Médicos são condenados por tráfico de órgãos em Kosovo

__

Réus foram acusados de crime organizado e exercício ilegal de atividade. Urologista Lutfi Dervishi foi condenado a oito anos de prisão.29/04/2013 12h18 – Atualizado em 29/04/2013 12h34

Da France Presse

Um tribunal europeu condenou nesta segunda-feira  (29)  cinco médicos kosovares a penas de até oito anos de prisão por tráfico de órgãos em Kosovo , no veredito de um caso que remonta a 2008 e cujas ramificações se estendem a Europa, América do Norte e Oriente Médio.

A pena mais importante, de oito anos de prisão, foi pronunciada contra o urologista Lutfi Dervishi, enquanto seu filho, o médico Arban Dervishi, foi condenado a sete anos e três meses de prisão.

Três acusados, todos médicos, foram condenados a penas de até três anos. Outros dois acusados, entre eles o ex-funcionário do alto escalão do Ministério da Saúde Ilir Rrecaj, foram absolvidos no julgamento, iniciado em 2011.

Durante o processo, Rrecaj reconheceu que transplantes ilegais aconteciam na clínica, mas negou envolvimento.

Os réus foram acusados de crime organizado e exercício ilegal da atividade médica, segundo a ata de acusação redigida pelo procurador europeu Jonathan Ratel.

Segundo a mesma fonte, mais de 30 extrações de rins e transplantes foram realizados ilegalmente na clínica Medicus, fechada em 2008, quando estourou o escândalo.

Os doadores, recrutados na Europa ou Ásia Central, tinham a promessa de que receberiam, cada um, cerca de 15 mil euros, enquanto os que recebiam os órgãos estavam dispostos a pagar, cada um, até 100 mil euros pela intervenção cirúrgica.

A ata de acusação designa o cidadão israelense Moshe Harel como cérebro de uma rede de recrutamento de doadores e receptores de órgãos. O médico turco Yusuf Ercin Sonmez é suspeito de ter realizado os enxertos de órgãos na clínica Medicus.

Nenhum dos dois consta entre os acusados no processo, uma vez que não foram colocados à disposição do tribunal europeu.

__

 

Anúncios

Rede de tráfico de órgãos desmantelada no Kosovo

__

acougue humano

 

 

 

 

 

 

Juízes europeus deslocados no Kosovo acusaram duas pessoas e emitiram mandados internacionais de captura contra duas outras, por transplante ilegal de órgãos, informou ontem a missão europeia de polícia e justiça, a Eulex, citada pela agência AFP.

Já em meados de Outubro haviam sido acusadas pelos mesmos delitos cinco outras pessoas, incluindo médicos e um antigo responsável do Ministério da Saúde.

Os media do Kosovo noticiaram que os doadores, pessoas muito pobres ou com grandes dificuldades económicas, originárias da Moldova, do Cazaquistão, da Rússia e da Turquia, eram aliciados a troco de promessas de 15 mil euros, enquanto os pacientes pagariam cerca de 100 mil euros pelo órgão e transplante. Uma acta de acusação, citada pela agência AP, é mais concreta e refere que a rede fazia “falsas promessas de pagamentos” de cerca de 14.500 euros por um rim e cobrava entre 110 mil euros e 137 mil euros pelo órgão e respectivo transplante.

Os já acusados são, segundo a Rádio Kosovo, cinco kosovares, um turco e um israelita. Um médico turco e um cidadão israelita serão os indivíduos que estão a ser procurados pela Interpol. A rede foi descoberta em Novembro de 2008, quando a polícia prendeu um israelita suspeito de ter negociado um transplante ilegal em Pristina. Nesse ano cerca de duas dezenas de doadores terão sido aliciados.

A Eulex está encarregada dos dossiers mais sensíveis em matéria criminal no Kosovo.

Fonte: http://www.publico.pt/mundo/noticia/rede-de-trafico-de-orgaos-desmantelada-no-kosovo-1465900

__

 

Testemunha diz que participou de tráfico de órgãos na guerra de Kosovo

Kosovo position within Serbia

Kosovo position within Serbia (Photo credit: Wikipedia)

__

A TV estatal sérvia (RTS) transmitiu nesta segunda-feira a entrevista com uma testemunha do tráfico de órgãos durante a guerra de Kosovo que afirma ter extraído o coração de uma vítima consciente e sem anestesia.

“Me deram um bisturi e ordenaram: ‘começa porque não temos muito tempo'”, revelou o homem, cuja voz foi distorcida pela emissora e que teria integrado a guerrilha de Kosovo.

“Coloquei minha mão esquerda sobre seu peito e comecei a cortar (…). O sangue jorrou e ele gritou pedindo para não ser mutilado, que não o matássemos”, disse a testemunha, com sotaque albanês.

“Ele perdeu a consciência. Não sei se desmaiou ou morreu, fiquei transtornado”, revelou a testemunha sobre a vítima, que “tinha cerca de vinte anos”.

CRIMES DE GUERRA

O promotor sérvio para crimes de guerra, Vladimir Vuckevic, disse no domingo que tinha uma testemunha –um ex-integrante da guerrilha do Kosovo– que sabe informações sobre o tráfico de órgãos extraídos de prisioneiros sérvios durante a guerra do Kosovo.

Segundo a testemunha, a cirurgia ocorreu em uma sala de aula, sobre três bancos colocados lado a lado para servir de mesa de operação. A vítima foi imobilizada por quatro guerrilheiros kosovares.

Na entrevista, a testemunha não revela onde ocorreu a operação, mas Vuckevic disse que a barbárie teve lugar no norte da Albânia, na zona de fronteira com Kosovo, “no final dos anos 90”.

A testemunha afirma que da operação participaram dois médicos, incluindo um encarregado de preservar o órgão retirado, e conta como um dos homens “arrancou o coração da caixa toráxica, ainda batendo”, após “secionarmos as artérias” da vítima.

O coração foi colocado em uma caixa térmica e levado imediatamente para o aeroporto de Tirana, onde os rebeldes foram recebidos por militares do Exército albanês. O órgão seguiu para o estrangeiro a bordo de um “pequeno avião particular” de matrícula turca, afirmou a testemunha.

As denúncias de tráfico de órgãos em Kosovo remontam a 2008 e fazem parte do relatório do parlamentar suíço Dick Marty, adotado em janeiro de 2011 pela Assembleia do Conselho da Europa.

O relatório cita os nomes de dirigentes da guerrilha kosovar, incluindo Hashim Thaçi, atual primeiro-ministro de Kosovo.

O premier Thaçi e as autoridades albanesas desmentem as acusações.

Fontes:

http://www.jornalfloripa.com.br/mundo/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=23500

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1151497-testemunha-diz-que-participou-de-trafico-de-orgaos-na-guerra-de-kosovo.shtml

http://www.band.com.br/noticias/mundo/noticia/?id=100000531986

__

Mercado negro de órgãos humanos cresce na Europa

 No Brasil

Map of municipalities of Kosovo

Map of municipalities of Kosovo (Photo credit: Wikipedia)

: Interpelação Judicial ao CFM, a União e ao Ministério Público Federal para esclarecer critérios de morte encefálica

“Os principais países fornecedores têm sido tradicionalmente a China, a Índia,o Brasil e as Filipinas. Mas especialistas dizem que os europeus são cada vez mais vulneráveis.”

_

POR DAN BILEFSKY

BELGRADO, Sérvia – Pavle Mircov e sua parceira, Daniella, verificam nervosamente sua caixa de e-mail a cada 15 minutos, desesperados pela salvação: um comprador disposto a pagar quase US$ 40 mil por um de seus rins.

O casal, que tem dois filhos adolescentes, colocou seus órgãos à venda em um site de anúncios seis meses atrás, depois que Mircov, 50 anos, perdeu o emprego em uma fábrica de carne aqui. Ele disse que não conseguiu encontrar trabalho e ficou desesperado.

“Quando você precisa colocar comida na mesa, vender um rim não parece um sacrifício tão grande”, disse.

Enfrentando a pobreza esmagadora, alguns europeus estão vendendo seus rins, pulmões, medula óssea ou córneas, informam especialistas. Esse fenômeno é relativamente novo na Sérvia, país que foi massacrado pela guerra e luta com a crise financeira que varreu o continente.

A disseminação da venda ilegal de órgãos na Europa foi facilitada pela internet, a escassez global de órgãos para transplantes e traficantes prontos para explorar a miséria econômica.

Na Espanha, na Itália, na Grécia e na Rússia, anúncios de pessoas que vendem órgãos -assim como cabelo, esperma e leite materno- aparecem na internet. Os preços chegam a US$ 250 mil para um pulmão.

No fim de maio, a polícia israelense deteve dez membros de uma rede criminosa internacional suspeita de tráfico de órgãos na Europa, segundo autoridades da União Europeia. Os suspeitos visavam pessoas pobres na Moldávia, no Cazaquistão, na Rússia, na Ucrânia e em Belarus.

“O tráfico de órgãos é uma indústria em crescimento”, disse Jonathan Ratel, um promotor especial da UE que está conduzindo um caso contra sete pessoas acusadas de atrair vítimas pobres da Turquia e ex-países comunistas para Kosovo, para vender seus rins, com falsas promessas de pagamentos de até US$ 20 mil. “Grupos do crime organizado estão atacando os vulneráveis dos dois lados da rede de suprimentos: pessoas muito pobres e pacientes ricos e desesperados que farão qualquer coisa para sobreviver.”

Os principais países fornecedores têm sido tradicionalmente a China, a Índia, o Brasil e as Filipinas. Mas especialistas dizem que os europeus são cada vez mais vulneráveis.

Estima-se que de 15 mil a 20 mil rins sejam vendidos ilegalmente em todo o mundo por ano, segundo a Organs Watch, um grupo de direitos humanos em Berkeley, Califórnia, que acompanha o comércio ilegal de órgãos. A Organização Mundial da Saúde estima que apenas 10% das necessidades globais para transplantes de órgãos estão sendo supridas.

O comércio de órgãos na Sérvia é ilegal e pode ser punido com até dez anos de prisão. Mas isso não desanima a população de Doljevac, uma cidade pobre com 19 mil habitantes no sul da Sérvia, cujo governo recusou uma tentativa dos moradores de registrar uma agência local para vender seus órgãos no exterior.

Violeta Cavac, dona de casa que defende a rede, disse que a taxa de desemprego em Doljevac é de 50% e que mais de 3 mil pessoas queriam participar. Segundo ela, privados de um canal legal para vender seus órgãos, os moradores agora tentam vendê-los na vizinha Bulgária ou em Kosovo.

“Eu venderei meu rim, meu fígado ou qualquer coisa para sobreviver”, disse ela.

As autoridades insistem que a Sérvia não é tão pobre que as pessoas precisem vender seus órgãos e informam que nenhum caso de tráfico de órgãos na Sérvia foi processado nos últimos dez anos. Especialistas que estudam a venda de órgãos ilegais disseram que os processos são raros porque os transplantes ocorrem em terceiros países, tornando difícil rastreá-los.

A economia em crise da Sérvia leva ao desespero

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/newyorktimes/53426-mercado-negro-de-orgaos-humanos-cresce-na-europa.shtml

__

União Europeia vai investigar tráfico de órgãos durante conflito do Kosovo

Negar não é suficiente: criminosos costumam negar seus crimes. Investigar é necessário e, inclusive, como evoluiu o tráfico de órgãos a partir daqueles conflitos armados, quando dividiu-se tráfico de cocaína e tráfico de órgãos de forma organizada.

Celso Galli Coimbra
OABRS 11352

__

Acusações surgiram em 2010 pelo Concelho da Europa. Primeiro-ministro kosovar, Hashim Thaci, negou alegados crimes.
15-05-2012 16:01

A União Europeia (UE) foi autorizada a investigar acusações de tráfico de órgãos durante o conflito do Kosovo em 1999. Soldados albaneses e kosovares são acusados de venderem órgãos de presos sérvios.

Na última quinta-feira, dia 10 de Maio, o Parlamento da Albânia aceitou dar independência às investigações da UE (SITF) com 127 votos a favor em 140. As acusações dos alegados crimes surgiram em 2010 contra combatentes do Kosovo pelo Concelho da Europa.

Face às declarações, o primeiro-ministro kosovar, Hashim Thaci, negou todas as atrocidades cometidas pelos soldados do país.

A administração das Nações Unidas (ONU) tomou posse do Kosovo e declarou oficialmente a independência da Sérvia em 2008.

UE investiga máfia do tráfico de órgãos na Albânia

__

Em relatório no ano passado, o Conselho da Europa acusou o primeiro-ministro do Kosovo, Hashim Thaci, e outros ex-comandantes insurgentes albaneses do Kosovo, de capturarem civis sérvios e extraírem órgãos das vítimas

Publicado em 10/11/2011, às 15h45

Agência Estado

Um procurador da União Europeia (UE) está visitando a Albânia, onde investiga acusações de que uma rede de criminosos vendia órgãos de civis sérvios capturados durante a Guerra do Kosovo, em 1998 e 1999. O procurador John Clint Williamson, da missão da Força-Tarefa Especial de Investigação da UE (EULEX), está em reuniões nesta quinta-feira com políticos graduados da Albânia, aos quais pedirá apoio na investigação.

Um porta-voz do governo albanês não quis comentar a visita de Williamson. Em relatório no ano passado, o Conselho da Europa acusou o primeiro-ministro do Kosovo, Hashim Thaci, e outros ex-comandantes insurgentes albaneses do Kosovo, de capturarem civis sérvios e extraírem órgãos das vítimas, os quais eram vendidos no mercado negro. Tanto Thaci quanto a Albânia negam as acusações.

As informações são da Associated Press.

__

Trafic d’organes au Kosovo: ouverture du procès

__

Le 4 octobre 2011, la Mission européenne de justice au Kosovo (Eulex) a annoncé la comparution au tribunal de sept personnes, en majorité médecins, accusées d’avoir pris part à un trafic d’organes et à des transplantations illégales dans la clinique Medicus de Pristina (Cf. Synthèse de presse du16/06/11 et du 05/09/11). L’établissement en question a été fermé en 2008, suite à une enquête policière.

Les victimes de ce trafic viendraient de l’Europe orientale et de l’Asie centrale. Ils se voyaient promettre 15.000 €, tandis que les receveurs, ressortissants israéliens, déboursaient jusqu’à 100.000 €.

Parmi les sept accusés figurent l’ancien secrétaire kosovar de la Santé, Ilir Rrecaj, soupçonné d’avoir fourni la licence à la clinique, ainsi que Lufti Dervishi, urologue de renom qui aurait mis en oeuvre les activités de transplantations. Le Dr Yusuf Sönmez, médecin turc surnommé le “Dr Franckenstein“, est également mis en cause dans l’affaire.

Le parlementaire suisse Dick Marty avait établi un parallèle entre cette affaire et un trafic d’organes présumé, perpétré par les maquisards kosovars en Albanie, pendant la guerre contre Belgrade à la fin des années 90. Il avait remis un  rapport sur la question au Conseil de l’Europe en décembre 2010 (Cf. Synthèse de presse du 16/12/10). Cette dernière affaire impliquerait Hashim Thaci, l’actuel Premier Ministre du Kosovo. Si celui-ci a démenti les accusations portées dans le rapport Marty, Eulex a nommé un procureur américain pour enquêter sur ces accusations.

AFP 06/10/11

__

%d blogueiros gostam disto: