FBI investiga tráfico de órgãos humanos no Brasil

FED - Federal Bureau of Investigation Police

“Até agora, sabe-se que a quadrilha aliciava pessoas desempregadas, sem instrução, sem conhecimento de língua estrangeira e com vontade de viajar para os Estados Unidos. O grupo, que mantém uma vida de luxo, cobrava de R$ 2 mil a R$ 25 mil para falsificar documentos como carteiras de estudante e extratos bancários. Entregavam ainda uma cartilha com orientações sobre como as vítimas deveriam se comportar durante a entrevista no Consulado Americano, para não levantar suspeitas.

“Estamos apurando se, depois de chegarem aos Estados Unidos, essas pessoas eram direcionadas para outros países, onde passavam a exercer trabalho escravo ou tinham órgãos retirados do corpo”, contou a delegada. Segundo ela, parte dos líderes da quadrilha não mora no Brasil.”

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Fonte: Diário de Pernambuco

http://www.abpc-df.org.br/noticias/242-fbi-investiga-trafico-humano-no-estado

Com apoio da polícia federal norte-americana (FBI), A Polícia Civil de Pernambuco vem trabalhando para desarticular uma quadrilha especializada em tráfico internacional de seres humanos.

Acredita-se que pelo menos 100 brasileiros tenham sido vítimas, desde o ano passado. O Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freyre era usado como porta de saída dos aliciados, assim como os de São Paulo, Brasília e Goiás.  As investigações começaram há quatro meses, após a prisão de parte dos integrantes da quadrilha no Consulado Americano no Recife, quando tentavam retirar vistos com documentos falsos. Naquele momento, a polícia suspeitava de que os homens integravam um grupo de aliciadores. Agora, a única dúvida é se as pessoas eram levadas para trabalho escravo ou para retirada de órgãos.

As vítimas seguiam para os Estados Unidos onde o sonho transformava-se em terror. No estado, 11 pessoas envolvidas – entre suspeitos e vítimas – foram presas. O número, considerado altíssimo, redobrou a atenção dos funcionários do consulado e da polícia. “Este caso tornou-se uma prioridade para a Polícia Civil de Pernambuco. Precisamos desvendar como o grupo agia e o que era feito com as vítimas, além da dimensão do esquema no estado. A Justiça também está nos fornecendo dados que serão relevantes à investigação”, informou a delegada de Repressão ao Estelionato, Patrícia Martins.

A delegada viajou para Goiás, uma das primeiras sedes do esquema, que foi transferido para o Recife. Lá, apreendeu documentos, mídias digitais (CDs e DVDs) e computadores no apartamento de luxo de um dos líderes, Neimar Souza Marques, 40, preso no Recife em abril. Duas empresas em nome do acusado, supostamente de fachada, também passaram por investigação. O próximo passo é a análise do material, com apoio do Instituto de Criminalística de Pernambuco, para identificar toda a rota dos suspeitos e das vítimas.

Até agora, sabe-se que a quadrilha aliciava pessoas desempregadas, sem instrução, sem conhecimento de língua estrangeira e com vontade de viajar para os Estados Unidos. O grupo, que mantém uma vida de luxo, cobrava de R$ 2 mil a R$ 25 mil para falsificar documentos como carteiras de estudante e extratos bancários. Entregavam ainda uma cartilha com orientações sobre como as vítimas deveriam se comportar durante a entrevista no Consulado Americano, para não levantar suspeitas.

“Estamos apurando se, depois de chegarem aos Estados Unidos, essas pessoas eram direcionadas para outros países, onde passavam a exercer trabalho escravo ou tinham órgãos retirados do corpo”, contou a delegada. Segundo ela, parte dos líderes da quadrilha não mora no Brasil.

No mês passado, Neimar Souza, principal foco de diligências, recebeu habeas corpus e responde ao processo em liberdade. Ele estava preso no Cotel. Em depoimento, as vítimas que foram presas tentando tirar o visto afirmaram que a viagem se tratava apenas de um passeio. “Não acreditamos nisso. Elas não tinham condições financeiras para se manter sete dias nos Estados Unidos. Um deles, por exemplo, disse que não tinha dinheiro, mas teria feito uma “cota” entre amigos e arrecadou R$ 5 mil para viajar”, concluiu Patrícia Martins.

Sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Fonte: Diário de Pernambuco

2 Respostas to “FBI investiga tráfico de órgãos humanos no Brasil”

  1. Cristiane Rozicki Says:

    Tráfico de órgãos é terceiro mais lucrativo crime organizado no mundo, segundo Polícia Federal « Objeto Dignidade
    http://objetodignidade.wordpress.com/2012/08/25/trafico-de-orgaos-e-terceiro-mais-lucrativo-crime-organizado-no-mundo-segundo-policia-federal-co-de-orgaos-e-terceiro-mais-lucra/


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