Cientista brasileiro revela espantoso poder da vitamina D contra a esclerose múltipla – Globo Repórter 06.09.2013

https://vimeo.com/74317258

A Indústria Farmacêutica perde patentes e lucros: sua saúde vai pagar para restaurar estas perdas

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Quem resgatará a indústria farmacêutica? Pode ser você

Vêm aí testosterona spray, ritalina plus, patologização da insônia, e outras promessas fármaco-publicitárias

Está chegando ao fim, para a indústria farmacêutica mundial, a farra de lucros com alguns dos medicamentos mais vendidos. Nos Estados Unidos, expiraram as patentes de comprimidos como Lipitor, Seroquel, Zyprexa, Singulair e Concerta. Mas não se preocupe, Wall Street. A indústria farmacêutica não vai desapontar suas expectativas de ganhos só porque pouca ou nenhuma droga nova está surgindo e porque falhou na sua razão mesma de existir.

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Eis aqui seis novas iniciativas do marketing farmacêutico que vão garantir que as expectativas dos investidores continuem altas, par-e-passo com as mensalidades dos seguros-saúde. O segredo? Reciclar drogas antigas e descreditadas e explorar o marketing de doenças para vender algumas poucas novas drogas.

1. Repaginando a Ritalina

Agora que a indústria farmacêutica foi bem sucedida ao conseguir que cinco milhões de crianças de quatro a oito milhoes de adultos fossem diagnosticados com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), está procurando novos mercados para as drogas. Um novo uso da Ritalina (metilfenidato), a avó das drogas para TDAH, poderia ser para tratar transtornos alimentares.

Pesquisadores dizem que uma mulher que sofreu de bulimia nervosa, transtorno bipolar I, dependência de cocaína e álcool, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e transtorno do pânico “conseguiu uma remissão sustentada (por mais de um ano)” quando o metilfenidato foi adicionado à sua lista de remédios.

Mas também existem as grávidas. Um novo artigo sugere que tirar o metilfenidato durante a gravidez de uma mulher pode “representar risco significativo” e que, “em todos os casos, as crianças se desenvolveram normalmente e nenhum efeito adverso foi relatado,” apesar de terem sido expostas no útero. Sim, crianças podem receber medicamentos para TDAH na mais tenra idade: ainda como fetos.

A indústria farmacêutica também está de olho nos idosos, como um novo mercado para as drogas que tratam TDAH. O metilfenidato pode “melhorar a função da caminhada nos mais velhos”, escreveram pesquisadores recentemente. E uma grande clínica patrocinada pela Escola de Saúde Pública John Hopkins Bloomberg está a caminho de descobrir se o metilfenidato pode reduzir a apatia em pacientes com Alzheimer. É claro que muitos pacientes com esse mal não têm apatia, mas agitação e agressividade; estes serão excluídos.

2) Reposição hormonal masculino

Mulheres acima de 40 anos devem sentir um élan de justiça médica, diante do novo impulso para o tratamento do “Baixo T” nos homens, uma “doença” recente que agora está sendo agressivamente comercializada, incentivando a reposição de testosterona. Por mais de 50 anos, as publicações médicas foram implacáveis em dizer às mulheres que elas estavam “sobrevivendo aos seus ovários” (frase de propaganda real) e que a única esperança para manter a aparência, o marido e a sanidade era a reposição hormonal.

Agora, são os homens que estão ouvindo que a decaída no desempenho sexual e na energia, perda de massa muscular e ganho de peso os colocam na mesma posição. A lacuna em ambas campanhas de marketing é o fato de que pessoas não ficam velhas porque perdem hormônios; elas perdem hormônios porque estão ficando velhas.

Muitos produtos de reposição de testosterona têm sido aprovados pela FDA [Food and Drug Administration, agência reguladora da indústria farmacêutica nos Estados Unidos]: pílulas, injeções e adesivos a géis e soluções para uso tópico. Em novembro, foi aprovado o primeiro produto de reposição de testosterona feito para ser aplicado nas axilas, como um desodorante.

Os produtos de TRH (terapia de reposição hormonal) masculinos também implicam riscos. Eles podem agravar problemas benignos de próstata, causar falha do coração, apneia, toxidade hepática e possivelmente estimular o câncer de próstata, apesar de este permanecer como um risco teórico.

Testosterona injetada tem sido associada a embolias e reações alérgicas extremas (anafilaxia), sendo que ambas podem ser fatais. Homens que tomam Propecia contra a perda de cabelo podem especialmente desenvolver baixa testosterona, o que pode não ser reversível, pois reduz-se uma enzima envolvida na síntese do hormônio.

3) Tratar dependentes de álcool e drogas como doentes mentais que precisam de vacinas

Uma das poucas coisas boas no alcoolismo e na adição às drogas é que eles podem ser tratados de graça. Programas de doze passos como o dos Alcoólicos Anônimos utilizam grupos de apoio em vez de drogas, pessoal treinado ou seguro-saúde – e funciona. Não surpreende que as milhões de pessoas que se recuperam sem a ajuda da indústria farmacêutica sejam o seu mais recente alvo, na tentativa de alavancar receitas. Cada vez mais, as corporações estão pressionando clínicas de reabilitação e médicos a imputar diagnósticos de doença mental a pacientes em recuperação, para vender medicamentos caros.

Pior, Nora Volkow, a chefe do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos, está conduzindo experimentos cruéis em primatas na tentativa de desenvolver uma vacina para alcoolismo ou dependência. Existe algum alcoólico ou viciado no mundo que tomaria uma dessas vacinas? Ela não sabe que bebidas e drogas são divertidas (até determinado momento…) e que ninguém quer parar com elas antes da festa acabar? Ela não sabe que quando beber e usar drogas deixa de ser divertido, uma coisa chamada negação se abate e os aditos novamente não vão tomar sua vacina?

Essas vacinas para vícios serão vendidas a pessoas “em risco” de dependência com base em seu histórico familiar e varreduras de seu cérebros, o que soa um pouco, digamos, não-voluntário. E a comercialização de tratamentos precoces agressivos para doenças que pessoas nem têm ainda (“pré-osteoporose”, “pré-diabetes”, “pré-asma” e “pré-doenças mentais”) é um modelo de negócio infalível para a indústria farmacêutica porque as pessoas nunca saberão sequer se vão precisar dessas drogas – ou se precisam agora.

4) Patologizar a insônia

A insônia tem sido uma mina de ouro para a indústria dos medicamentos. Para encher os bolsos no mercado da insônia, as corporações criaram subcategorias para o problema – crônica, aguda, transitória, de início retardado e no meio-da-noite, assim como o despertar cansado. Sua insônia é tão única quanto você! Tampouco é coincidência que as medicações para “manter acordado” causem insônia e que as drogas para insônia, em razão da ressaca, criem o mercado das drogas para manter acordado.

Agora a indústria está anunciando que a insônia é na verdade um fator de “risco” para a depressão e que “tratar a insônia pode ajudar a tratar a depressão”. O novo Manual de Diagnósticos e Estatística (DSM-5 [Diagnostic and Statistical Manual]) da Associação Norte-Americana de Psiquiatria que saiu em maio [leia mais a respeito, em Outras Palavras] também acaba de patologizar o sono.

Considerada a bíblia dos tratamentos com drogas psiquiátricas, a última versão do DSM trouxe uma revisão do modo como a insônia é diagnosticada e classificada. “Se o distúrbio do sono é persistente e prejudica o funcionamento do corpo ao longo do dia, ele deve ser reconhecido e tratado”, escrevem os autores em um artigo na edição de dezembro da Journal of Clinical Psychiatry [Revista de Psiquiatria Clínica].

5) “Vender” doenças imunológicas crônicas

A artrite reumatóide, artrite psoriática, a espondilite anquilosante e a psoríase em placas são transtornos raros, mas você não saberia disso pelos últimos esforços da indústria farmacêutica. Suas condições autoimunes são cada vez mais tratadas com medicamentos frutos de engenharia genética injetáveis como Humira, Remicide, Enbrel e Cimzia, que dão às corporações 20 mil dólares por ano por paciente. Não causa espanto que uma recente campanha publicitária tente convencer as pessoas com dores nas costas “que nunca passam” de que elas realmente têm espondilite anquilosante.

Não espanta que a propaganda da “AR” (artrite reumatóide) esteja por todos os lugares e as de remédios para psoríase em placas prometam “pele mais clara” como se fossem cremes de beleza. Em Chicago, propagandas de drogas caras e injetáveis apareceram em jornais de universidades, como se fossem para a população em geral, não para pessoas com doenças incomuns.

Como tais drogas, chamadas de inibidoras de TNF, suprimem o sistema imunológico, elas atraem super infecções bactericidas e fúnguicas, herpes e cânceres raros, estes principalmente em crianças. Eles estão conectados com o crescimento de hospitalizações, reações alérgicas extremas e eventos cardiovasculares, tudo o que a indústria farmacêutica tenta minimizar. Bloqueadores de TNF também são vendidos para o enfraquecimento dos ossos e asma, condições que iriam raramente garantir seus riscos. Xolair, vendido para asma apesar dos avisos da FDA, recentemente foi muito falado como um grande tratamento para a coceira crônica.

6) A reciclagem do Neurontin

A apreensão da droga Neurontin (gabapentin) não foi o melhor momento da indústria de medicamentos. Uma repartição da Pfizer Inc. foi declarada culpada, em 2008, por promover o remédio para o transtorno bipolar, dores, enxaquecas e para afastar as drogas e o álcool, quando tinha sido aprovado apenas para neuralgia pós-herpética, epilepsia e dor causada por herpes zoster. A multa foi de 430 milhões de dólares. Ops. A Pfizer realmente promoveu os usos ilegais enquanto estava sob inquérito por atividades ilegais relacionadas ao Lipitor; e mais tarde promoveu usos ilegais para uma droga similar, a Lyrica, enquanto estava sob o acordo relacionado ao Neurontin! Ela parece, de fato, incorrigível.

Para vender Neurontin, a Parke-Davis, da Pfizer, lançou um elaborado “plano de publicação”, cujo objetivo era conseguir peças de marketing disfarçadas de ciência, em revistas médicas. Em apenas três anos, a Parke-Davis colocou 13 artigos escritos por fantasmas em publicações de medicina, promovendo usos que estão fora da bula para o Neurontin. Isso incluiu um suplemento no prestigioso Cleveland Clinic Journal of Medicine (Revista Clínica de Medicina de Cleveland, tradução livre), que a empresa transformou em 43 mil reimpressões disseminadas por seus representantes. “Veja, doutor, dizem aqui que…”.

E há ainda mais duplicidade. Em 2011, três anos antes do acordo de 430 milhões de dólares, a tentativa da Pfizer chamada STEPS (“Study of Neurontin: Titrate to Effect, Profile of Safety” — “Estudo da Neurontin: dosagem efetiva, perfil de segurança”, tradução livre) foi denunciado por também ser publicidade, e não um estudo científico; era uma ferramenta de vendas criada para inspirar os 772 investigadores que participavam do experimento a prescrever o Neurontin.

Recentemente, os novos usos do remédio para tosse crônica, menopausa e insônia estão aparecendo na literatura científica. Por que ninguém parece acreditar neles?

Por Martha Rosenberg, no Alternet. Texto original em português no Blog Outras Palavras. Tradução: Gabriela Leite

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/28878/quem+resgatara+a+industria+farmaceutica+pode+ser+voce.shtml

Indústria farmacêutica e corrupção. “Institutional Corruption of Pharmaceuticals and the Myth of Safe and Effective Drugs”

A indústria farmacêutica tem corrompido a prática da medicina por meio de sua influência sobre para que as drogas são desenvolvidas, como elas são testadas , e como o conhecimento médico é criado.

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Institutional Corruption of Pharmaceuticals and the Myth of Safe and Effective Drugs

Donald W. Light
Harvard University – Edmond J. Safra Center for Ethics

Joel Lexchin

York University

Jonathan J. Darrow

Harvard Law School

June 1, 2013

Journal of Law, Medicine and Ethics, Vol. 14, No. 3, 2013, Forthcoming
Abstract:
Over the past 35 years, patients have suffered from a largely hidden epidemic of side effects from drugs that usually have few offsetting benefits. The pharmaceutical industry has corrupted the practice of medicine through its influence over what drugs are developed, how they are tested, and how medical knowledge is created. Since 1906, heavy commercial influence has compromised Congressional legislation to protect the public from unsafe drugs. The authorization of user fees in 1992 has turned drug companies into the FDA’s prime clients, deepening the regulatory and cultural capture of the agency. Industry has demanded shorter average review times and, with less time to thoroughly review evidence, increased hospitalizations and deaths have resulted. Meeting the needs of the drug companies has taken priority over meeting the needs of patients. Unless this corruption of regulatory intent is reversed, the situation will continue to deteriorate. We offer practical suggestions including: separating the funding of clinical trials from their conduct, analysis, and publication: independent FDA leadership; full public funding for all FDA activities; measures to discourage R&D on drugs with few if any new clinical benefits; and the creation of a National Drug Safety Board.

Acceso libre a texto completo en:

http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=2282014

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Indústrias farmacêuticas: pesquisas têm como critério o lucro, não a saúde

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 “Diante dos lucros, certas indústrias farmacêuticas colossais não hesitam em colocar em risco a vida dos doentes distribuindo no mercado preparados, cujas benéficas e terapêuticas particularidades exageram, enquanto, simultaneamente, dissimulam os efeitos colaterais.


Isto é, enganam categorias inteiras de doentes propondo-lhes medicamentos que ou não são necessários, ou não são terapêuticos, ou pior, ainda, colocam a vida dos doentes em risco, destaca recente pesquisa de cientistas australianos, britânicos e norte-americanos, publicada na revista científica European Journal for Clinical Investigation, com tema central a influência das indústrias farmacêuticas na vida dos cidadãos.


Entre os autores de pesquisa, o australiano Emanuel Stamatakis, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade deSydney, que em suas declarações à imprensa caracterizou como “pelo menos uma deformação” as pesquisas médicas dependerem do financiamento dos industriais de medicamentos.

Cientistas mostram que laboratórios vendem o que não é necessário ou não funciona

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Zurique – Diante dos lucros, certas indústrias farmacêuticas colossais não hesitam em colocar em risco a vida dos doentes distribuindo no mercado preparados, cujas benéficas e terapêuticas particularidades exageram, enquanto, simultaneamente, dissimulam os efeitos colaterais.
Isto é, enganam categorias inteiras de doentes propondo-lhes medicamentos que ou não são necessários, ou não são terapêuticos, ou pior, ainda, colocam a vida dos doentes em risco, destaca recente pesquisa de cientistas australianos, britânicos e norte-americanos, publicada na revista científica European Journal for Clinical Investigation, com tema central a influência das indústrias farmacêuticas na vida dos cidadãos.
Entre os autores de pesquisa, o australiano Emanuel Stamatakis, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade deSydney, que em suas declarações à imprensa caracterizou como “pelo menos uma deformação” as pesquisas médicas dependerem do financiamento dos industriais de medicamentos.

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Ainda, o Dr. Stamatakis avaliou a realização de pesquisas clínicas pelas indústrias farmacêuticas assemelhando-as com pintores dos quais pedimos que sejam críticos de suas obras, enquanto, simultaneamente, são candidatos a prêmio.
Ainda, não deixou de denunciar a “indústria de cooptação” de médicos e cientistas montada internacionalmente pelas indústrias farmacêuticas para levarem seus produtos de seus depósitos aos armários dos pacientes, atraindo médicos e cientistas com luxuosas viagens, supostos “simpósios” realizados em destinos exóticos, suculentos jantares, generosos “apoios” para o financiamento de pesquisas e valiosos “brindes” de fim de ano, e outros.

Testes tendenciosos

Revelou o característico caso o lançamento do medicamento Rosiglitazone, para diabéticos, fabricado pela indústria farmacêutica GlaxoSmithKline, o qual, embora, tenha sido retirado dos mercados da Europa e da Nova Zelândia após milhares de denúncias por ter causado séria cardiopatia e até infartos, continua disponível na Austrália, enquanto, “ao invés do específico remédio, seria mais eficaz receitar ao paciente leves exercícios de ginástica”…

Os investigadores que participaram da pesquisa, avaliando os dados de 600 testes clínicos, constataram que “as indústrias farmacêuticas financiam, planejam e controlam a fatia do leão dos mais importantes estudos médicos” e verificaram assim que os novos preparados farmacêuticos que são submetidos a testes clínicos, os quais são financiados pelas indústrias farmacêuticas, têm quatro vezes mais possibilidades de receberem licença de fabricação e serem lançados nos mercados internacionais, em antítese aos testes clínicos que são patrocinados por organismos sem fins lucrativos.

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Assim, os pesquisadores propuseram a constituição de um banco internacional destinado a financiar todos os testes clínicos, evitando que existam interesses conflitantes com as indústrias farmacêuticas, que afetam desfavoravelmente a credibilidade dos testes clínicos.
Obviamente, para esta espécie de proposta ter esperanças de ser materializada é preciso ser derrubado o poder do capital. Sem os povos terem os instrumentos da economia em suas próprias mãos, o remédio, a pesquisa relacionada com este não pode ser um bem social.
No capitalismo, o sistema socioeconômico que tem como critério a lucratividade dos capitalistas, não poderão ser atendidas sequer as mais básicas necessidades populares e o direito a assistência médica de qualidade e gratuita.

Laura Britt
Sucursal da União Européia
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Vitamina D – reconhecida publicamente como indispensável: mas ainda tratada como mero suplemento

A confusão na Medicina sobre a Vitamina D permanece por falta de atualização médica e descaso com o paciente.

A Vitamina D continua sendo pública e notoriamente reconhecida como vital para a saúde e sua falta no momento atual mais uma vez alertada com a GRAVIDADE de uma PANDEMIA.  Mas médicos e mídia continuam a ela se referindo como simples “nutriente” [como pode ser conferido no noticiário desta semana reproduzido abaixo], quando não é discutível na comunidade médica internacional que trata-se de um pré-hormônio.

Por outro lado, é inegável que existe um forte interesse da indústria farmacêutica em que esse erro conceitual permaneça no meio médico e na mídia, pois assim as doses diárias necessárias para preservação da saúde, que são de 10.000 UIs [o que o corpo humano normalmente produziria através da pele diariamente SE em contato com a natureza], serão sempre consideradas como “superdosagens” e isto EVITARÁ que essa Indústria perca 40% de seus lucros anuais no mundo todo. Não são poucos médicos, que além de serem desatualizados, são também cúmplices dos interesses desta Indústria.

Celso Galli Coimbra — OABRS 11352

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O que você come pode reduzir ou aumentar o risco de câncer

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Várias décadas atrás, os médicos estiveram no escuro sobre o papel da alimentação na saúde. Na verdade, a maioria dos médicos tinham pouca informação em nutrição e o papel que vitaminas e minerais tinham nas doenças. Os médicos foram ensinados a concentrar-se em tratar os sintomas da doença, em vez de prevenir a doença em si!

 

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No entanto,  hoje em dia, os médicos estão muito mais conscientes da relação entre as dietas de seus pacientes e as doenças que eles podem contrair. Como digo a meus pacientes, uma dieta saudável pode reduzir muito os riscos para as 3 maiores preocupações com saúde que enfrentam hoje, doença cardíaca, diabetes e câncer.

Com isso em mente,  gostaria de compartilhar com você algumas informações de dieta específica que dou aos meus pacientes para reduzir o risco para câncer.

Mudar o seu prato, aumentar a sua saúde!

Primeiro, você precisa repensar a distribuição da quantidade do alimento que você coloca no seu prato. Se você  come normalmente muito alimento de origem animal (carne bovina, carne de porco, peixe, frango, ovos) e uma porção muito menor de alimentos à base de plantas, legumes, frutas, ou grãos. Estavam indo para alterar essa relação para isso:

Prato com 2/3 preenchidos com alimentos ricos em fibras, alto nível de vitamina/mineral como grãos integrais (arroz integral, macarrão de trigo integral) ou leguminosas (grão de bico, lentilhas, feijão, ervilhas verdes e amarelas), vegetais amarelo/vermelho/verde (pimentas, verdes escuros, como espinafre, couve), frutas com alto conteúdo de água (maçãs, ameixas, laranjas, melão, damascos, pêssegos).

Prato com 1/3 preenchido com carne bovina, carne de porco, frango, peixe, ovos (ignorar se você incluir leguminosas e prefere vegetariano). Este 1/3 não deve ser maior do que um baralho de cartas. Evite carnes processadas como salsicha, bacon que contêm nitrito de sódio, um conservante associado com câncer. Também evitar queimar ou tostar (partes escuras). Estas proteínas animais com o calor ou alta temperatura produzem altos níveis de Aminas Heterocíclicas que são cancerígenas.

Evitar o microondas: quando bandejas plásticas são super-aquecidas, elas podem lançar Xenoestrogens, que pode agravar os desequilíbrios hormonais masculino/feminino e aumentar o risco de câncer. Se você tem microondas, esvazie o alimento em um prato de vidro e cubra com papel de cera. Ou, não compre alimentos congelados em bandeja.

Escolha orgânico, lave bem

Em segundo lugar, queremos evitar tantos produtos químicos em nossos alimentos quanto possível. Muitos frutas e vegetais produzidos comercialmente (grandes marcas) contêm pesticidas, vários dos quais são cancerígenos. Rótulos comerciais destes produtos não mencionam a quais produtos químicos foram expostos, então assume-se que eles foram. Aqui estão 3 opções para evitar esses produtos químicos:

Lave bem Frutas e Legumes antes de comer. Há no mercado atualmente produtos de lavagem disponíveis que removem esta química. Deixe de molho num recipiente por 15-20 minutos com 1 colher de hipoclorito de sódio, que pode ser encontradas nas farmácias. Morangos precisam de mais tempo, pois as sementes podem armazenar produtos químicos.

Comprar produtos orgânicos custos um pouco mais, mas eles são cultivados sem pesticidas.

Compro Local – produtos cultivados localmente são geralmente livre de conservantes químicos, porque eles não têm de viajar muito.

Plantar numa pequena horta seus próprios produtos se você tem espaço em seu jardim, uma horta pessoal pode ser um passatempo muito gratificante. Você tem a segurança de saber que está sem produtos químicos cancerígenos e ainda pode economizar muito dinheiro do supermercado!

Coma bastante fibra

Geralmente somos deficientes em fibra e comemos muita gordura saturada. Já a fibra é a chave para uma saudável, reduzindo o risco de câncer. A Fibra ajuda rapidamente a expelir os agentes cancerígenos e as gorduras saturadas que se alojam no seu intestino. Aqui está como fazê-lo:

Tenha como objetivo consumir 25 gramas por dia, você deve ler os rótulos para certificar-se de que está recebendo o suficiente.

Adicione mais cereais integrais – farinha de aveia no café da manhã, pão integral, para o almoço, arroz integral ou macarrão de trigo integral para o jantar. Consulte o prato de 2/3 acima.

Adicionar mais frutas e verduras na sua dieta – Devemos comer 5-6 porções de frutas e vegetais por dia. Tente comer o quanto puder, com exceção de tomates que liberam o licopeno que combate o câncer quando cozido.

Fazer gorduras trabalharem por você e não contra você

As gorduras, as corretas, devem fazer parte de uma dieta saudável. Comemos muito gorduras saturadas de origem animal e muito pouco gorduras insaturadas, mais saudáveis. Eu recomendo o seguinte: limitar as gorduras saturadas – não mais de 20 gramas por dia.

Comer nozes – Nozes e castanhas contêm gorduras boas como Omega-3 que são úteis para evitar câncer e são anti-inflamatórias. Várias castanhas ou nozes por dia são tudo que você precisa para colher benefícios. Evite mofo e aflatoxinas que se formam na refrigeração após a abertura e que são cancerígenas.

Use óleos para cozinhar como vegetais como óleo de oliva, coco, linhaça, cártamo. Manter temperaturas baixas (menos de 240 graus) ao cozinhar com estes óleos, ou adicioná-los aos alimentos mais tarde. Calor e alta temperatura fazem todos os óleos ficaram cancerígenos. Mantenha na geladeira e/ou armazenar em local fresco e escuro para evitar o ranço.

Adicione 1g de Omega-3s diariamente, peixes, krill, ou óleo de linhaça.

E não se esqueça…

Água : A dieta mais básica, reduz o risco da doença. Nossos corpos, dependendo do tamanho, são cerca de 70% de água! Precisamos de muita água todos os dias para manter nossos sistemas trabalhando corretamente expelindo as toxinas e carcinógenos.

Beber todos os dias bastante água limpa e filtrada podem manter esses agentes bem longe do seu sangue e aparelho digestivo evitando o acúmulo deles que pode causar problemas.

Se sua urina está clara o consumo de água/fluido é adequado. Se parece mais escura e mais pesada, você precisa de mais água. Lembre-se, a transpiração faz com que você perca mais líquidos, então você precisa repor água para ficar bem hidratado.

Suplementos: Um boa dica de sumplemento vitamínico é : vitamina C, vitamina E, selênio, beta-caroteno e vitamina d. Estas são anticancerígenas potências e deve ser parte de sua dieta saudável todos os dias.

Estas são algumas dicas para evitar o risco de câncer através de uma dieta saudável! São mudanças fáceis que têm um bônus de 3-em-1. Não só vai reduzir o risco de câncer, mas também irá diminuir o risco de doenças cardíacas e diabetes!

Mark Rosenberg, M.D.
UNOPress

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Suprema Corte dos Estados Unidos proíbe patentear DNA humano natural

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Em sua primeira sentença desse tipo sobre a genética humana, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu por unanimidade nesta quinta-feira que material genético produzido sinteticamente pode ser patenteado, mas que isso não se aplica ao DNA natural.

Os nove juízes concederam vitória parcial à empresa de biotecnologia Myriad Genetics, de Salt Lake City (Utah), detentora das patentes em questão.

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O principal órgão judicial dos Estados Unidos preservou importantes proteções de patentes que beneficiam a indústria de biotecnologia, mas deixou claro que isso não abrange o DNA extraído do corpo humano.

Pesquisadores e defensores dos pacientes dizem que isso pode baratear os exames genéticos que apontam riscos de doenças.

O tribunal se pronunciou em uma ação movida por pesquisadores médicos e outros interessados, envolvendo sete patentes detidas ou licenciadas pela Myriad, relacionados a dois genes associados aos cânceres de mama e ovário.

O trabalho da Myriad nos diagnósticos preventivos atraiu a atenção mundial neste ano, quando a atriz Angelina Jolie anunciou que havia extraído as duas mamas depois que um exame apontou que ela tinha um risco extremamente elevado de desenvolver câncer de mama.

O setor de biotecnologia viu algo de bom na decisão, observando que os juízes mantiveram intactas as proteções de patente sobre as formas de DNA produzidas por cientistas em laboratórios, e os processos usados para realizar os exames que prognosticam o câncer e outras doenças. O setor vinha alertando que uma condenação mais rigorosa à Myriad ameaçaria um investimento de bilhões de dólares.

Em voto redigido pelo juiz Clarence Thomas, a corte disse que o chamado cDNA (“c” de “complementar, por ser “editado” em laboratório) pode ser patenteado, pois não ocorre naturalmente, o que lhe garantiria proteção sob a lei federal.

Um laboratorista, escreveu ele, “inquestionavelmente cria algo novo quando o cDNA é feito”. Thomas observou que a chamada patente metodológica, que abrange os procedimentos técnicos para a realização de determinado processo, não foi afetada pela sentença.

O acordo intermediário, que havia sido recomendado aos juízes pelo governo Obama, terá menos impacto sobre a Myriad do que se o tribunal tivesse proibido as patentes de todo tipo de material genético. Todas as patentes contestadas da Myriad expiram em 2015, mas a empresa diz deter outras que protegerão seus exames até 2018 e potencialmente depois.

As ações da Myriad tiveram alta superior a 10 por cento depois da sentença devido à expectativa de que ela continuará lucrando com seus exames de diagnóstico preventivo do câncer.

Mas essa alta acabou sendo revertida mais tarde, à medida que analistas de Wall Street questionaram as implicações em mais longo prazo sobre as ferramentas genéticas de diagnóstico.

Com reportagem adicional de Diane Bartz, Sharon Begley e Bill Berkrot
Reuters

http://noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos/suprema-corte-dos-estados-unidos-proibe-patentear-dna-humano-natural,04c54b65d463f310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

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Doença autoimune eleva risco de transtornos de humor

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Estudo mostra que problema pode aumentar em até 62% a incidência dos distúrbios

O tratamento para uma doença autoimune – como lúpus e esclerose múltipla pode ser difícil, causando sequelas físicas e psicológicas ao paciente. Essa relação foi comprovada recentemente em um estudo desenvolvido pela Universidade de Aarhus, na Dinamarca, que mostra a alta incidência de transtornos de humor, como depressão, em pessoas com infecções graves e patologias autoimunes. Os resultados foram publicados dia 12 de junho do Journal of The American Association – Psychiatry.

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O trabalho analisou um total de 3,56 milhões de pessoas nascidas entre 1945 e 1996. Elas foram acompanhadas entre os dias 1 de janeiro de 1977 e 31 de dezembro de 2010. Entre os participantes, foram notificadas 91.637 entradas hospitalares para transtornos de humor.

Os autores descobriram que uma visita no hospital por conta de doenças autoimunes aumentou o risco de um posterior diagnóstico de transtorno de humor em 45%. Além disso, qualquer histórico de hospitalização por infecção grave elevou a incidência de transtornos do humor no futuro em 62%. Os dois fatores de risco afetando o mesmo paciente aumentam ainda mais o risco. De acordo com o estudo, cerca de um terço (32%) dos participantes diagnosticados como tendo um transtorno de humor tinham um contato hospitalar anterior devido a uma infecção, ao passo que 5% tinham um contato anterior do hospital devido a uma doença autoimune.

De acordo com os cientistas, as respostas imunes causadas pelas doenças podem afetar o cérebro, elevando o risco para transtornos do humor. No entanto, são necessários mais estudos para comprovar uma relação de causa e efeito.
Entenda o que são doenças autoimunes

Uma doença autoimune é uma condição que ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano. Existem mais de 80 tipos diferentes de doenças autoimunes e nenhuma delas possui prevenção conhecida.
Causas

Normalmente, os leucócitos do sistema imunológico ajudam a proteger o corpo contra substâncias nocivas, produzindo anticorpos. Nos pacientes com doença autoimune, o sistema imunológico não consegue distinguir entre os tecidos saudáveis do corpo e os antígenos. O resultado é uma resposta imunológica que destrói os tecidos normais do corpo. A causa dessa incapacidade de distinguir entre os tecidos saudáveis do corpo e os antígenos é desconhecida. Os órgãos ou tecidos normalmente afetados pelas doenças autoimunes são: vasos sanguíneos, tecidos conjuntivos, glândulas endócrinas, articulações, músculos, glóbulos vermelhos e pele. Exemplos de doenças autoimunes são: dermatomiosite, tireoidite de Hashimoto, esclerose múltipla, artrite reumatoide, lúpus e diabetes tipo 1.

Os sintomas de uma doença autoimune variam conforme a doença e a localização da resposta imune anormal. Entre os sintomas que ocorrem frequentemente com doenças autoimune estão: cansaço, febre e mal-estar geral. Os sintomas das doenças autoimunes podem aparecer e desaparecer. Quando os sintomas pioram, chama-se de crise.
Tratamentos

A escolha do tratamento usado depende da doença específica e seus sintomas. Alguns pacientes podem necessitar de suplementos para repor um hormônio ou vitamina ausente no corpo. Se a doença autoimune afetar o sangue, pode ser necessário receber transfusões de sangue. As pessoas com doenças autoimunes que afetam ossos, articulações ou músculos podem necessitar de ajuda para se movimentar ou realizar outras funções. Frequentemente, são receitados medicamentos para controlar ou reduzir a resposta do sistema imunológico. Eles são chamados de medicamentos imunossupressores.

http://www.minhavida.com.br/saude/materias/16438-doenca-autoimune-eleva-risco-de-transtornos-de-humor

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Câncer de mama: a vitamina D ou mastectomia

 

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“(…) sua forma muitas vezes letal de câncer de mama tende a atacar as mulheres mais jovens e é resistente aos tratamentos existentes , mas Gonzalo e seus colegas agora acreditam que a VITAMINA D poderia ser um tratamento para muitas mulheres com esta forma mortal de câncer de mama. “

 

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Did Angelina Jolie choose the best option for preventing breast cancer? Because having surgery to remove both breasts is a personal choice, we may never have the answer to this question. However, a double mastectomy does not have to be the only choice a woman has.

 

 

English: pink ribbon

English: pink ribbon (Photo credit: Wikipedia)

 

According to an article in Natural News, investigators for The Journal of Cell Biology, led by Susana Gonzalo, Ph.D., assistant professor of biochemistry and molecular biology at Saint Louis University, ‘… (researchers) have found a molecular pathway that contributes to triple-negative breast cancer. This often deadly form of breast cancer tends to strike younger women and is resistant to existing treatments, but Gonzalo and colleagues now believe vitamin D could be a treatment for many women with this deadly form of breast cancer.’

The research team identified a pathway of molecules in women who are born with BRCA1 gene mutations, which increases their risk for developing breast and ovarian cancers. Tumors grow when the pathway is activated. These tumors don’t respond to standard cancer treatments such as chemotherapy.

It was found that vitamin D turned the molecular pathway off. A study conducted at the German Cancer Research Center with researchers from the University Hospitals in Hamburg-Eppendorf, published in the medical journal Carcinogenesis, showed evidence that women with low blood levels of vitamin D had a much greater risk of breast cancer. In fact, women who had been diagnosed with the most aggressive form of breast cancer had low blood levels of vitamin D.

As many as 1 in 500 women in the US carry the genetic mutation that increases their risk for breast cancer by 60 percent. Even with these high odds against them, women can choose to closely monitor for signs of cancer and begin a regimen of vitamin D supplements.

There have been many recent discoveries in cancer research which give hope to people battling all forms of cancer. We now know about the increased risk of cancer by eating processed meats with sodium nitrates. This includes hot dogs, lunch meats, canned meats, sausage, bacon and frozen meals with meat.

Eating whole foods that have not been genetically altered, fresh organic fruits and vegetables and meat from farms that hasn’t been pumped full of antibiotics and growth hormones is a healthy way to reduce cancer risks. Spicing foods with Turmeric is another way to decrease the risk of cancer.

Although many cures have been found for several types of cancer, they are not well known. For instance, adding vitamin D to your cancer-fighting regimen does not earn money for doctors who make a living treating patients with chemotherapy and radiation. As sad as it is, cancer is a money-making machine. Natural cures are dismissed by the mainstream medical researchers because there is no money in them.

With all of the billions of dollars poured into cancer research in the last 50 years, isn’t it a bit odd that so few cures and treatments have been found? Or have they? There are nearly 100 cancer research institutes in America who operate on donations. If simple, natural cures for cancer were found, thousands of people would be out of a job. It would be counter-productive to find a cure that is safe and affordable.

What do you think? Are there more cures for cancer than we are aware of or do you believe that cancer is destined to be with mankind forever? Please comment and share your thoughts on this subject.

http://www.examiner.com/article/breast-cancer-vitamin-d-or-mastectomy

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Vitamina D, a vitamina do Sol, ajuda no tratamento de asma

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A irresponsabilidade de muitos dermatologistas em não se atualizarem como médicos, ou informarem honestamente a população, atende aos interesses financeiros dos fabricantes de protetores solares e prejudica a saúde de inúmeras pessoas em diferentes níveis de gravidade, inclusive levando à morte parcela delas.

Celso Galli Coimbra – OABRS 11352

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21/05/13 – BBC

Tomar sol tem um efeito positivo para os pacientes que sofrem de asma.

Cientistas da Universidade King’s College, de Londres, mostraram uma ligação direta entre baixos níveis de vitamina D, que é fabricada pelo corpo durante a exposição ao Sol, e a piora dos sintomas da asma.

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As pessoas que têm asma apresentam dificuldades para respirar quando suas vias aéreas ficam inchadas, inflamadas e contraídas, e elas geralmente são tratadas com esteroides, mas nem todos respondem bem.

O trabalho revela que o contato com a luz solar “acalma” uma parte do sistema imunológico que é estimulada em excesso pela asma.

Já se sabia que a vitamina D é essencial para ativar o sistema imunológico e, há poucos dias, pesquisadores escoceses alertaram que as campanhas contra o câncer de pele estão tendo um efeito colateral grave quanto aos benefícios de se tomar Sol:

 asol

“Nós sabemos que pessoas com altos níveis de vitamina D conseguem controlar melhor sua asma – esta conexão chama bastante a atenção,” disse a pesquisadora Catherine Hawrylowicz.

A equipe da cientista investigou o impacto da vitamina em uma substância química do corpo humano, a interleucina-17, uma parte vital do sistema imunológico que ajuda a combater infecções.

Entretanto, a substância também pode causar problemas quando atinge níveis muito altos e já foi relacionada intensamente à asma.

O estudo mostrou que a vitamina D reduz os níveis de interleucina-17 nos pacientes.

A equipe está realizando agora uma série de testes clínicos para ver se a administração de vitamina D como suplemento pode substituir a exposição ao Sol para a sintetização natural do composto.

Fontes: BBC e http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=vitamina-d-tratamento-asma&id=8862&nl=nlds

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Vitamina D, a vitamina do sol, pode ajudar no tratamento de asma

James Gallagher

Repórter de Ciência e Saúde da BBC News

Atualizado em  20 de maio, 2013 – 10:28 (Brasília) 13:28 GMT
Luz solar | Foto: BBCExposição à  luz solar pode ajudar  pacientes de  asma  que  não  respondem  bem a esteróides

O tempo que pacientes que sofrem de asma ficam sob a luz do sol pode ter um impacto sobre os efeitos da doença,  revela um estudo de uma equipe de cientistas da universidade King’s College, de Londres.

A pesquisa indica uma relação entre baixos níveis de vitamina D, que é fabricada pelo corpo durante a exposição ao sol, à piora dos sintomas da asma.

Dentre os resultados do trabalho, os especialistas descobriram que o contato com a luz solar “acalma” uma parte do sistema imunológico que é estimulada em excesso pela asma.

O tratamento de pacientes asmáticos com a administração de vitamina D, no entanto, não foi testado pelo estudo.

As pessoas que têm asma apresentam dificuldades para respirar quando suas vias aéreas ficam inchadas, inflamadas e contraídas, e elas geralmente são tratadas com esteroides, mas nem todos respondem bem.

Controle

“Nós sabemos que pessoas com altos níveis de vitamina D conseguem controlar melhor sua asma – esta conexão chama bastante a atenção”, disse a pesquisadora Catherine Hawrylowicz.

A equipe da cientista investigou o impacto da vitamina em uma substância química do corpo humano, interleucina-17.

Trata-se de uma parte vital do sistema imunológico que ajuda a combater infecções.

Entretanto, ela também pode causar problemas quando atinge níveis muito altos e já foi relacionada intensamente à asma.

Neste estudo, divulgado na publicação especializada Journal of Allergy and Clinical Immunology, a vitamina D foi capaz de reduzir os níveis de interleucina-17 em 28 pacientes.

Testes clínicos

A equipe do King’s College realiza agora uma série de testes clínicos para ver se a administração de vitamina D pode realmente ajudar os pacientes de asma a lidarem melhor com os sintomas da doença.

O foco do estudo deve ser os pacientes que não respondem bem aos esteroides, e produzem sete vezes mais interleucina-17 do que os outros.

“Nós acreditamos que tratar as pessoas com vitamina D pode fazer com que os pacientes resistentes aos esteroides passem a responder a eles ou permitam que aqueles que já conseguem controlar sua asma tomem menos esteroides”, disse Hawrylowicz.

A especialista explica que uma cultura de se cobrir no sol e usar protetor solar pode ter aumentado as taxas de asma, mas ela aproveita para alertar que “sol demais faz mal”.

Efeitos colaterais

Malayka Rahman, da organização de caridade britânica voltada para o tratamento e esclarecimento sobre asma, a Asma UK, valoriza os resultados do trabalho.

“Para a maioria das pessoas com asma, os remédios atualmente disponíveis são uma forma efetiva de controlar a doença, mas nós sabemos que eles não funcionam para todos, e é por isso que pesquisar novos tratamentos é vital”, disse.

Ela também menciona o fato de muitos destes medicamentos apresentarem efeitos colaterais – algo que poderia ser aliviado com uma diminuição da quantidade de remédios ingeridos pelos asmáticos.

“Também sabemos que muitas pessoas com asma se preocupam com os efeitos adversos dessas drogas, então se a vitamina D reduzir a quantidade de remédios necessária, isto teria um impacto enorme na qualidade de vida desses pacientes”, afirmou.

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O que você não sabe ou reconhece pode prejudicar a sua saúde

A doença celíaca cujo local mais afetado é o trato gastrointestinal – é uma das doenças autoimunes mais mal diagnosticadas, de acordo com Peter H. R. Green, diretor do Centro de Doença Celíaca da Universidade Columbia. Os motivos vão desde o fato de que até bem pouco tempo a doença era considerada rara – portanto os médicos não a investigavam – ao desconhecimento por parte da classe, uma vez que a doença celíaca não fazia parte de muitos programas médicos educacionais. Felizmente, isso está mudando.

Depois de passar, pelo menos, vinte anos da minha vida tendo fortes e inexplicáveis dores de cabeça, ser submetida a diversos tratamentos para corrigir anemia (baixa quantidade de ferro/ferritina) e ser acometida, ainda relativamente jovem, com problemas de osteopenia nos quadris com evolução para osteoporose, desenvolvi mais uma doença autoimune a Artrite Reumatóide. Falta de sorte? Não, falta de diagnóstico!

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Eu era celíaca e não sabia! Hein? Sim, é isso mesmo! Celíaco é o nome dado às pessoas que não podem ingerir trigo ou, mais corretamente, glúten: proteína encontrada naturalmente no trigo, centeio e cevada. Escondido em alimentos como pizzas, massas, pães, cervejas, molhos e um número infinito de produtos industrializados, incluindo medicamentos, o glúten pode estar destruindo a saúde de muitas pessoas sem que elas saibam. E aqui começa o nosso suposto problema ou a solução para ele.

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A doença celíaca cujo local mais afetado é o trato gastrointestinal – é uma das doenças autoimunes mais mal diagnosticadas, de acordo com Peter H. R. Green, diretor do Centro de Doença Celíaca da Universidade Columbia. Os motivos vão desde o fato de que até bem pouco tempo a doença era considerada rara – portanto os médicos não a investigavam – ao desconhecimento por parte da classe, uma vez que a doença celíaca não fazia parte de muitos programas médicos educacionais. Felizmente, isso está mudando.

Depois de passar, pelo menos, vinte anos da minha vida tendo fortes e inexplicáveis dores de cabeça, ser submetida a diversos tratamentos para corrigir anemia (baixa quantidade de ferro/ferritina) e ser acometida, ainda relativamente jovem, com problemas de osteopenia nos quadris com evolução para osteoporose, desenvolvi mais uma doença autoimune a Artrite Reumatóide. Falta de sorte? Não, falta de diagnóstico!

Nas doenças autoimunes o corpo ataca a si próprio. E na doença celíaca as células do sistema imunológico danificam as vilosidades do intestino delgado provocando uma inflamação, ou seja, elas destroem a porção do intestino responsável pela absorção de nutrientes necessários à manutenção da boa saúde.

O glúten é a proteína responsável por desencadear o processo inflamatório. As células do sistema imunológico presentes na sua maioria no trato digestivo e encarregadas da defesa do organismo tratam o glúten como se este fosse um impostor, e travam uma verdadeira batalha para destruir o invasor. No combate, as partes afetadas são, exatamente, as vilosidades, encarregadas de digerir e absorver os alimentos.

Diferentes porções do intestino delgado têm a função de absorver nutrientes distintos. Por exemplo, além de outros, o ferro e o cálcio são absorvidos na chamada porção proximal do intestino delgado: local onde a doença celíaca causa mais danos. Ora, não é de admirar os problemas que enfrentei com repetidos quadros de anemia e infindáveis diagnósticos de osteopenia que acabaram evoluindo para osteoporose: ainda assim a doença celíaca, por vezes silenciosa, seguiu seu curso sem levantar suspeitas e sem ser diagnosticada, até o aparecimento da segunda doença autoimune.

Hoje é perfeitamente documentado e conhecido o fato de que as doenças autoimunes tendem a aparecer em pares, ou seja, se você desenvolver uma é provável que desenvolva a segunda.

O The New Journal of Medicine catalogou pelo menos 55 doenças relacionadas à doença celíaca ou à intolerância ao glúten. Entre elas encontramos a artrite reumatóide, a esclerose múltipla, a ataxia cerebelar, a doença de Hashimoto, a osteoporose e outras. O problema maior é que como a doença celíaca nem sempre é apontada como uma das possíveis causas de doenças autoimunes, muitas vezes os pacientes iniciam o tratamento dos sintomas sem eliminar a causa. O que pode, com o passar do tempo, levar ao agravamento da doença autoimune.

No entanto, segundo pesquisadores, cientistas e médicos não é o glúten que torna o trigo que consumimos um “veneno perfeito e crônico”, mas sim o fato de que hoje usamos uma qualidade de trigo geneticamente modificado com características muito diferentes do trigo que usávamos há cinqüenta anos. E isto explica, em parte, por que a doença celíaca, considerada rara no passado, deixou de ser tão rara assim e hoje afeta um em cada 133 americanos. No Brasil, embora os números não sejam conhecidos, estima-se que a situação seja mais ou menos semelhante.

Com a evolução de ambas as doenças autoimunes, há dois anos eu precisei andar com o auxílio de uma bengala e as horas produtivas do meu dia foram muito reduzidas, devido às frequentes pausas para descanso. O cansaço produzido pelas inflamações era tão grande que não restava energia para outra coisa a não ser dormir. Sem medicamentos e com uma dieta alternada e 100% sem glúten recuperei a minha saúde e qualidade de vida. Hoje faço exercícios cardiológicos e musculação três vezes por semana sem nenhuma restrição ou limitação física. A bengala virou estória!

Assim como eu, se você também tem ou suspeita ter a doença celíaca ou qualquer outra doença autoimune, procure o seu médico e converse com ele. Insista e não desista! Mas lembre-se: uma dieta bem balanceada e 100% sem glúten poderá fazer milagres pela saúde do seu corpo. Se eu consegui você também pode conseguir o mesmo. O antigo ditado, “Você é o que você come!”, vem provando ser uma grande verdade.

Referências:

Celiac Disease The Hidden Epidemic by Peter H.R. Green

The Autoimmune Epidemic by Donna Jackson Nakazawa

Fora estudos práticos, as informações desse artigo foram baseadas em pesquisas conduzidas pelo autor e estas não devem substituir o seu relacionamento com médicos qualificados e não devem ser entendidas como um conselho médico. A intenção é partilhar conhecimento e informação vindos a partir de pesquisas e experiências da autora. A autora encoraja a todos que façam suas próprias decisões médicas levando em conta suas próprias pesquisas auxiliadas por profissional médico qualificado.

Rosanne Martins é bióloga, química, terapeuta holística, coach, palestrante motivacional e autora do livro Por que sonhar se não para realizar? Site da autora: http://www.rosannemartins.com.br.

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Genética influi pouco em doenças autoimunes

English: Angelina Jolie at the Cannes film fes...

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Luis Ricardo Goulart Filho, o estudo ajuda a esclarecer suspeitas que sempre existiam na área médica. “Existem doenças, como o diabetes, que conseguimos identificar o gene responsável pelo desencadeamento dela, mas muitas outras enfermidades dessa magnitude são causadas por fatores externos. Como esse estudo mostra, seria bastante complicado definir os agentes só no DNA da pessoa”, destaca o pesquisador. O geneticista diz ainda que as pessoas com um gene relacionado a alguma doença podem não desenvolvê-la. “Podemos usar como exemplo o caso da Angelina Jolie, que tinha cerca de 80% de chances de ter câncer de mama. Isso significa que 20% (de pacientes como ela) não desenvolvem. Por isso, não podemos generalizar e dizer que a hereditariedade seria a principal causa. Temos fatores, como o estresse e a poluição, que podem fazer diferença”, destaca.

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Cientistas da Universidade Queen Mary, de Londres, realizaram o sequenciamento genético de mais de 40 milpessoas

Em um estudo publicado na revista Nature, pesquisadores ingleses fizeram um mapeamento genético de grandes proporções em busca de indícios que ligassem a origem das doenças autoimunes a fatores genéticos. O objetivo da equipe era encontrar uma maneira de combater essas enfermidades em sua formação inicial, mas o resultado mostrou que o enfoque nos genes pode não ser muito efetivo, pois outros importantes fatores parecem estar por trás do desencadeamento desses males.

Os cientistas da Universidade Queen Mary, de Londres, realizaram o sequenciamento genético de mais de 40 mil pessoas. A investigação usou como base seis quadros autoimunes: doenças da tireoide, doença celíaca, doença de Crohn (enfermidade crônica inflamatória intestinal), psoríase, esclerose múltipla e diabetes tipo 1. O mapeamento dos participantes foi dividido em dois grupos, sendo que 24.892 voluntários tinham algum desses males, e 17.019 eram saudáveis. Ao analisar os genes dos dois conjuntos de indivíduos e compará-los, os estudiosos perceberam que o fator genético das doenças é pequeno (na ordem de 3%). Logo, outros fatores seriam grandes responsáveis por esse tipo de condição.

De acordo com David Van Heel, professor de genética gastrointestinal de Queen Mary e líder do estudo, os genes que foram identificados não são suficientes para que um tratamento mais eficaz possa ser desenvolvido. “Para cada doença, deve haver centenas de fatores, e o risco genético é provavelmente herdado de um grande número de variantes de ambos os genitores. Se for esse o caso, talvez seja possível prever com exatidão as chances de um indivíduo desenvolver doenças autoimunes. Entretanto, os resultados não fornecem informações essenciais sobre a base biológica dessas condições e sobre as vias envolvidas”, destaca o pesquisador no trabalho.

Para o geneticista da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Luis Ricardo Goulart Filho, o estudo ajuda a esclarecer suspeitas que sempre existiam na área médica. “Existem doenças, como o diabetes, que conseguimos identificar o gene responsável pelo desencadeamento dela, mas muitas outras enfermidades dessa magnitude são causadas por fatores externos. Como esse estudo mostra, seria bastante complicado definir os agentes só no DNA da pessoa”, destaca o pesquisador. O geneticista diz ainda que as pessoas com um gene relacionado a alguma doença podem não desenvolvê-la. “Podemos usar como exemplo o caso da Angelina Jolie, que tinha cerca de 80% de chances de ter câncer de mama. Isso significa que 20% (de pacientes como ela) não desenvolvem. Por isso, não podemos generalizar e dizer que a hereditariedade seria a principal causa. Temos fatores, como o estresse e a poluição, que podem fazer diferença”, destaca. (VS)

 

Fogo amigo
Doenças autoimunes são quadros que ocorrem quando o sistema imunológico ataca e destrói os tecidos saudáveis do corpo, como se fosse incapaz de distinguir o que é prejudicial e o que faz parte do próprio organismo. Existem mais de 80 tipos dessas enfermidades.

http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/05/23/noticia_saudeplena,143471/genetica-influi-pouco-em-doencas-autoimunes.shtml

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Os abusos da indústria farmacêutica. Meio de controle social? Qual o papel dos médicos?

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Por Martha Rosenberg, no Alternet | Tradução: Gabriela Leite

Expensive medicine

Está chegando ao fim, para a indústria farmacêutica mundial, a farra de lucros com alguns dos medicamentos mais vendidos. Nos Estados Unidos, expiraram as patentes de comprimidos como Lipitor, Seroquel, Zyprexa, Singulaire Concerta. Mas não se preocupe, Wall Street. A indústria farmacêutica não vai desapontar suas expectativas de ganhos só porque pouca ou nenhuma droga nova está surgindo e porque falhou na sua razão mesma de existir. Eis aqui seis novas iniciativas do marketing farmacêutico que vão garantir que as expectativas dos investidores continuem altas, par-e-passo com as mensalidades dos seguros-saúde. O segredo? Reciclar drogas antigas e descreditadas e explorar o marketing de doenças para vender algumas poucas novas drogas.

1. Repainando a Ritalina

Agora que a indústria farmacêutica foi bem sucedida ao conseguir que cinco milhões de crianças e de quatro a oito milhoes de adultos fossem diagnosticados com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), está procurando novos mercados para as drogas. Um novo uso da Ritalina (metilfenidato), a avó das drogas para TDAH, poderia ser para tratar transtornos alimentares. Pesquisadores dizem que uma mulher que sofreu de bulimia nervosa, transtorno bipolar I, dependência de cocaína e álcool, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e transtorno do pânico, “conseguiu uma remissão sustentada (por mais de um ano)” quando o metilfenidato foi adicionado à sua lista de remédios.

Mas também existem as grávidas. Um novo artigo sugere que tirar o metilfenidato durante a gravidez de uma mulher pode “representar risco significativo”e que, “em todos os casos, as crianças se desenvolveram normalmente e nenhum efeito adverso foi relatado,” apesar de terem sido expostas no útero. Sim, crianças podem receber medicamentos para TDAH na mais tenra idade: ainda como fetos.

A indústria farmacêutica também está de olho nos idosos, como um novo mercado para as drogas que tratam TDAH. O metilfenidato pode “melhorar a função da caminhada nos mais velhos”, escreveram pesquisadoresrecentemente. E uma grande clínica patrocinada pela Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg está a caminhode descobrir se o metilfenidato pode reduzir a apatia em pacientes com Alzheimer. É claro que muitos pacientes com esse mal não têm apatia, mas agitação e agressividade; estes serão excluídos.

2) Reposição hormonal masculina

Mulheres acima de 40 anos devem sentir um élan de justiça médica, diante do novo impulso para o tratamento do “Baixo T” nos homens, uma “doença” recente que agora está sendo agressivamente comercializada, incentivando a reposição de testosterona. Por mais de 50 anos, as publicações médicas foram implacáveis em dizer às mulheres que elas estavam “sobrevivendo aos seus ovários” (frase de propaganda real) e que a única esperança para manter a aparência, o marido e a sanidade era a reposição hormonal. Agora, são os homens que estão ouvindo que a decaída no desempenho sexual e na energia, perda de massa muscular e ganho de peso os colocam na mesma posição. A lacuna em ambas campanhas de marketing é o fato de que pessoas não ficam velhas porque perdem hormônios; elas perdem hormônios porque estão ficando velhas.

Muitos produtos de reposição de testosterona têm sido aprovados pela FDA[Food and Drug Administration, agência reguladora da indústria farmacêutica nos Estados Unidos]: pílulas, injeções e adesivos a géis e soluções para uso tópico. Em novembro, foi aprovado o primeiro produto de reposição de testosterona feito para ser aplicado nas axilas, como um desodorante.

Os produtos de TRH (terapia de reposição hormonal) masculinos também implicam riscos. Eles podem agravar problemas benignos de próstata, causar falha do coração, apneia, toxidade hepática e possivelmente estimular o câncer de próstata, apesar de este permanecer como um risco teórico. Testosterona injetada tem sido associada a embolias e reações alérgicas extremas (anafilaxia), sendo que ambas podem ser fatais. Homens que tomam Propeciacontra a perda de cabelo podem especialmente desenvolver baixa testosterona, o que pode não ser reversível, pois reduz-se uma enzima envolvida na síntese do hormônio.

3) Tratar dependentes de álcool e drogas como doentes mentais que precisam de vacinas

Uma das poucas coisas boas no alcoolismo e na adição às drogas é que eles podem ser tratados de graça. Programas de doze passos como o dos Alcoólicos Anônimos utilizam grupos de apoio em vez de drogas, pessoal treinado ou seguro-saúde – e funciona. Não surpreende que as milhões de pessoas que se recuperam sem a ajuda da indústria farmacêutica sejam o seu mais recente alvo, na tentativa de alavancar receitas. Cada vez mais, as corporações estão pressionando clínicas de reabilitação e médicos a imputar diagnósticos de doença mental a pacientes em recuperação, para vender medicamentos caros.

Pior, Nora Volkow, a chefe do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos, está conduzindo experimentos cruéis em primatas na tentativa de desenvolver uma vacina para alcoolismo ou dependência. Existe algum alcoólico ou viciado no mundo que tomaria uma dessas vacinas? Ela não sabe que bebidas e drogas são divertidas (até determinado momento…) e que ninguém quer parar com elas antes da festa acabar? Ela não sabe que quando beber e usar drogas deixa de ser divertido, uma coisa chamada negação se abate e os aditos novamente não vão tomar sua vacina?

Essas vacinas para vícios serão vendidas a pessoas “em risco” de dependência com base em seu histórico familiar e varreduras de seu cérebros, o que soa um pouco, digamos, não-voluntário. E a comercialização de tratamentos precoces agressivos para doenças que pessoas nem têm ainda (“pré-osteoporose”, “pré-diabetes”, “pré-asma” e “pré-doenças mentais”) é um modelo de negócio infalível para a indústria farmacêutica porque as pessoas nunca saberão sequer se vão precisar dessas drogas – ou se precisam agora.

4) Patologizar a insônia

A insônia tem sido uma mina de ouro para a indústria dos medicamentos. Para encher os bolsos no mercado da insônia, as corporações criaram subcategorias para o problema – crônica, aguda, transitória, de início retardado e no meio-da-noite, assim como o despertar cansado. Sua insônia é tão única quanto você! Tampouco é coincidência que as medicações para “manter acordado” causem insônia e que as drogas para insônia, em razão da ressaca, criem o mercado das drogas para manter acordado.

Agora a indústria está anunciando que a insônia é na verdade um fator de “risco” para a depressão e que “tratar a insônia pode ajudar a tratar a depressão”. O novo Manual de Diagnósticos e Estatística (DSM-5 [Diagnostic and Statistical Manual]) da Associação Norte-Americana de Psiquiatria que saiu em maio  também acaba de patologizar o sono. Considerada a bíblia dos tratamentos com drogas psiquiátricas, a última versão do DSM trouxe uma revisão do modo como a insônia é diagnosticada e classificada. “Se o distúrbio do sono é persistente e prejudica o funcionamento do corpo ao longo do dia, ele deve ser reconhecido e tratado”, escrevem os autores em um artigo na edição de dezembro da Journal of Clinical Psychiatry [Revista de Psiquiatria Clínica].

5) “Vender” doenças imunológicas crônicas

A artrite reumatóide, artrite psoriática, a espondilite anquilosante e a psoríase em placas são transtornos raros, mas você não saberia disso pelos últimos esforços da indústria farmacêutica. Suas condições autoimunes são cada vez mais tratadas com medicamentos frutos de engenharia genética injetáveis como Humira, Remicide, Enbrele Cimzia, que dão às corporações 20 mil dólares por ano por paciente. Não causa espanto que uma recente campanha publicitária tente convencer as pessoas com dores nas costas “que nunca passam” de que elas realmente têm espondilite anquilosante. Não espanta que a propaganda da “AR” (artrite reumatóide) esteja por todos os lugares e as de remédios para psoríase em placas prometam “pele mais clara”como se fossem cremes de beleza. Em Chicago (EUA), propagandas de drogas caras e injetáveis apareceram em jornais de universidades, como se fossem para a população em geral, não para pessoas com doenças incomuns.

Como tais drogas, chamadas de inibidoras de TNF, suprimem o sistema imunológico, elas atraem super infecções bactericidas e fúnguicas, herpes e cânceres raros, estes principalmente em crianças. Eles estão conectados com o crescimento de hospitalizações, reações alérgicas extremas e eventos cardiovasculares, tudo o que a indústria farmacêutica tenta minimizar. Bloqueadores de TNF também são vendidos para o enfraquecimento dos ossos e asma, condições que iriam raramente garantir seus riscos.  Xolair, vendido para asma apesar dos avisos da FDA, recentemente foi muito falado como um grande tratamento para a coceira crônica.

6) A reciclagem do Neurontin

A apreensão da droga Neurontin (gabapentin) não foi o melhor momento da indústria de medicamentos. Uma repartição da Pfizer Inc. foi declarada culpada,em 2008, por promover o remédio para o transtorno bipolar, dores, enxaquecas e para afastar as drogas e o álcool, quando tinha sido aprovado apenas para neuralgia pós-herpética, epilepsia e dor causada por herpes zoster. A multa foi de 430 milhões de dólares. Ops. A Pfizer realmente promoveu os usos ilegais enquanto estava sob inquérito por atividades ilegais relacionadas ao Lipitor; e mais tarde promoveu usos ilegais para uma droga similar, a Lyrica, enquanto estava sob o acordo relacionado ao Neurontin! Ela parece, de fato, incorrigível.

Para vender Neurontin, a Parke-Davis, da Pfizer, lançou um elaborado “plano de publicação”, cujo objetivo era conseguir peças de marketing disfarçadas de ciência, em revistas médicas. Em apenas três anos, a Parke-Davis colocou 13 artigos escritos por fantasmas em publicações de medicina, promovendo usos que estão fora da bula para o Neurontin. Isso incluiu um suplemento no prestigioso Cleveland Clinic Journal of Medicine (Revista Clínica de Medicina de Cleveland, tradução livre), que a empresa transformou em 43 mil reimpressões disseminadas por seus representantes. “Veja, doutor, dizem aqui que…”

E há ainda mais duplicidade. Em 2011, três anos antes do acordo de 430 milhões de dólares, a tentativa da Pfizer chamada STEPS (“Study of Neurontin: Titrate to Effect, Profile of Safety” — “Estudo da Neurontin: dosagem efetiva, perfil de segurança”, tradução livre) foi denunciado por também ser publicidade, e não um estudo científico; era uma ferramenta de vendas criadas para inspirar os 772 investigadores que participavam do experimento a prescrever o Neurontin.

Recentemente, os novos usos do remédio para tosse crônica, menopausa e insônia estão aparecendo na literatura científica. Por que ninguém parece acreditar neles?

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Walter Feldman e o tratamento da vitamina D – O percurso – parte 1

Walter Feldman e o tratamento da vitamina D – A revolução – parte 2

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Walter Feldman e o tratamento da vitamina D – O presente – parte 3

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Walter Feldman e o tratamento da vitamina D – O futuro – parte 4

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