Mercúrio é ainda mais perigoso no mar

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Agência FAPESP

 

As concentrações de mercúrio em água doce são muito maiores do que as encontradas em água salgada. Entretanto, ao serem ingeridos, são os peixes de mar que oferecem mais riscos à saúde humana.

A afirmação é de um estudo feito por pesquisadores da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e publicado neste domingo (27/6/2010) no site da revista Nature Geoscience.

O motivo é a própria água do mar. A versão potencialmente perigosa do mercúrio é o metilmercúrio (C2H6Hg), que se une à matéria orgânica dissolvida em água doce e, no mar, liga-se ao cloreto, ou seja, ao próprio sal.

“O modo mais comum por meio do qual a natureza transforma o metilmercúrio em uma forma menos tóxica é por meio da ação da luz solar. Quando o metilmercúrio é ligado à matéria orgânica dissolvida, como plantas ou animais decompostos, a luz do sol quebra a molécula”, disse Heileen Hsu-Kim, professora assistente de engenharia civil da Universidade Duke e um dos autores do estudo.

“Entretanto, na água do mar, o metilmercúrio permanece fortemente ligado ao cloreto, não sendo degradado com facilidade pela luz solar. Nessa forma, ele será ingerido por animais marinhos”, explicou.

O metilmercúrio é uma neurotoxina potente que, uma vez ingerida, pode provocar problemas nos rins, no sistema nervoso e até mesmo morte. A ingestão da substância é particularmente perigosa nos casos de gravidez, podendo causar problemas neurológicos na criança.

Como peixes e frutos do mar têm tendência natural de armazenar metilmercúrio em seus órgãos, eles são a principal fonte de ingestão do metal em humanos.

Quando introduzido na cadeia alimentar, o mercúrio se torna bioacumulativo e acaba se concentrando em maiores quantidades nos organismos topo de cadeia. 

“A exposição ao mercúrio é consideravelmente elevada nos Estados Unidos. Um levantamento epidemiológico recente verificou que 8% das mulheres tinham níveis de mercúrio mais altos do que o limite considerado ideal. Uma vez que os humanos estão no topo da cadeia alimentar, qualquer quantidade de mercúrio nos alimentos se acumula em nosso corpo”, disse Heileen.

Segundo a cientista, o estudo reforça a importância de direcionar pesquisas e políticas de controle do mercúrio para a água salgada.   Até hoje, a maior parte dos esforços tem sido direcionada à presença do metal em água doce.

Atualmente, destaca Heileen, cientistas contam com tecnologia capaz de medir com eficácia as concentrações de mercúrio na água do mar, que são menores – e, portanto, mais difíceis de identificar – do que na água doce.

“Como o metilmercúrio não é quebrado pela luz solar na água do mar, sua vida é muito maior ali do que na água doce”, disse. O mercúrio chega à água por muitas rotas. As fontes mais importantes são a combustão de carvão, o refino de ouro e de outros metais não ferrosos e erupções vulcânicas.

 

 

Nature Geoscience

O artigo Photolytic degradation of methylmercury enhanced by binding to natural organic ligands (doi: 10.1038/ngeo892), de Tong Zhang e Heileen Hsu-Kim, pode ser lido por assinantes da Nature Geoscience em www.nature.com/ngeo.

 

Fonte: http://www.institutoecofaxina.org.br/2010/07/estudo-mostra-que-mercurio-e-ainda-mais.html

 

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Você Comeria Salmão transgênico? FDA Aprova Salmão Geneticamente Modificado

 

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(…) Michael Hansen, um pesquisador da União dos Consumidores, explicou que o salmão transgênico pode causar reações alérgicas que o FDA é incapaz de prever. Peixes transgênicos também não poderão ser rotulados, deixando os consumidores no escuro sobre a sua origem.

Se o FDA não prestar atenção ao clamor público, o Congresso pode ainda evitar a comercialização do peixe transgênico. Wenonah Haute, diretor do Food & Water Watch, pede para que os consumidores contactem os seus deputados para derrubar o que tem sido chamado de “um experimento perigoso” às custas da saúde do consumidor.

Outras preocupações sobre o peixe transgênico diz respeito a capacidade deste superar o salmão natural do Atlântico. Se ele for solto na vida selvagem, o salmão AquAdvantage poderia se adaptar aos novos alimentos, sobreviver em habitats mais difíceis, e se reproduzir muito mais rápido que o salmão natural.

Andrew Kimbrell do Centro para a Segurança dos Alimentos concluiu que “o salmão geneticamente modificado não tem valor socialmente redentor. Ele é ruim para o consumidor, ruim para a indústria do salmão e ruim para o meio ambiente.”(…)

 

(NaturalNews) Depois de poucos e breves testes, o salmão transgênico, projetado para crescer duas vezes mais rápido que o salmão normal do Atlântico, foi considerado seguro para o ambiente e para o consumo humano. O FDA (a ANVISA dos EUA) acrescentou que ouviria comentários do público durante 60 dias, antes de finalmente decidir se aprova ou não o salmão.

As críticas a respeito da avaliação recente pelo FDA aponta para a falta de evidências suficientes de que o peixe é seguro para o consumo, e também da dificuldade em medir o impacto real sobre o meio ambiente uma vez que a produção em massa do salmão transgênico inicie.

De onde o salmão biotecnológico vem?

O controverso peixe é desenvolvido pela AquaBounty Technologies, uma pequena empresa de biotecnologia americana, cujo principal objetivo é encontrar a solução que poderia aumentar a produtividade da aquicultura. Sua pesquisa mais importante consiste em desenvolver
    salmão, truta, e ovos de tilápia que produzem  espécimes de rápido desenvolvimento. Para conseguir isso, os pesquisadores modificaram a estrutura genética do peixe. Sua variedade de salmão foi patenteada e recebeu o nome de Salmão AquAdvantage.

O relatório do FDA  afirma que “no que diz respeito à segurança dos alimentos, a FDA concluiu que alimentos feitos com o Salmão AquAdvantage são tão seguros quanto aqueles feitos com o salmão convencional do Atlântico, e que existe certeza razoável de que não existe nenhum prejuízo de seu consumo“.

O que dizem os críticos?

Michael Hansen, um pesquisador da União dos Consumidores, explicou que o salmão transgênico pode causar reações alérgicas que o FDA é incapaz de prever. Peixes transgênicos também não poderão ser rotulados, deixando os consumidores no escuro sobre a sua origem.

Se o FDA não prestar atenção ao clamor público, o Congresso pode ainda evitar a comercialização do peixe transgênico. Wenonah Haute, diretor do Food & Water Watch, pede para que os consumidores contactem os seus deputados para derrubar o que tem sido chamado de “um experimento perigoso” às custas da saúde do consumidor.

Outras preocupações sobre o peixe transgênico diz respeito a capacidade deste superar o salmão natural do Atlântico. Se ele for solto na vida selvagem, o salmão AquAdvantage poderia se adaptar aos novos alimentos, sobreviver em habitats mais difíceis, e se reproduzir muito mais rápido que o salmão natural.

Andrew Kimbrell do Centro para a Segurança dos Alimentos concluiu que “o salmão geneticamente modificado não tem valor socialmente redentor. Ele é ruim para o consumidor, ruim para a indústria do salmão e ruim para o meio ambiente.”

Fontes:
– Natural News: Would you eat biotech fish? FDA approves genetically engineered salmon

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Would you eat biotech fish? FDA approves genetically engineered salmon

(NaturalNews) After a few brief tests, GE salmon, meant to grow twice as fast as regular Atlantic salmon, was deemed safe both for the environment and for human consumption. The FDA added that it would take public comments for 60 days before finally deciding on whether or not to approve the salmon.

Criticism of the recent FDA assessment points to the lack of sufficient evidence that the fish is safe for consumption, and the difficulty in measuring its real impact on the environment once mass production begins.

Where does biotech salmon come from?

The controversial fish is developed by AquaBounty Technologies, a small American biotechnology company whose main goal is to find solutions that could increase the productivity of aquaculture. Its most important research consists of developing salmon, trout, and tilapia eggs that produce fast growing specimens. To achieve this, researchers have to modify the very genetic fabric of fish. Their salmon variety has been patented and bears the trade name AquAdvantage Salmon.

The FDA report so far states that “with respect to food safety, FDA has concluded that food from AquAdvantage salmon is as safe as food from conventional Atlantic salmon, and that there is a reasonable certainty of no harm from consumption.”

What the critics say

Michael Hansen, a researcher at the Consumers Union, explained that GE fish could cause allergic reactions that the FDA is unable to anticipate. GE fish will also likely not be labeled accordingly, leaving consumers in the dark about where the fish is coming from.

If the FDA does not heed the public outcry, Congress could still prevent the commercialization of GE fish. Wenonah Hauter, director at the Food & Water Watch, urges consumers to contact their congressmen to overturn what has been called “a dangerous experiment” at the expense of consumer health.

Other concerns about GE fish pertain to its ability to outcompete natural Atlantic salmon. If it is released into the wild, the AquAdvantage salmon could adapt to new pray, survive in tough habitats, and reproduce much faster than its natural counterpart.

Andrew Kimbrell of the Center for Food Safety concluded that “the GE salmon has no socially redeeming value. It’s bad for the consumer, bad for the salmon industry and bad for the environment.”

Healthy, vegan alternatives to GE salmon

Chickpeas have been hailed by vegans everywhere for their ability to mimic fish, making them an excellent addition to faux fish salads. Chickpeas provide considerable amounts of protein, slow release carbohydrates, folate and zinc.

A delicious vegan “salmon” dish can be prepared by mixing grated carrots, mashed chickpeas, white vinegar, tomatoes, finely grated lemon peel, lemon juice, dill, vegetable oil and a pinch of salt. The mixture can either be consumed raw, or divided into patties and baked for about 25 minutes. For added flavor, vegan “salmon” can be topped with vegan mayonnaise or grated horseradish.

When choosing salmon as a means to obtain healthy fats, many may want to consider chia instead. With 724 mg of Omega-3’s in 28 grams of salmon, and 4915 mg in 28 grams of chia, chia is a clear winner.

Sources for this article include:
http://www.reuters.com
http://www.fda.gov
http://www.guardian.co.uk
http://www.onegreenplanet.org/vegan-food/recipe-vegan-salmon-patties/
www.facebook.com

About the author:
Raw Michelle is a natural health blogger and researcher, sharing her passions with others, using the Internet as her medium. She discusses topics in a straight forward way in hopes to help people from all walks of life achieve optimal health and well-being. She has authored and published hundreds of articles on topics such as the raw food diet and green living in general. In 2010, Michelle created RawFoodHealthWatch.com, to share with people her approach to the raw food diet and detoxification.

Learn more: http://www.naturalnews.com/038469_GM_salmon_FDA_approval.html#ixzz2GOfF9E2r

A importância da colina para a regeneração neuronal

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“A colina é especialmente importante na gravidez. “Vários estudos já mostraram que ela é tão ou mais importante do que o ácido fólico durante a gestação”


Antes inimigo da saúde cardiovascular, o alimento agora está liberado pelos médicos

Anna Paula Buchalla

Ao longo das últimas décadas, o ovo carregou a má fama de inimigo da saúde cardiovascular. Como a gema é rica em colesterol, seu consumo foi associado ao aumento no risco de infarto e derrame. Foi necessária a revisão de mais de 200 estudos, realizados a partir da década de 80, com cerca de 8.000 pessoas, para chegar à sentença (definitiva, pelo menos até agora) de que o ovo tem mesmo substâncias potencialmente nocivas mas privar-se dele na dieta pode ser ainda mais danoso. Recentemente se descobriram três novos bons motivos para levá-lo de volta à mesa. Presente na gema, a colina é um nutriente vital para o bom funcionamento do cérebro. Além disso, o ovo é uma excelente fonte de triptofano, o aminoácido precursor da serotonina, a substância associada à sensação de bem-estar. Do total de gorduras contidas em um ovo, a maioria é de monoinsaturadas – a gordura do bem, protetora do coração.

Com o ovo condenado por tanto tempo, muita gente deixou de consumir o alimento – e, junto com ele, uma série de nutrientes essenciais ao organismo. Muitos deles podem ser encontrados em outros alimentos, mas a colina, em especial, é abundante sobretudo no ovo. Uma unidade tem cerca de 130 miligramas de colina, enquanto uma posta de 100 gramas de salmão tem 56 miligramas. Recentemente, pesquisadores das universidades Harvard e da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, analisaram a dieta de 2.000 mulheres e detectaram que as americanas ingerem uma quantidade de colina inferior à considerada ideal – 314 miligramas diários, contra os 425 miligramas recomendados. A colina é especialmente importante na gravidez. “Vários estudos já mostraram que ela é tão ou mais importante do que o ácido fólico durante a gestação”, diz o professor Cícero Galli Coimbra, do departamento de neurologia da Universidade Federal de São Paulo. A colina consumida pela mãe pode influenciar o desenvolvimento cerebral do feto. Além disso, outras pesquisas mostram que a substância é essencial para a saúde do cérebro, inclusive na formação de novos neurônios. Por essa razão, o consumo de colina é indicado na prevenção das doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. Alçada à condição de substância de 1.001 utilidades, a colina já pode ser encontrada em cápsulas, barras de cereais e bebidas energéticas.

Além de conter colina, o ovo é rico em proteínas. “Depois do leite materno, o ovo de galinha é a proteína animal mais completa e barata”, diz o professor Antonio Gilberto Bertechini, da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais. Outro benefício do ovo é a presença de antioxidantes, como a luteína e a zeaxantina, que ajudam a prevenir a degeneração macular. O baixo teor de gordura constitui mais uma vantagem do alimento. Uma unidade tem em média 7 gramas de gordura total – apenas 1,5 grama é gordura saturada, a metade do que se encontra numa fatia de queijo branco, considerado um alimento magro e saudável. “O ovo é o alimento de menor valor calórico com relação a outras fontes protéicas”, diz a nutricionista Eda Maria Scur. Um ovo tem cerca de 70 calorias. Um bife de 120 gramas, igualmente rico em proteínas, tem o dobro desse valor. O consumo de quatro gemas por semana é suficiente para obter todos esses benefícios.

De fato, o ovo tem muito colesterol. Uma unidade contém 213 miligramas da substância, quase o total da ingestão diária recomendada pela Associação Americana do Coração, que é de 300 miligramas. O erro, no entanto, é imaginar que todo esse colesterol, depois de ingerido, tem como destino certo o entupimento das artérias. Para 70% das pessoas, o colesterol da comida não causa impacto significativo nos níveis de gordura circulante no sangue. A elas, que não têm problema de colesterol, permite-se o consumo de até um ovo por dia. Para os 30% restantes, sugere-se moderação, mas não necessariamente a eliminação total do ovo do cardápio – especialmente se ele não dividir o prato com gorduras trans. Essas, sim, estão na mira dos médicos.

http://veja.abril.com.br/041006/p_104.html

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