoje recebo muitos e-mails por dia … tem um monte de pessoas que comentaram o vídeo. As pessoas [beneficiadas pelo tratamento] se unem porque todas tiveram melhoras e querem difundir o conhecimento para outras pessoas”, disse Daniel.

Outro paciente, o engenheiro ambiental e surfista de 31 anos, Marcelo Claudio Bergamo de Palma, que apresenta seu depoimento no vídeo feito por Daniel, foi diagnosticado com a doença em 2008, e hoje leva uma vida normal graças ao mencionado tratamento com doses elevadas de vitamina D.

“Passei por diversas internações de pulsoterapias para receber medicação (corticóides) intravenosa e utilizei poucos meses do tratamento convencional com aplicações diárias de Copaxone. Após iniciar o tratamento com vitamina D, abandonei o tratamento convencional e nunca mais precisei de pulsoterapia. Nos exames de ressonância magnética as lesões regrediram ou desapareceram e não houveram mais lesões novas ou em atividade, o que mostra que a doença está em remissão permanente. Hoje minha vida é normal, com trabalho e atividades físicas”, disse o engenheiro.

Segundo Marcelo, pacientes da Europa e América do Norte, vem atualmente para o Brasil receber o tratamento prescrito pelo Dr. Cícero.

Tratamento convencional

O tratamento convencional da esclerose múltipla, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, é feito por medicamentos chamados interferons.

A ABEM informa que o tratamento de esclerose múltipla pode ser subdividido em quatro tratamentos, conforme a evolução da doença: surto, modificadores da evolução da doença, sintomático e reabilitacional.

Para o surto, se utiliza habitualmente pulsoterapia com glicocorticoides, que são anti-inflamatórios hormonais e visam abortar a atividade inflamatória e, com isto, o evento sintomático.

Os modificadores da evolução da doença visam minimizar os surtos na intensidade e frequência, com isto acarretando menos acúmulos lesionais (em nível de sistema nervoso) e concomitantemente menos acúmulo de incapacitações.

O tratamento sintomático visa amenizar e tornar mais toleráveis os sintomas vigentes. A reabilitação trabalha concomitantemente melhorias funcionais, melhorando funções deficitárias, adaptando e melhorando a qualidade de vida do paciente.

“[A efetividade do tratamento dos] modificadores da evolução da doença tem uma eficácia de 30-40% (interferons e acetato de glatirâmer). Já as medicações mais novas [tem eficiência] em torno de 68% (natalizumabe e fingolimod)”, informou a ABEM.

O gasto mensal de um paciente com esclerose múltipla varia de R$ 2.300,00 a R$ 5.700,00 com o interferon-beta ou acetato de glatirâmer, segundo o portal da UNICAMP.

O tratamento com Vitamina D

O tratamento com altas doses de vitamina D é conhecido e estudado pela comunidade científica há mais de 40 anos, com mais de 4.000 estudos publicados em revistas científicas.

“A vitamina D é um hormônio esteróide que controla 229 funções (genes) dos órgãos humanos. A falta desta substância pode causar doenças autoimunes ou não autoimunes”, afirma o Dr. Cícero.

O tratamento não se limita somente a esclerose múltipla. É usado também em outras doenças autoimunes, tais como artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, psoríase, vitiligo, tiroidite de Hashimoto, entre outras. Algumas doenças não autoimunes, como câncer, tuberculose, depressão e esquizofrenia também podem ser melhoradas com o uso deste tratamento.

A vitamina D é uma substância produzida durante a exposição solar. O médico alerta que devido ao estilo de vida moderna, as pessoas possuem baixo nível de vitamina D em seus organismos.

“As pessoas estão se escondendo do sol, durante o trabalho ou dentro de casa, fazem compras em locais fechados e usam insulfilm nos vidros dos carros com medo da violência urbana”, afirma.

Além disso, “a vitamina D não é restaurada pela alimentação, ou o valor é muito baixo para permitir a sua substituição no nível apropriado”, afirma o médico.

Segundo o doutor, estudos mostram que, se apenas 5.000 unidades diárias de vitamina D fossem substituídas nos corpos de população adulta, os casos de câncer poderiam cair para 40%.

Polêmica na comunidade médica

O tratamento de esclerose múltipla e outras doenças com altas doses de Vitamina D tem gerado polêmica na comunidade médica. Alguns médicos alegam que este tratamento não deve ser ministrado isoladamente e que o tratamento convencional usando interferons deve continuar.

“O que está se focando sempre agora é que ‘estou bem porque não estou tendo surtos’, mas isso não é a única leitura da doença”, diz a presidente da Sociedade Gaúcha de Neurologia e Neurocirurgia, Dra. Maria Cecília Vecino, ao G1. Ela afirma que o tratamento com vitamina D pode ser usado como complemento ao tratamento convencional, com interferons.

O Centro de Atendimento e Tratamento de Esclerose Múltipla (CATEM) no editorial de junho deste ano alertou que o tratamento convencional deve ser mantido, podendo repor doses de Vitamina D nos casos em que as pessoas tenham níveis inadequados deste hormônio em seus organismos.

“Não há até hoje sequer um artigo que demonstre o efeito terapêutico da vitamina D no tratamento da esclerose múltipla”, alega a CATEM em seu editorial de junho.

Entretanto, uma busca de artigos científicos relacionando as expressões “Vitamina D”, “esclerose múltipla” e “terapia” resultam em 58.319 estudos no portal científico Scirus.

O Dr. Cícero, quando questionado sobre a efetividade de seu tratamento afirmou categoricamente “[Com este tratamento com altas doses de vitamina D] a doença é desligada”.

Ele também afirma que muitos médicos têm resistência a adotar novos tratamentos e podem enfrentar interesses econômicos das empresas farmacêuticas, fabricantes de medicamentos de alto custo para o tratamento da esclerose múltipla.

Epoch Times publica em 35 países em 19 idiomas.

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/EpochTimesPT

Siga-nos no Twitter: @EpochTimesPT

***

Mais vídeos sobre a terapia com a Vitamina D:

Pesquisa examina 4 mil medicamentos na França e mostra que metade deles são inúteis, e 25% perigosos ou mortais

“The Drugs that completely cure are not profitable” – Dr. Richard J. Roberts, Prêmio Nobel da Medicina 1993

Indústria farmacêutica – “Os medicamentos que curam completamente, não dão lucro”

Vendas de medicamentos da Bayer sobem 13% no terceiro trimestre de 2012

__

31/10/2012 – 11:23

A Bayer anunciou na terça-feira que as vendas de medicamentos no terceiro trimestre cresceram 13% para 2,7 mil milhões de euros (3,5 mil milhões de dólares), impulsionadas pelo desempenho na América do Norte e nos mercados emergentes, bem como pelas vendas mais elevadas do Xarelto®. A receita do anticoagulante, que a farmacêutica comercializa com a parceira Johnson & Johnson, mais do que quadruplicou em relação ao mesmo trimestre do ano anterior para 81 milhões de euros (105 milhões de dólares), subindo dos 68 milhões de euros (88 milhões de dólares) registados no segundo trimestre, avança o site FirstWord.

O CEO da Bayer, Marijn Dekkers, referiu que as vendas na unidade de saúde, em especial na divisão pharma, ganharam um maior impulso de crescimento durante o período de três meses. A receita da unidade de saúde subiu 12,4% para 4,7 mil milhões de euros (6,1 mil milhões de dólares). “Os negócios evoluíram favoravelmente […], especialmente na América do Norte e nos mercados emergentes”, comentou Dekkers, destacando o crescimento contínuo, especialmente na China. As vendas de medicamentos cresceram 24,3% na América do Norte, para 619 milhões de euros (802 mil milhões de dólares), enquanto a receita subiu 1,3% na Europa para 888 milhões de euros (1,1 mil milhões de dólares).

A empresa referiu que, no trimestre, as vendas do Kogenate® subiram 16,7% para 300 milhões de euros (388 milhões de dólares), com o crescimento impulsionado pelo aumento das remessas enviadas a um parceiro de distribuição e pelos negócio na Austrália. A receita do Betaferon® subiu 1% em relação ao mesmo período do ano passado, para 292 milhões de euros (378 milhões de dólares), que a Bayer disse que se deveu principalmente a um declínio na Europa, enquanto as vendas da linha de produtos YAZ® aumentou menos de 1% para 277 milhões de euros (359 milhões de dólares). A farmacêutica indicou que a receita do anticoncepcional oral “foi prejudicada pela concorrência dos genéricos, especialmente na Europa Ocidental”. Além disso, as vendas do Nexavar® subiram 12,4% para 199 milhões de euros (258 milhões de dólares), com o crescimento a ocorrer principalmente na China e nos EUA.

As vendas globais da empresa no terceiro trimestre cresceram 11,5% para 9,7 mil milhões de euros (12,6 mil milhões de dólares), embora Dekkers tenha dito que “o lucro líquido desceu […] devido a encargos especiais – particularmente para acções judiciais e de reestruturação”. Os números caíram 17,8% para 528 milhões de euros (683 milhões de dólares) com a Bayer a por de lado mais 205 milhões de euros (265 milhões de dólares) para litígios relacionados com a YAZ® e a Yasmin®. A Bayer indicou que, até agora, concordou em pagar um total de 750 milhões de dólares para resolver 3.490 processos judiciais que reivindicam que os contraceptivos orais causam lesões de coágulos venosos, com mais 3800 casos pendentes.

“Continuamos num caminho de sucesso, e confirmamos a nossa previsão para 2012”, acrescentou Dekkers. A empresa espera que as vendas globais cresçam de 4% para 5% este ano, levando a receita global de cerca de 39 mil milhões de euros (50,5 mil milhões de dólares) para 40 mil milhões de euros (51,8 mil milhões de dólares). Enquanto isso, as previsões da Bayer é de que as vendas de produtos farmacêuticos subam um pouco mais em 2012.

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/industria-farmaceutica/31-10-12/vendas-de-medicamentos-da-bayer-sobem-13-no-terceiro-tri

Publicação relacionada:
Pesquisa examina 4 mil medicamentos na França e mostra que metade deles são inúteis, e 25% perigosos ou mortais

__

%d blogueiros gostam disto: