Sequenciamento do genoma: Novas pesquisas podem gerar aumento no número de abortos

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Ao tornar o diagnóstico de doenças genéticas mais precoce, o sequenciamento também daria às mulheres mais tempo e potencialmente mais razões para considerar um aborto. (…)  Vários Estados americanos vêm regulamentando o aborto de forma mais restritiva nos últimos anos. Quatro deles (Arizona, Oklahoma, Illinois e Pensilvânia) proibiram a prática por motivo de sexo ou raça (cor da pele) do bebê, e há várias iniciativas legais também para torná-la ilegal quando motivada por anomalias físicas ou genéticas.

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Herton Escobar, do Estadão

São Paulo – Uma das principais preocupações éticas relacionadas ao sequenciamento do genoma de fetos nos Estados Unidos é que isso conduza a um aumento do número de abortos ou, no sentido contrário, a um aumento das restrições legais ao aborto.

Isso porque, ao tornar o diagnóstico de doenças genéticas mais precoce, o sequenciamento também daria às mulheres mais tempo e potencialmente mais razões para considerar um aborto. A interrupção da gravidez é permitida no País até o sexto mês de gestação, por qualquer motivo.

“Se você detecta mais problemas mais cedo na gestação, a probabilidade de a mulher optar por um aborto aumenta”, diz Jaime King, professora de Direito da Universidade da Califórnia em Hastings, que publicou um artigo sobre o assunto no início deste mês, na revista Nature.

Vários Estados americanos vêm regulamentando o aborto de forma mais  restritiva nos últimos anos. Quatro deles (Arizona, Oklahoma, Illinois e Pensilvânia) proibiram a prática por motivo de sexo ou raça (cor da pele) do bebê, e há várias iniciativas legais também para torná-la ilegal quando motivada por anomalias físicas ou genéticas.

O caso mais emblemático é o da síndrome de Down, causada por uma cópia extra (trissomia) do cromossomo 21 no genoma do feto. Testes de sangue e imagens de ultrassom podem dar indícios da doença, mas um diagnóstico conclusivo, tipicamente, só pode ser obtido a partir da 16.ª semana, com uma análise genética do líquido amniótico (amniocentese) – procedimento invasivo, que carrega 1% de risco de perda da gravidez.

Novos testes genéticos não invasivos, baseados no DNA fetal que circula no sangue da mãe, porém, permitiriam diagnosticar a síndrome já na 10.ª semana.

Para Jaime, isso não é necessariamente um problema, desde que a decisão de abortar seja tomada de forma informada e consciente. A preocupação maior quando se olha para o genoma inteiro, segundo ela, refere-se a características genéticas menos determinísticas, como mutações pontuais que podem aumentar o risco de doenças que poderão se manifestar – ou não – somente na vida adulta.

“O que a maioria das pessoas teme é que as mulheres recebam informações equivocadas ou confusas e acabem decidindo por um aborto com base em conclusões erradas. Isso seria realmente trágico”, diz. “As pessoas são muito determinísticas. Seria muito fácil interpretar um risco como uma certeza de que algo ruim vai acontecer.”

Nesse ponto, diz ela, é essencial que a Food and Drug Administration (FDA) regulamente o uso de testes genéticos no período pré-natal, para garantir que eles só serão usados para obter informações que sejam confiáveis e clinicamente relevantes.

Indicação. Para a chefe do setor de Medicina Fetal do Hospital Albert Einstein, Rita Sanchez, testes genéticos só devem ser feitos quando há alguma indicação clínica que o justifique. “Talvez no futuro as pessoas queiram sequenciar o genoma sem indicação médica, mas não vejo muita vantagem nisso.”

Fonte: http://exame.abril.com.br/ciencia/noticias/novas-pesquisas-podem-gerar-aumento-no-numero-de-abortos?page=2

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Dor muda de estatuto e passa a ser doença

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04/12/2012 – 08:23

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Os laboratórios farmacêuticos estão a intensificar os investimentos em várias novas categorias de medicamentos contra a dor, que têm vindo a ser testadas em pacientes,  avança o Valor Económico, citando o Financial Times.

A dor é um problema sério. Responde por mais de metade de todas as consultas médicas.  As vendas mundiais de analgésicos totalizam 40 mil milhões de dólares anuais. Mas ela é    há muito minimizada pelos médicos, que a tratam mais frequentemente como um sintoma do que como uma doença com existência própria. Mesmo quando uma queixa subjacente  foi curada, a dor que ela desencadeou muitas vezes continua a atormentar os pacientes, deixando centenas de milhões de pessoas com dificuldade de trabalhar ou viver confortavelmente.

“Estamos determinados a elevar o estatuto da dor”, diz o professor Richard Langford, presidente da Sociedade Britânica de Dor. “Ela tem vindo a ser, inquestionavelmente, uma doença patinho feio que não é nem uma coisa nem outra. Falta a consciência de que a dor acarreta efeitos secundários e letalidade. Ela reduz a expectativa de vida. Não dá para ficar de braços cruzados”.

Infelizmente para as pessoas destruídas por dores crónicas, os laboratórios farmacêuticos – frustrados pelas dificuldades científicas – transferiram os seus investimentos para outros distúrbios. Nos últimos anos, concentraram-se menos nas causas do que nas maneiras de evitar o uso abusivo de analgésicos – muitas vezes à base de opióides estigmatizados por seu uso “recreativo” como alucinógenos. Mas há actualmente novos sinais de avanços revolucionários na ofensiva contra a dor. Os laboratórios farmacêuticos estão a intensificar os investimentos, e várias novas categorias de medicamentos têm vindo a ser testadas em pacientes. A Pfizer, a Johnson & Johnson e a AstraZeneca, ao lado de empresas de menor porte, como a Allergan, a MAP e a Zogenix, estão a desenvolver programas na área da dor. A consultoria de pesquisa de mercado Datamonitor contabiliza quase 200 medicamentos experimentais em processo de teste.

A análise diagnóstica começa a identificar mecanismos estruturais como mutações genéticas, e exames de laboratório apontam para o potencial analgésico das picadas das aranhas caranguejeiras, cobras e abelhas. Os cientistas, além disso, aderem cada vez mais à prática de isolar a dor pelo mapeamento dos fluxos de sangue no cérebro.

“Este foi um ano óptimo”, diz Clifford Woolf, do departamento de neurobiologia da Faculdade de Medicina de Harvard, que identifica os recentes avanços tanto do meio académico quanto dos órgãos reguladores e dos laboratórios farmacêuticos. “Efectivamente acho que a actividade científica está melhorando”, diz.

O reconhecimento da dor crónica também está a crescer. Num relatório do ano passado, o Instituto de Medicina dos EUA estimou que o mal atingiu 100 milhões de americanos e custou cerca de 600 mil milhões de dólares por ano em tratamento e em perda de produtividade. O estudo “A Dor na Europa” mostrou que quase 20% das pessoas disseram sofrer de dores crónicas que se estenderam por pelo menos seis meses, das quais uma parcela próxima de 40% não estava satisfeita com o tratamento que recebeu.

O professor Christopher Murray, do Instituto de Indicadores e Avaliação da Saúde da Universidade de Washington, disse que a sua maior surpresa foi constatar o impacto de distúrbios como problemas musculoesqueléticos, como dor nas costas. Ele finaliza um estudo sobre a carga mundial de doenças de todos os tipos, a ser publicado no mês que vem.

“Elas são muito mais generalizadas do que se pensava”, diz ele. “Há uma grande e crescente necessidade de tratar eficazmente alguns desses distúrbios crónicos, e a parte problemática é que a maioria dos países não está equipada para atender a essa necessidade”, diz.

Muitos dos factores que geram dor, além disso, estão a aumentar no mundo inteiro: uma população em processo de envelhecimento, mais vulnerável a doenças como artrite e cancro; o aumento da obesidade, que desencadeia diabetes, com complicações de natureza neurológica; e a expansão das cirurgias, com risco de dor no pós-operatório.

Muitos dos factores que geram dor estão a aumentar no mundo, como o envelhecimento da população

Mas o tratamento muitas vezes continua ineficaz. Os medicamentos actualmente usados são limitados na sua capacidade de reduzir ou eliminar o sofrimento, e muitas vezes geram efeitos secundários relevantes. Os antiepilépticos desencadeiam fadiga e perda de concentração, por exemplo, enquanto os opióides podem causar prisão de ventre, dependência ou até mesmo morte, quando tomados em altas doses.

Alguns argumentam que os médicos, tradicionalmente, não deram suficiente ênfase à abordagem da dor em si, preferindo experimentar tratamentos das causas estruturais, sem se concentrar suficientemente no alívio. Isso deixa pacientes com cancro terminal, por exemplo, em situação de extrema dor física.

Mas, em muitas pessoas, não chega a ser diagnosticado qualquer problema estrutural. Noutras, mesmo quando a causa directa é identificada e tratada, a dor persiste, ou volta após certo período de trégua. Isso sugere que a dor pode ser – ou se tornar – uma doença por si só, em vez do que apenas um sintoma de outros distúrbios.

O Dr. Stuart Derbyshire, da Universidade de Birmingham, diz: “A boa notícia é que a dor está a ser levada muito mais a sério hoje e que os médicos estão um pouco mais preparados para acreditar em seus pacientes. O problema é que não há nada de novo para tratá-la. A situação até ficou pior, com mais pacientes e menos alternativas de tratamento. É uma grande decepção”.

Um dos motivos disso são as limitações do dinheiro e do foco dedicados a esse campo. O centro de pesquisa National Institutes of Health, ligado ao Departamento de Saúde dos EUA, com orçamento anual de 30 mil milhões de dólares, financia unidades voltadas para muitas doenças, mas não tem um instituto específico para a dor. “Os pacientes de dor crónica não têm grupos activistas muito ruidosos, como os de VIH”, diz Jürgen Häussler, chefe de pesquisa de dor da Johnson & Johnson, que lançou em 2011 uma versão de liberação prolongada no organismo do Nucynta®, um opióide para dor de moderada a forte. “O problema nem sempre consegue a atenção que merece”.

Outra dificuldade para os investigadores está em identificar e quantificar a dor. Ao contrário de muitos outros distúrbios, não existe qualquer “biomarcador” simples de sangue ou urina para medir a sua presença ou intensidade. Em vez disso, os médicos empregam uma escala subjectiva de 10 pontos ou um equivalente visual, em que cores diferentes denotam o nível de dor.

Isso restringe a facilidade de comparação com experiências de laboratório com animais – nos quais a dor tem de ser induzida. Em testes em seres humanos o efeito do placebo para tratar a dor é especialmente significativo, o que confunde os esforços para medir a acção específica de medicamentos experimentais.

O potencial do diagnóstico por imagem também é restrito. William Dillon, professor de radiologia da Universidade da Califórnia, campus de São Francisco, diz que pode às vezes ser possível, com boa formação, identificar danos mesmo em minúsculos nervos periféricos que podem causar dor. Para um melhor diagnóstico, ele gostaria de ver aparelhos que permitem que os pacientes se sentem e sejam rastreados em posições mais naturais, que comprimem os nervos, em vez de ficarem deitados na horizontal.

Apesar dos obstáculos, há sinais de avanços recentes na descoberta de novos tratamentos contra a dor

A questão final é a cautela dos órgãos reguladores, que são tidos, em amplos círculos, como concentrados nos riscos de efeitos colaterais dos analgésicos, relativamente aos benefícios. Essa contraposição foi aguçada desde os enfartes vinculados ao uso de Vioxx®, da Merck, que a empresa retirou do mercado em 2004 apesar da sua eficácia em muitos pacientes portadores de artrite. “Ninguém morre em decorrência de dor, por isso os níveis de restrição são muito elevados em comparação, digamos, com o câncer”, diz o professor Steve McMahon, do King’s College de Londres.

Ironicamente, muitos dos principais medicamentos actuais para o tratamento da dor são derivados de produtos com raízes no folclore e hoje em dia estigmatizados pelo uso “recreativo” como alucinógenos, desde os opióides até à marijuana. O resultado foram medidas rígidas para restringir a sua oferta e monitorizar o seu uso. Outros foram originalmente desenvolvidos para outras indicações, encabeçados pelos anticonvulsivos e antidepressivos.

Apesar dos obstáculos, há sinais de avanços recentes na descoberta de novos tratamentos. O Sativex, da GW Pharma, derivado de uma variedade híbrida da maconha, e o Botox, da Allergan, estão sendo estudados para uso como diferentes tipos de alívio à dor, como é o caso da cetamina, já empregada como anestésico.

Mais fundamentalmente, um dos mais avançados medicamentos novos experimentais é voltado para o factor de crescimento do nervo, uma proteína vista como fundamental na geração da dor. O Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de alimentos e medicamentos dos EUA, suspendeu os testes de vários medicamentos devido a preocupações com seus danos, mas levantou a interdição em Março, abrindo caminho para a fase final de testes do Tanezumab da Pfizer, por exemplo.

Um segundo enfoque provém do estudo de pessoas como o americano Steven Pete, apresentado numa nova exposição do Museu da Ciência de Londres. Ele é portador de um distúrbio extremamente raro chamado analgesia congénita, que o impede de sentir dor. “Tem que prestar atenção para não pôr a mão no tampo do fogão”, diz ele. “Tem que ouvir seu corpo, principalmente no que se refere a lesões internas”.

Um estudo publicado este ano mostrou a magnitude de mutações que determinam a produção do gene Nav1.7, essencial na transmissão dos sinais nervosos para o cérebro.

Ruth McKernan, directora científica da Neusentis, a divisão de dor da Pfizer, diz: “É muito raro encontrar dados genéticos tão sólidos que validem tão optimisticamente o alvo de um medicamento”. Ela fala também de perspectivas de mais longo prazo do uso, pela medicina regenerativa, dos próprios mecanismos de recuperação do organismo, e das células-tronco, como forma de avaliar a eficácia de novos medicamentos. “Os modelos animais de dor são apenas moderadamente esclarecedores, e é mais recomendável para nós usar células-tronco humanas nos primeiros estágios de pesquisa e pessoas, em vez de animais, nos estágios posteriores”.

De maneira muito mais experimental, vários artigos académicos recentes destacaram inesperados tratamentos em potencial. Investigadores franceses discutiram no mês passado na revista Nature duas proteínas que eles chamaram de “mambalginas”, presentes no veneno da cobra mamba-preta, que cortam a dor em ratinhos sem gerar efeitos colaterais. No início do ano, uma equipe encabeçada por cientistas sul-coreanos mostrou que o veneno diluído da abelha diminui a dor em ratos.

“Milhões de anos de evolução apuraram toxinas animais muito melhor do que qualquer químico de laboratório”, diz Steve Trim. Ele acrescentou que os contratos com sua empresa, a Venomtech, que fornece veneno de aranhas caranguejeiras e cobras, apontam para o crescente interesse da parte dos laboratórios. “A maioria dos grupos farmacêuticos está se voltando para a dor, e nós estamos em negociações com a maior parte dos dez maiores”.

O avanço final ocorre com o mapeamento do cérebro. Steve Williams, do King’s College, diz que imagens obtidas por ressonância magnética estão detectando fluxos de sangue cerebrais que podem ser correlacionados com a dor. “Estamos desenvolvendo métodos quantitativos. Ao longo da actual década, vamos usar scanners para fazer diagnósticos”.

“É pouco provável que exista um único remédio milagroso para alívio da dor e, em vez disso, serão necessários medicamentos de fins múltiplos voltados para os mecanismos específicos responsáveis”, diz Woolf.

Embora uma única cura possa ser inatingível, mesmo o progresso parcial na redução dos efeitos aflitivos sobre os indivíduos constituirá um significativo passo à frente.

 

Alzheimer: Vitamina D diminui riscos das mulheres padecerem da doença

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Autor: Joana Teles
Segunda-feira, 03 Dezembro 2012 16:36

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Toma de suplementos de vitamina D reduz risco da doença de Alzheimer nas mulheres, indicam estudos. De acordo com duas

pesquisas, as mulheres de meia-idade com piores níveis de vitamina D estão mais vulneráveis a padecer de doenças do foro psiquiátrico, entre as quais Alzheimer.

Duas pesquisas realizadas em França e nos EUA associam uma redução da vitamina D a um aumento, por parte das mulheres, de padecer de doença de Alzheimer.

Um dos estudos, da autoria do Hospital Universitário de Angers, localizado em França, avaliou dados de mais de 500 mulheres. De acordo com os dados recolhidos pelos investigadores, as mulheres que desenvolveram a doença de Alzheimer ingeriram, em média, 50, 3 microgramas daquela vitamina, por semana. Já as mulheres que padeceram de outros tipos de demência apresentavam um consumo de vitamina D diário muito superior: 63,6 microgramas por semana.

Ainda segundo esta pesquisa, orientada por Cedric Annweiler, as mulheres que permaneceram saudáveis até fases avançadas da sua vida apresentavam valores de vitamina D muito perto dos 60 microgramas. Estes dados levaram os investigadores a associar a ausência de Alzheimer a um aumento da toma da vitamina.

Conclusão idêntica retiraram investigadores norte-americanos do VA Medical Centre, dos EUA. Numa pesquisa semelhante, verificou-se que as mulheres que padeceram de algum tipo de doença cognitiva apresentavam menores quantidades desta vitamina.

No caso das mulheres que apresentavam níveis de vitamina D abaixo dos 20 nanogramas por mililitro de sangue, as possibilidades de padecer de doenças degenerativas como Alzheimer eram superiores.

As duas pesquisas apresentavam pontos em comum e complementam-se, sendo que o denominador comum é a sugestão de aumentar o consumo de vitamina D, por via da alimentação, ou através de uma exposição solar regrada. As duas pesquisas mereceram honras de publicação no Journals of Gerontology.

Recentemente, um estudo português permitiu descobrir uma variante de um gene, responsável pelo aumento do risco de padecer de Alzheimer. “É uma das mais influentes descobertas dos últimos vinte anos”, salienta Rita Guerreiro, um dos investigadores lusos.

Outro estudo, divulgado no Dia Mundial da Pessoa com Alzheimer, associa o consumo de café a uma redução dos riscos de Alzheimer.

Fonte: http://www.ptjornal.com/2012120312515/geral/saude/alzheimer-vitamina-d-diminui-riscos-das-mulheres-padecerem-da-doenca-indicam-estudos.html

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SUS passa a ter medicamentos para doença ligada ao tabagismo

“Em 95% dos casos de tabagismo, as lesões no tecido pulmonar causadas pelo cigarro são irreversíveis, mesmo que a pessoa tenha parado de fumar há muitos anos”, completa. A DPOC engloba a bronquite crônica e o enfisema pulmonar.

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O Ministério da Saúde vai incorporar à lista do Sistema Único de Saúde (SUS) medicamentos para tratar dos sintomas da doença pulmonar obstrutiva crônica, conhecida por DPOC, relacionada ao tabagismo. Os remédios já estão disponíveis no sistema, porém para outras finalidades, como o tratamento de asma.

De acordo com o Ministério da Saúde, a DPOC também está relacionada à exposição passiva ao fumo, à poeira e à poluição. A doença causa falta de ar, fadiga muscular e insuficiência respiratória. Serão incorporados os corticóides inalatórios budesonida e beclometasona e os broncodilatadores fenoterol, sabutamol, formoterol e salmeterol.

Segundo o pneumologista João Daniel Rego, 80% dos pacientes com DPOC são fumantes.  “As estatísticas mostram que são pessoas que fumam há mais de 15 anos. E, como é uma doença lenta, quando eles os pacientes chegam ao consultório, já estão em um estado de médio a grave”, relata.

O médico alertou também para o perigo da doença. “Ela tem alta taxa de mortalidade. E não há uma cura, a medicação é para combater o avanço da enfermidade”, disse. Entre os sintomas da doença, o médico destaca a falta de ar e a tosse com secreção.

A publicação da portaria que amplia a indicação dos medicamentos para a DPOC está prevista para a quarta-feira. A partir de então, as farmácias da rede pública de saúde terão até 180 dias para começar a ofertar os produtos à população.

Também estão incluídas na lista de incorporações outras linhas de cuidados para a DPOC, como a vacina contra a influenza, a oxigenoterapia domiciliar e os exames diagnósticos para deficiência de alfa-1, que é caracterizada por níveis muito baixos ou pela inexistência, no sangue, de uma proteína produzida pelo fígado.

No Brasil, o Ministério estima que cerca de 5 milhões de pessoas tenham DPOC. Em 2010, foram 116,6 mil internações causadas pela doença, que custaram R$ 83,6 milhões aos cofres públicos. Em 2011, o número de internações subiu para 116,7 mil, custando R$ 87,1 milhões. Até julho deste ano, já são 57,8 mil registros de internações, que já custaram ao governo R$ 45,1 milhões.

O número de mortes por DPOC também aumentou. Em cinco anos, o número cresceu 12%, passando de 33.616 mortes em 2005 para 37.592 em 2010.

Agência Brasil

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O Cigarro é responsável por 90% dos casos de DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. A doença atinge mais de sete milhões de brasileiros e é responsável por mais casos de internações do que a hipertensão arterial.

Hoje, o Brasil registra mais de 36 milhões de fumantes, 18% da população, de acordo com o Ministério da Saúde. Deste total cerca de 15% desenvolverá a DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. A doença atinge aproximadamente sete milhões de pessoas acima de 40 anos e é a quarta causa de internação nessa faixa etária.

A DPOC possui grande impacto socioeconômico e a sua evolução é tão grave quanto o diabetes ou hipertensão arterial. “Apesar das campanhas e do grande incentivo para que as pessoas parem de fumar, o número de tabagistas ainda é muito alto e em algum momento da vida essas pessoas podem desenvolver a doença”, afirma o pneumologista José Jardim, professor livre docente da Faculdade de Medicina da UNIFESP.

“Em 95% dos casos de tabagismo, as lesões no tecido pulmonar causadas pelo cigarro são irreversíveis, mesmo que a pessoa tenha parado de fumar há muitos anos”, completa. A DPOC engloba a bronquite crônica e o enfisema pulmonar.

É uma doença de evolução progressiva que se desenvolve após a exposição prolongada dos brônquios (estrutura que leva o ar para dentro dos pulmões) às substâncias tóxicas contidas na fumaça inalada do cigarro. Como conseqüência, ocorre a inflamação brônquica (inchaço e aumento da produção de catarro nos brônquios) e a destruição dos alvéolos do pulmão.

Segundo especialistas, 20% a 30% dos fumantes desenvolvem a DPOC após os 40 anos, sendo que alguns estudos sugerem que as mulheres são mais susceptíveis aos efeitos maléficos do cigarro do que os homens.

Os principais sintomas da DPOC são tosse crônica, produção de catarro e falta de ar, principalmente durante o sono e durante o esforço físico Normalmente, os sintomas aparecem de maneira lenta e progressiva, sendo comum o paciente somente dar atenção ao problema quando o quadro piora.

A falta de ar (dispnéia) é o sintoma que mais provoca limitações ao paciente. Nas fases mais avançadas da doença, o paciente tem dificuldade para realizar atividades simples como tomar banho, trocar de roupa e fazer caminhadas curtas. A DPOC possui quatro estágios de gravidade (leve, moderado, grave e muito grave) e as crises respiratórias (denominadas pelos médicos como exacerbações da doença pulmonar obstrutiva crônica) são causadas geralmente por infecções bacterianas ou virais. Nesse período, os pacientes sentem piora da falta de ar, fadiga, aumento da tosse crônica e da produção de catarro.

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Laudo médico particular é suficiente para concessão de isenção fiscal em caso de doença grave

Ministro Luiz Fux, em 22/03/2005: “A isenção do Imposto de Renda, em favor dos inativos portadores de moléstia grave, tem como objetivo diminuir o sacrifício do aposentado, aliviando os encargos financeiros relativos ao tratamento.”

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A 7.ª Turma do TRF/ 1.ª Região negou provimento a recurso da Fazenda Nacional que pretendia obter antecipação de tutela para proceder ao desconto de imposto de renda dos proventos do recorrido, decorrentes de moléstia grave.

Defende a Fazenda Nacional que, para fins de isenção do imposto de renda, o laudo médico que atesta a enfermidade deve ser oficial e emitido por serviço médico da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, desvalidado, portanto, o laudo apresentado pela impetrada, a teor do art. 30 da Lei 9.250/95.

O relator, desembargador federal Reynaldo Fonseca, lembrou que o comando legal apontado destina-se à Fazenda Pública, podendo o magistrado valer-se de outras provas (CPC, arts 131 e 436), de acordo com entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, a exemplo do julgamento do REsp n.º 749.100/PE , Rel. Min. FRANCISCO FALCÃO, DJ de 28.11.2005.”

Por fim, o desembargador citou também o julgado no REsp 677603/PB, de relatoria do Ministro Luiz Fux, em 22/03/2005: “A isenção do Imposto de Renda, em favor dos inativos portadores de moléstia grave, tem como objetivo diminuir o sacrifício do aposentado, aliviando os encargos financeiros relativos ao tratamento.”

A decisão foi unânime.

AGA 0077933-35.2010.4.01.0000

Fonte: Ascom – TRF da 1ª Região

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Vitamina D – Sem Censura – Dr. Cicero Galli Coimbra e Daniel Cunha

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Assista ao vídeo no endereço

https://www.youtube.com/watch?v=cIwIWim4hNM

Dia 18 de junho, o Programa Sem Censura recebeu o jornalista Daniel Cunha e o neurologista Cícero Galli Coimbra para uma conversa sobre a nova terapia para tratamento de esclerose múltipla com vitamina D.

Veja links sobre o mesmo assunto:

1. https://biodireitomedicina.wordpress.com/2010/08/03/vitamina-d-pode-revolucionar-o-tratamento-da-esclerose-multipla/

2. https://biodireitomedicina.wordpress.com/2012/04/12/vitamina-d-por-uma-outra-terapia/

3. https://biodireitomedicina.wordpress.com/2011/03/23/informacoes-medicas-sobre-a-prevencao-e-tratamento-de-doencas-neurodegenerativas-e-auto-imunes-como-parkinson-alzheimer-lupus-psoriase-vitiligo-depressao/

4. https://biodireitomedicina.wordpress.com/2010/03/20/vitamina-d-pode-combater-males-que-mais-matam-pessoas-no-mundo/

5. https://biodireitomedicina.wordpress.com/2012/05/28/folha-de-sao-paulo-terapia-polemica-usa-vitamina-d-em-doses-altas-contra-esclerose-multipla/

6. https://biodireitomedicina.wordpress.com/2012/06/18/taxas-baixas-de-vitamina-d-na-maioria-da-populacao-preocupam-especialistas/

“(…) cerca de 70% da população mundial apresenta taxas inadequadas de vitamina D, substância que, dentro do corpo, trabalha como um hormônio. O fenômeno da insuficiência não poupa nem países tropicais, como o Brasil, e a defasagem tende a ser maior nas grandes cidades, já que, dentro de casa, no carro ou no escritório, as pessoas acabam fugindo do sol. De acordo com o endocrinologista Geraldo Santana, do Instituto Mineiro de Endocrinologia, “a deficiência de vitamina D é um achado frequente e também preocupante devido à importante ação da substância no organismo.”

Vitamina D tem papel crucial na resposta do corpo à tuberculose

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None – This image is in the public domain and thus free of any copyright restrictions. As a matter of courtesy we request that the content provider be credited and notified in any public or private usage of this image. (Photo credit: Wikipedia)

O assunto “Vitamina D” está maltratando sérios e escusos interesses dentro da Medicina  &  da Indústria Farmacêutica.

Celso Galli Coimbra
OABRS 11352
 
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 Vitamina D – Sem Censura – Dr. Cicero Galli Coimbra e Daniel Cunha

O vídeo referido na reportagem dominical de 27.05.12  da Folha está no endereço:

Vitamina D – Por uma outra terapia (Vitamin D – For an alternative therapy)

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Doença é responsável pela morte de quase 1,8 milhão de pessoas por ano em todo o mundo

13 de outubro de 2011 | 11h 30

O nível de vitamina D desempenha um papel crucial na resposta do sistema imunológico às infecções provocadas pela bactéria da tuberculose, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revisa “Science Translational Medicine”.

A tuberculose causa a morte de aproximadamente 1,8 milhão de pessoas por ano em todo o mundo.

A vitamina D, assinala o artigo, é mais um hormônio natural que uma vitamina, e tem um papel importante no desenvolvimento dos ossos, ajuda na proteção contra o câncer e as doenças auto-imunes e na luta contra as infecções.

O estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e agências de pesquisa científica da Alemanha e da Coreia do Sul, e teve a liderança de Mario Fabri, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

No estudo, os cientistas examinaram os mecanismos que regulam a capacidade do sistema imunológico para matar ou inibir o crescimento de bactérias como a Mycobacterium tuberculosis, a causadora da tuberculose.

A equipe determinou que os linfócitos liberam uma proteína chamada interferon, que inicia a comunicação entre essas células brancas e as dirige ao ataque contra as bactérias invasoras.

Para que essa ‘convocação à batalha’ seja eficaz, porém, se requer nível suficiente de vitamina D.

As pessoas com pele mais escura foram, tradicionalmente, mais suscetíveis à tuberculose, e há regiões na África com as maiores taxas de infecção.

Os cientistas acreditam que isso se deve, em parte, à melanina, que protege as pessoas dos raios ultravioleta mas que também reduz a produção de vitamina D.

A pesquisa registrou uma redução de 85% das bactérias de tuberculose em células macrófagas humanas tratadas com interferon na presença de nível insuficiente de vitamina D.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,vitamina-d-tem-papel-crucial-na-resposta-do-corpo-a-tuberculose,784861,0.htm
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