EUA: Pais acusam hospital de matar seu filho para retirar-lhe os órgãos

Comentário anterior à notícia:

Todos os médicos que desligarem o respirador de um paciente traumatizado encefálico severo — supostamente para prognosticar morte encefálica — podem estar cometendo homicídio por dolo eventual e estão sujeitos a processo judicial também no Brasil e junto com o CFM, responsável pela Resolução 1.480/97, que não tem hierarquia superior à Constituição Federal e à legislação penal, como querem fazer crer gestores médicos.  Não existe “direito de matar” como “defende” procurador de justiça de Goiás em tentativa anedótica de proteger interesses que são de obrigação do Ministério Público reprimir.

Há irrebatível documentação e provas judiciais já constituídas para esta responsabilização ser posta em prática. O desligamento do respirador nesta situação de prognóstico de morte constitui-se em homicídio de até 2/3 dos pacientes (aqueles que não entram na zona de penumbra isquêmica em queda livre) submetidos a este procedimento letal.

Conforme admitido pela Câmara Técnica Brasileira da Morte Encefálica em 1998/99 (e publicado pelo Jornal do Brasil em fevereiro de 1999), cujas atas das reuniões obtivemos em processo judicial, o protocolo de morte no Brasil foi feito por razões de “custo-benefício” e com o objetivo de proteger estes médicos contra processos judiciais, pois eles sabem muito bem o que significa o desligamento do aparelho de respiração de um traumatizado encefálico severo por 10 minutos com o seu verdadeiro objetivo de fornecer órgãos vitais únicos para o bilionário interesse da atividade transplantadora.

O consentimento para doação de órgãos nas circunstâncias atuais é inválido devido à indução a erro promovida entre doadores e seus familiares, e seria impossível no Brasil se o seu custo venha a ser a vida do doador, como acontece na maioria dos casos.

O tráfico de órgãos humanos não está fora da medicina, mas dentro, e não poderia existir de outra forma para alcançar os patamares de terceira atividade criminosa organizada mais lucrativa do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas, conforme acusa a Polícia Federal e foi constatado em CPIs nos últimos anos.

Leia também:

Transplantes: Revista dos Anestesistas recomenda em Editorial realização de anestesia geral nos doadores para que não sintam dor durante a retirada de seus órgãos. Se estão mortos para que a recomendação de anestesia geral?

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/05/transplantes-revista-dos-anestesistas-recomenda-em-editorial-realizacao-de-anestesia-geral-nos-doadores-para-que-nao-sintam-dor-durante-a-retirada-de-seus-orgaos-se-estao-mortos-para-que-a-recomend/

Celso Galli Coimbra – OABRS 11352

***

Parents Accuse Hospital of Killing Son to Harvest Organs

By Kathleen Gilbert

PITTSBURGH, PA, March 5, 2009 (LifeSiteNews.com) – An Ohio couple filed a lawsuit Wednesday accusing doctors of removing a breathing tube from their 18-year-old son, who had suffered a brain injury while skiing, in order to harvest his organs.

Michael and Teresa Jacobs of Bellevue, Ohio, parents of Gregory Jacobs, maintain that their son’s death was caused, not by his injury, but by doctors removing his breathing tube and administering unspecified medication in preparation for organ removal.

The charges were filed against Pittsburgh’s Hamot Medical Center doctors and a representative of the Center For Organ Recovery and Education (CORE).

The parents also say the CORE representative directed that Jacobs’ organs be removed in the absence of a valid consent.

“But for the intentional trauma or asphyxiation of Gregory Jacobs, he would have lived, or, at the very least, his life would have been prolonged,” says the lawsuit.  “Gregory was alive before defendants started surgery and suffocated him in order to harvest his organs,” which included his heart, liver and kidneys.

The suit maintains that Jacobs “experienced neither a cessation of cardiac activity nor a cessation of brain activities when surgeons began the procedures for removing his vital organs.”

The parents filed the suit in the U. S. District Court in Pittsburgh seeking more than $5 million for their son’s pain and suffering, medical bills, funeral expenses, and punitive damages.

The lawsuit comes only weeks after neurologist Dr. Cicero Coimbra told a Rome “brain death” conference that, “Diagnostic protocols for brain death actually induce death in patients who could recover to normal life by receiving timely and scientifically based therapies.”  (http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09022504.html)

Coimbra referred to the so-called “apnea test,” whereby living patients who cannot breathe on their own have their ventilator removed, and are deemed “brain dead” if after ten minutes patients do not resume breathing.  The problem with the test, said Coimbra, is that otherwise treatable patients sustain irreversible brain damage by oxygen deprivation during that ten minutes.

http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/mar/09030505.html

See related LifeSiteNews.com coverage:

“Brain Death” Test Causes Brain Necrosis and Kills Patients: Neurologist to Rome Conference
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09022504.html

“Brain Death” as Criteria for Organ Donation is a “Deception”: Bereaved Mother
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09022306.html

“Brain Death” is Life, Not Death: Neurologists, Philosophers, Neonatologists, Jurists, and Bioethicists Unanimous at Conference
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09021608.html

Doctor to Tell Brain Death Conference Removing Organs from “Brain Dead” Patients Tantamount to Murder
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09021608.html

New England Journal of Medicine: ‘Brain Death’ is not Death – Organ Donors are Alive
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/aug/08081406.html

Uma resposta to “EUA: Pais acusam hospital de matar seu filho para retirar-lhe os órgãos”

  1. Humberto L. Vieira Says:

    O Dr. Celso Galli foi ao cerne da questão. O desligamento do respirador é, sem dúvida, o ato de eutanásia,
    Ninguém é obrigado a se submeter a uma terapia intensiva com uso de respirador, todavia uma vez admitido seu uso não se pode desligar sob pena de eutanásia.


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