Israelense chefe do tráfico de órgãos foragido

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Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
17/08/2011 | 11h20 | Polícia

Gedalya. Imagem: Alejandro Zambrana/Esp.DP/D.A Pr

Imagem: Alejandro Zambrana/Esp.DP/D.A Pr

No dia 23 de setembro de 2012, o israelense Gedalya Tauber estaria livre da sua condenação por ter chefiado o esquema internacional que foi responsável por aliciar pessoas no Recife para venderem seus rins na África do Sul. A organização criminosa foi desarticulada pela Operação Bisturi da Polícia Federal, em dezembro de 2003. Gedalya, autorizado pela Justiça, deixou o Brasil em janeiro de 2009 e deveria retornar em 30 dias. Não voltou. O Diario descobriu que o homem é considerado foragido da Justiça desde então: há dois anos e seis meses. Uma informação que até mesmo o juiz de execuções penais do estado, Adeíldo Nunes, disse que só tomou conhecimento agora, por meio da equipe do jornal. O israelense teria aliciado cerca de 30 pernambucanos.

O israelense estava em liberdade condicional quando conseguiu o benefício. Como não retornou no prazo previsto, teve o livramento condicional revogado e a prisão decretada em 29 de outubro de 2010 pelo juiz Abner Apolinário da Silva. Está sendo procurado em todo o mundo, inclusive pela Interpol.

Depois de ser preso pela primeira vez, Gedalya passou por várias unidades prisionais até ir parar na Penitenciária Agro-industrial São João, em Itamaracá, em março de 2007, quando obteve a progressão de regime para o semiaberto. Em dezembro do mesmo ano, conseguiu a liberdade condicional, o que o obrigava a se apresentar à Justiça uma vez no mês. Inicialmente condenado a uma pena de 11 anos e nove meses, Gedalya conseguiu a comutação (redução) da pena em novembro de 2008 para oito anos e nove meses. Ele estaria respondendo pelos crimes de remoção e venda de órgãos e formação de quadrilha.

O alvará de autorização de viagem do israelense foi assinado pelo juiz Adeildo Nunes, em 16 de janeiro de 2009. O doc umento determinava que um oficial de Justiça fosse com Gedalya até o Aeroporto Internacional do Recife-Guararapes/Gilberto Freyre e o embarcasse no voo 0154 da TAP Portugal, às 19h15 no dia 20 de janeiro de 2009 para a cidade de Lisboa. O destino final seria a cidade de Tel Aviv, em Israel, com escala em Frankfurt, na Alemanha.

Procurado pelo Diario, o juiz Adeildo Nunes disse não se lembrar da autorização específica para a viagem do israelense, porém ressaltou que essa prática é legal e comum na Justiça brasileira. “Em situações excepcionais, o detento pode sair do país. No entanto, ele tem a obrigação de voltar no prazo determinado pela Justiça. No caso dessa pessoa, estou sabendo que ele não retornou porque você está me informando. Estava fora da Vara das Execuções Penais e voltei no último dia 8”, justificou. O magistrado ressaltou ainda que o procedimento adotado em relação à procura de Gedalya vale para todos os países. “Ele poderá ser preso se tentar viajar para qualquer lugar do mundo”, afirmou Nunes.

O israelense Gedalya, que era major da reserva do Exército do país dele, era considerado o “homem do dinheiro” da organização criminosa. Segundo a Polícia Federal, na época da investigação, Gedalya costumava vir ao Brasil, em média, de dois em dois meses, onde se hospedava no Recife para recrutar os vendedores dos órgãos.

http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110817112019

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