Por que os bebês precisam de sol?

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A exposição solar ajuda na produção de um componente essencial ao organismo, a vitamina D, que é uma importante aliada da saúde dos ossos, pois influencia na absorção de cálcio. No entanto, a poluição, o clima seco das grandes cidades e a incidência de raios ultravioletas podem servir como obstáculo a essa tarefa.

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Como as mães devem proceder nesses casos? A pediatra do Hospital Villa-Lobos, Camila Lemiechek Orellana, explica: “A recomendação é de exposição solar a partir da segunda semana de vida, 30 minutos por semana com a criança usando apenas fralda — de 6 a 8 minutos por dia, 3 vezes na semana — ou 2 horas por semana, expondo apenas a face e as mãos da criança — 17 minutos por dia.”

Os benefícios da vitamina D são muitos. Além do papel já reconhecido na preservação da estrutura óssea e no metabolismo do cálcio, evitando fraturas e osteoporose na vida adulta e o raquitismo nas crianças, estudos mais recentes apontam para outros efeitos positivos em relação à melhora da imunidade e prevenção de doenças autoimunes (como diabetes tipo I e esclerose múltipla) e até alguns tipos de câncer (mama, próstata, cólon).

Para aproveitar os benefícios da vitamina D as mães devem adotar algumas medidas de precaução ao colocarem as crianças para tomar sol. “Os cuidados no momento da exposição solar são principalmente em relação à hidratação do bebê. Deve-se oferecer bastante água, usar roupas leves e estar atento aos sinais de desidratação, como urina escassa e escura, olhos encovados, choro sem lágrima, irritabilidade, moleira funda, saliva espessa e boca seca”, detalha a pediatra.

Além da exposição solar, a alimentação e os suplementos também são formas de obtenção da vitamina D. No entanto, menos de 10% são provenientes das fontes alimentares. Por isso, tomar sol ainda é mais efetivo, embora ainda não exista consenso sobre níveis seguros de exposição solar que garantam a produção de vitamina D sem receber os malefícios da radiação ultravioleta, segundo a pediatra.

Além disso, a médica ressalta que bebês de até 18 meses devem receber suplementação medicamentosa de vitamina D como prevenção, uma vez que nesta idade as crianças ainda não são expostas ao sol com tanta regularidade.

Vários sinais podem indicar falta de vitamina D no organismo, como
— Atraso no desenvolvimento
— Baixa estatura
— Falência de crescimento
— Dor óssea
— Fraturas
— Atraso na erupção dentária
— Suscetibilidade a infecções
— Distúrbios respiratórios e cardíacos

Nestes casos, o recomendável é procurar um especialista. “Tais sinais devem ser diagnosticados pelo pediatra, nas consultas de rotina, e esta é a recomendação mais importante a ser dada aos pais, a de continuarem com um seguimento médico regular”, alerta.

Apesar de necessária em todas as fases da vida, a vitamina D é importante, principalmente na infância, época em que cerca de 90% da massa óssea se desenvolve.

Uma criança com boas doses deste nutriente no organismo pode evitar problemas futuros como osteopenia e osteoporose.

Os benefícios nesta fase são tantos que a Sociedade Brasileira de Pediatria dobrou a recomendação de vitamina D para crianças e adolescentes. Desde 2011, a dose diária indicada passou de 200 para 400 UIs (cada UI equivale a 40 microgramas).

Tribuna da Bahia.

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