A História dos Cosméticos – The Story of Cosmetics – Legendado

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A FDA testou centenas de batons, e encontrou níveis alarmantes de chumbo em marcas como Avon, Maybelline e L’ Oréal. Revlon, M.A.C e Cover Girl também trouxeram resultados nada satisfatórios. Mary Kay, Lancôme, Clinique, Bobbi Brown, NARS (dentre outras) também apareceram com resquícios de chumbo em suas composições.  Até marcas com a Burt’s Bees e Gabriel Cosmetics – que são “naturebas” — não se safaram.

Além de ser extremamente útil para alertar as consumidoras, o estudo é interessante porque mostra que batons caros não são, necessariamente, os menos nocivos. A Campanha por Cosméticos Seguros (Campaign for Safe Cosmetics) também realizou testes para detectar chumbo na composição de inúmeros batons e pode encontrar resquícios do metal pesado até em batons da Dior.

Abaixo separei um fragmento do relatório “A Poison Kiss: The Problem of Lead in Lipstick” (em PDF) da Campanha por Cosméticos Seguros mostrando produtos com níveis indetectáveis de chumbo, produtos com níveis detectáveis de chumbo porém abaixo do permitido pela FDA e produtos com níveis detectáveis de chumbo acima do permitido pela FDA em alimentos.

A FDA alega que, do ponto de vista científico, não é válido comparar o risco que a presença de chumbo nos alimentos representa para o consumidor ao risco associado a níveis de chumbo nos batons (pois batons são de uso tópico). Já a Campanha por Cosméticos Seguros ressalta que, de acordo com a revista Glamour de Junho de 2002, as mulheres podem ingerir cerca de 1,8 quilos de batom durante a vida (ao passar a língua nos lábios, comer e beber usando batom, etc), o que põe em xeque o argumento da FDA. Além disso, a Campanha não descarta o fato de crianças poderem, acidentalmente, ingerir o produto (o que não é raro).

O mais triste da história é que mesmo com toda a polêmica, quase nada foi feito e os produtos continuam no mercado. Além disso, ainda não se estabeleceu um “limite seguro” para a quantidade de chumbo em cosméticos — algo inconcebível, na minha opinião: uma vez que o metal tem efeito acumulativo e é totalmente dispensável para o organismo, não há como estabelecer “limites seguros”.

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2 Respostas to “A História dos Cosméticos – The Story of Cosmetics – Legendado”

  1. ana eliza barros rocha Says:

    isso e brasil, aqui tudo pode,infelizmente não vai dar nada porque a vigilância sanitária não vai fazer nada, e continuam os brasileiros cada vez mais doentes, mas é isso que o governo quer …….

  2. A História dos Cosméticos | Maria Rosa Mulher Says:

    […] Trechinho do artigo do Dr. Celso Galli Coimbra A História dos Cosméticos: […]


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