Estrutura do universo é similar ao cérebro humano e internet, aponta estudo

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Nature’s Scientific Reports

“(…) a descoberta da equivalência entre o crescimento do universo e de redes complexas traz uma forte sugestão que leis similares governam a mecânica desses distintos sistemas complexos”.
A dinâmica de crescimento da estrutura do universo, em larga escala, se assemelha à de outras redes complexas

A dinâmica de crescimento da estrutura do universo, em larga escala, se assemelha à de outras redes complexas

Autor: Belinda McCallum Publicação: dezembro 31, 2012

O universo pode se desenvolver de forma similar a leis, ainda desconhecidas, que controlam o crescimento de outras redes complexas, tais como o cérebro humano e a internet.

Usando um supercomputador e outros cálculos, uma equipe internacional de pesquisa descobriu que a casual rede que representa o tempo-espaço é um gráfico que se parece com outros sistemas, tais como redes biológicas e sociais.

“Mas não significa que nós alegamos que o universo é um cérebro global ou um computador”, disse o coautor Dmitri Krioukov da Universidade da Califórnia em San Diego, num comunicado de imprensa.

 

“Mas a descoberta da equivalência entre o crescimento do universo e de redes complexas traz uma forte sugestão que leis similares governam a mecânica desses distintos sistemas complexos”.

Krioukov acredita que esse modelo não é uma coincidência.

“É claro que poderia ser, mas a probabilidade de tal coincidência é extremamente pequena”, disse Krioukov. “Coincidências na física são extremamente raras e quase nunca ocorrem”.

“Sempre haverá uma explicação, que pode não ser imediatamente evidente”.

Os resultados são importantes para a cosmologia e a ciência de redes.

“Essa explicação pode, um dia, levar à descoberta de leis fundamentais em comum onde as duas consequências diferentes ou regimes limitantes são as leis da gravidade (a equação geral da relatividade de Einstein) descrevendo a mecânica do universo, e algumas equações ainda desconhecidas que descrevem a mecânica de redes complexas”, disse a coautora do estudo Marián Boguña da Universidade de Barcelona na Espanha.

As descobertas foram publicadas na Nature’s Scientific Reports dia 16 de novembro.

 

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